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	<title>Espalha-Factos &#187; animaçao</title>
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		<title>Toy Story 3: Gente Pequena com Coração Grande</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Pode-se dizer que Toy Story 3 é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não é preciso um génio para fazer um filme como <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Nem dois, nem três. Nem quatro. São antes precisos centenas de pequenos génios para conseguir fazer algo assim, um filme tão perfeito tanto a um nível visual quanto a nível de argumento; um filme repleto de tantos pequenos e geniais pormenores que, com cada visionamento, há algo novo a descobrir. Mais vale, portanto, confirmar já o óbvio: sim, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é genial em todas as suas vertentes, sendo tanto a perfeita sequela como o melhor capítulo de uma trilogia que, muito possivelmente, ficará na história. A <em>Pixar</em> não acertou apenas; a equipa de <strong>Lasseter</strong> e companhia simplesmente superou-se.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível proclamar <strong><em>Toy Story 3</em></strong> como o melhor filme da <em>Pixar</em> porque, por esta altura, no meio de tantos grandes filmes (e todos eles geniais à sua própria maneira), não é possível indicar apenas um único favorito. Adoro tanto aquela sequência inicial de <strong><em>Up</em></strong> tanto quanto adoro aquele sorriso final de Sully em <strong><em>Monstros e Companhia</em></strong>; adoro tanto o voo de Wall-E e de<em> </em>EVE<em> </em>pelo espaço quanto adoro a cena em que Remy observa Paris do cimo de um telhado. No meio de tantos grandes e memoráveis filmes, ter apenas um favorito é impossível. Posso, pessoalmente, dizer que tenho talvez uma preferência por <strong><em>Up </em></strong>e por este <strong><em>Toy Story 3</em></strong>, mas faço-o com um nó na garganta; afinal de contas, são todos tão bons.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas posso dizer que, em certos aspectos, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, a meu ver, o melhor da <em>Pixar</em>. O mais complexo, o mais bem executado e, acima de tudo, o mais emocionalmente adulto. Este é, sem sombra de dúvida, o filme mais negro do estúdio até agora, onde as suas personagens são realmente levadas ao extremo, ao abismo da existência. Há aqui momentos realmente fortes, que lidam com sentimentos de abandono, tristeza e até desespero. Tudo isso para, no final, se ver com lágrimas nos olhos algumas das mais belas lições de vida que, muito provavelmente, alguma vez se viu no cinema de animação. Lealdade, família, aceitar as mudanças da vida&#8230; ideais universais, tanto quanto a própria história em si. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, de facto, um filme emocionalmente fortíssimo, com alguns dos momentos mais comoventes que o espectador verá em muito tempo.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Toy-Story-3-1.jpg" alt="" width="551" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;">A própria premissa parece, por si só, rodeada de um certo tom emocionalmente mais negro: Andy está prestes a ir para a faculdade e os brinquedos são obrigados a lidar com o simples facto de já não serem precisos. Acabam doados para um jardim infantil versão campo de concentração (referências cinéfilas absolutamente geniais, principalmente a <strong><em>The Great Escape</em></strong>), dominado por um dos melhores vilões da <em>Pixar</em> até agora (com uma <em>backstory</em> absolutamente magnífica), e todo o filme tem piscadelas de olho a todos os géneros desde <em>westerns</em>, ficção-científica (claro!) e, como já se viu, aqueles espectaculares filmes da Segunda Guerra Mundial onde o <strong><em>Steve McQueen</em></strong> é o herói de serviço. Há aqui referências que qualquer cinéfilo irá adorar, várias homenagens dos cineastas aos filmes que os inspiraram (ahh, aquela espectacular cena a imitar o melhor momento do <strong><em>Regresso do Jedi</em></strong>!). Mas há, além desse amor dos cineastas pelo próprio Cinema em si, um profundo, profundo amor pela história que é contada e, acima de tudo, pelas personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Em<strong><em> Toy Story 3</em></strong> tudo parece planeado ao pormenor. Não há outras palavras: o filme é genial do primeiro ao último segundo. Literalmente. Aliás, logo no início há um golpe de génio, uma montagem que transmite a mais pura nostalgia aos que cresceram com estes filmes; ou para todos os que, simplesmente, já foram crianças. A partir daí instala-se um clima urgente e denso, onde os brinquedos são obrigados a lidar com o abandono daquele a quem sempre foram leais. Esta situação, absolutamente inevitável (o final de <strong><em>Toy Story 2</em></strong> deixava, efectivamente, a porta aberta para tudo o que se vê neste terceiro capítulo), é o cerne de um terceiro capítulo que termina de forma rigorosamente perfeita uma história com a qual crescemos. Há aqui temáticas universais e adultas que são exploradas tanto de forma a comover os mais velhos como a ensinar valiosas lições aos mais novos (e aos mais velhos também, já agora). Quem gosta minimamente dos dois primeiros filmes terá aqui lágrimas garantidas, algumas delas acompanhadas por um grande sorriso.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ToyStory3-6.jpg" alt="" width="535" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que torna <strong><em>Toy Story 3</em></strong> no mais complexo e brilhantemente executado filme da <em>Pixar</em> (a meu ver) é, portanto, a forma como o filme nunca, nunca se acobarda. Sim, todos os filmes da <em>Pixar</em> têm momentos emocionalmente fortíssimos, mas aqui grandes temas são tratados como tal. Existem aqui realmente cenas muito fortes, que irão surpreender (pela positiva) quem for à espera de apenas uma comédia. Há, em particular, uma cena toda ela tão genial, tão incrivelmente bem pensada, tão visualmente magnífica e tão profundamente comovente que no final dá vontade de aplaudir e, por esse momento só, dar nota máxima ao filme. Mas a verdade é que, se essa cena se destaca, há um rol de outros grandes momentos a destacar; porque o filme é, realmente, uma obra de génio do início ao fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tom emocionalmente mais complexo do filme é, talvez, a mais forte marca de autor do filme. <strong><em>Lee Unkrich</em></strong>, aqui estreante como realizador a solo, quis realmente criar um filme mais forte, quis realmente levar os brinquedos ao extremo (como ele próprio o diz no artigo já aqui publicado) de forma lhes ensinar, a eles e também ao público, verdadeiras lições de vida. O filme é, afinal de contas, todo ele sobre Woody, a grande personagem da trilogia, e sobre a sua aceitação das mudanças que esta nova situação traz. O cerne moral e emocional da trilogia revela-se aqui: <strong><em>Toy Story</em></strong> é sobre infância (e a sua perda), sobre amizade e a sua importância, e sobre lealdade para aqueles que mais interessam. É, talvez, um filme sobre a importância da família; neste caso, a irmandade formada por um grupo de brinquedos que, ao longo de três filmes, aguentaram com muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">E, claro, se a nível de argumento o filme é genial, então visualmente falando temos aqui o melhor que a <em>Pixar</em> fez até agora. Tudo parece espantosamente real e credível, ao mesmo tempo mantendo a cor e o sentimento presente no aspecto visual dos dois primeiros filmes. O uso das cores, a iluminação, cada pequeno objecto&#8230; eis um filme repleto de tantos pequenos grandes detalhes que merece realmente ser visto mais que uma vez. Talvez o mais espantoso seja, aqui, as expressões faciais de Buzz e companhia; tão expressivas, tão flexíveis, tão reais. O que se vê aqui não são brinquedos: são apenas gente pequena com corações bem maiores que grande parte da gente grande que se vê nos outros filmes. E nem o 3D parece a mais; sim, é inútil e não se destaca particularmente em nenhum momento, mas consegue a proeza de não tirar cor ou nitidez ao filme. Era de preferir a versão 2D, claro, mas, ainda assim, neste caso nem nos podemos queixar muito&#8230; a não ser do preço.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/toy_story_3_andy.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">É difícil falar de <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. É-o sempre quando um filme nos toca tanto a nível emocional. Poderia fazer aqui um enorme discurso sobre a proeza técnica que é todo o filme, sobre a genialidade da realização em alguns planos que têm mais Cinema que 90% dos filmes que vimos nos bons últimos anos. E, por isso só, o filme seria magnífico. Mas <strong><em>T</em><em>oy Story 3</em></strong> não é apenas muito bom, nem apenas magnífico: é uma Obra-Prima absoluta. É emocionalmente complexo, tem um argumento perfeito e um ritmo todo ele bem definido do início ao fim (acontece tanta coisa que o filme parece até ter mais que hora e meia), e é, simplesmente, uma grande história, com grandes personagens, contada de forma igualmente grandiosa. Quem gostou dos outros dois irá adorar este; quem não gostou, sairá convertido. É uma história universal com valores que falam a qualquer um, e não é por nada que se ouve falar de tanta gente que sai do filme em lágrimas. Não é um filme para adultos, não é um filme para crianças; não é um filme para quem gosta de cinema de animação nem para quem não gosta de cinema de animação; é, apenas, um filme para quem já foi ou é criança, para quem aspira a ser minimamente um ser humano decente. Ou seja, é um filme para qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível explicar por palavras o quão belo é <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Posso dizer que, tendo já visto o filme nos três visionamentos de imprensa feitos, ainda me comovo só de pensar em determinados momentos. Quando um filme é assim tão bom e nos toca tão fundo, é impossível explicar porque é que o faz. É essa a beleza do Cinema e da Arte: não pode ser explicada. Como bem se diz na bela curta que antecede o filme (com um dos mais inovadores usos do 3D visto até agora): as coisas mais belas são as mais misteriosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se dizer que <strong><em>Toy Story 3 </em></strong>é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é não só o melhor dos três filmes, como cria uma trilogia coesa e magistral. Há aqui mais emoção, mais cinema, mais beleza, mais lágrimas e sorrisos que em qualquer outro filme de imagem real que tenha passado até agora pelas nossas salas este ano. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, apenas, puro, perfeito, arrebatador Cinema. E, como qualquer filme perfeito e grandioso, é, de certa forma, inexplicável. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é uma Obra-Prima absoluta, e isso apenas pode ser sentido, não explicado.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal de contas, a <em>Pixar</em> pôs-nos a chorar num filme sobre brinquedos; como é que alguma vez se poderá explicar tal feito?</p>
<p><strong>10/10</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Toy Story 3</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Lee Unkrich</strong><br />
Escrito por: <strong>Michael Arndt</strong><br />
Elenco: <strong>Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton <strong>e</strong> Ned Beatty.</strong><br />
Duração: <strong>103 minutos</strong>.</p>
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		<title>&#8220;Tentamos criar histórias universais&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 00:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Lee Unkrich e Darla K. Anderson, respectivamente realizador e produtora de Toy Story 3, estiveram em Portugal e promover o mais recente filme da Pixar. O Espalha-Factos entrevistou individualmente cada um deles, numa conversa que incidiu não só sobre Toy Story 3 mas também sobre a Pixar e as mudanças que esta trouxe ao cinema de animação. ESTE ARTIGO NÃO CONTÉM QUALQUER TIPO DE SPOILERS EM RELAÇÃO A TOY STORY 3.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Darla K. Anderson</strong> é uma mulher sorridente, alegre, e transpira a confiança esperada de alguém que trabalha com um dos maiores estúdios actualmente a nível mundial. <strong>Lee Unkrich</strong> é simpático, mais sério, e tem nos olhos aquele brilho de criança eterna  que seria de esperar de alguém que faz um filme como <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Foi de tarde que falei com eles, após uma conferência de imprensa dada de manhã no Hotel da Lapa, onde se falou de forma muito geral daquilo que cada um viria mais tarde a ter a oportunidade de aprofundar com cada uma destas mentes criativas.</p>
<p style="text-align: justify;">É, claro, uma honra poder entrevistar estes dois nomes. <strong>Unkrich</strong>, realizador de <strong><em>Toy Story 3</em></strong> (a sua estreia a solo, depois de ter co-realizado <strong><em>Toy Story 2</em></strong>,  <em><strong>Monstros e Companhia</strong></em> e <em><strong>À Procura de Nemo</strong></em>) está na <em>Pixar</em> praticamente desde o seu início e <strong>Anderson</strong> acompanhou a companhia ao longo de todo o seu crescimento, tendo produzido <em><strong>Uma Vida de Insecto</strong></em>, <strong><em>Monstros e Companhia</em></strong>, <strong><em>Carros</em></strong> e, agora, <em><strong>Toy Story 3</strong></em>.  Estiveram ambos presentes no início da companhia e, aliás, foi a própria <strong>Anderson </strong>que, ao ver pela primeira vez algumas das curtas de <strong>John Lasseter</strong> em Siggraph, feira dedicada de animação digital, decidiu que queria trabalhar para a Pixar.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Apaixonei-me por completo pela animação digital e na altura, ainda nos anos oitenta, senti-me muito atraída pela Pixar porque era realmente a única companhia a fazer algo com personagens e a contar histórias. As restantes companhias faziam efeitos visuais, logotipos para empresas, e a Pixar era realmente a única a fazer quase como que uns mini-filmes. Senti-me logo atraída pela companhia e decidi que queria trabalhar para eles</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">E se a <em>Pixar </em>começou com as suas famosas curtas-metragens, <strong><em>Toy Story</em></strong>, a primeira longa da companhia, mudou tudo, tendo sido o primeiro filme de um género que hoje domina por completo a animação. Depois desse primeiro filme, a <em>Pixar </em>não parou. Acompanhar esse crescimento deve ter sido, realmente, algo único. &#8220;<em>Foi incrível, absolutamente incrível, ver a companhia crescer tanto, e custa acreditar que já passou tanto tempo.</em>&#8221; diz <strong>Anderson</strong>. &#8220;<em>Quando comecei na Pixar tínhamos só cerca de vinte pessoas na produção e ver agora todo este sucesso, toda esta paixão pelos nossos filmes&#8230; é realmente algo muito recompensador. E bastante irreal, também. Este é mesmo o tipo de sucesso com o qual nem se pode sonhar. E é também por isso que fazemos um filme de cada vez, tentando que cada filme seja realmente o melhor possível. É nisso que somos bon</em>s&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/amelhor.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p style="text-align: justify;">Já <strong>Unkrich</strong>, nem era sequer para ter ficado na <em>Pixar</em>. Foi contratado em regime temporário, e o trabalho que deveria ter sido seu por apenas algumas semanas acabou por se transformar na sua vida. &#8220;<em>Nunca pensei que isto viesse a acontecer. Originalmente fui contratado por apenas quatro semanas, e se na altura me dissessem que ainda lá estaria dezasseis anos depois, e que realizaria uma sequela do filme para o qual fui originalmente contratado&#8230; provavelmente não acreditaria. É mais uma prova do quão louca e imprevisível a vida pode ser</em>&#8220;, diz o realizador com um sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros dois <strong><em>Toy Story</em></strong> são filmes adorados por uma geração inteira e voltar a pegar na história e nas personagens que, afinal de contas, começaram tudo, foi uma pressão enorme. &#8220;<em>O projecto foi todo ele uma coisa gigantesca e extremamente complicada. Eu sabia bem que tinha uma grande tarefa à minha frente, que tinha um grande lugar por ocupar, e não queria desiludir ninguém. Não queria fazer um filme em que as pessoas vissem e dissessem &#8220;Porque é que fizeram outro? Para quê sequer o trabalho?</em>&#8221; <em>e sabia que havia um grande risco de isso acontecer. Simplesmente queríamos contar uma boa história de que as pessoas gostassem, e nunca tivemos qualquer tipo de garantias. Trabalhámos um dia de cada vez, demos o máximo para que tudo fosse o melhor possível</em>&#8220;. E a pressão foi ainda maior por ser esta a estreia de <strong>Unkrich </strong>como realizador a solo&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Sabia bem que a responsabilidade de não estragar tudo estava sobre os meus ombros. Quando o </em><strong><em>John Lasseter</em></strong><em> me pediu para realizar o filme, foi muito específico: não queria que tivesse co-realizador e que o fizesse sozinho. Ele achava que eu tinha sido o herói esquecido pode detrás de muitos filmes da Pixar, que tinha contribuído muito para os outros filmes  e que nunca tinha recebido o crédito merecido. Por isso, quis dar-me esta oportunidade de fazer um filme completamente a solo. Eu sabia fazer imensas coisas, mas havia outras coisas que realmente não sabia como fazer. Mas simplesmente agarrei a oportunidade e tudo acabou por resultar bem</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/4.jpg" alt="" width="467" height="350" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, toda a experiência correu melhor do que o esperado. &#8220;<em>Houve muita disciplina e, não sei bem porquê, mas tudo correu muito bem ao longo do filme. Deve ter a ver com o facto de grande parte da equipa ter trabalhado também nos outros dois filmes&#8230;</em>&#8221; diz <strong>Anderson</strong>, abordando também o facto de, após tantos anos desde o primeiro filme, a evolução tecnológica ser uma faca de dois gumes. &#8220;<em>Tivemos de nos concentrar muito em manter o aspecto dos primeiros dois filmes; após tantos anos, a tecnologia evoluiu imenso e foi muito importante que o filme não parecesse demasiado tecnológico e encaixasse bem dentro do univers</em>o&#8221;. Após tantos anos, e com a evolução da tecnologia, como fazer um filme <strong><em>Toy Story</em></strong> que parecesse actual mas que, ao mesmo tempo, conseguisse encaixar nos capítulos anteriores a um nível visual?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Tivemos imensas reuniões sobre isso</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. &#8220;<em>Sabíamos que o filme tinha de ter o mesmo sentimento que os filmes anteriores, mas ao mesmo tempo para mim era muito importante que isso não prejudicasse o filme. Queria que o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> tivesse um aspecto tão belo quanto os nossos filmes mais recentes, claro. Acho que o </em><strong><em>Ratatouille</em></strong><em>, em particular, é simplesmente lindíssimo. O que acabámos por fazer foi manter-nos muito próximos da forma como as coisas eram feitas no filme anterior; a forma como eram criadas as personagens, a mobília, os cenários&#8230; tentámos manter-nos fiéis a esse design mas usando texturas mais sofisticadas, novos tipos de iluminação, de forma a tornar tudo mais real e credível. Gosto de pensar que o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> tem o aspecto que o primeiro </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> teria se  tivéssemos na altura a tecnologia que temos agora.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/melhor-2.jpg" alt="" width="482" height="360" /></p>
<p style="text-align: justify;">Toda esta dimensão digital deste género de filmes acaba, claro por dificultar a sua produção; afinal de contas, tudo é criado de raiz. &#8220;<em>Como produtora</em>&#8221; explica <strong>Anderson</strong>, &#8220;<em>a grande diferença entre trabalhar num filme de animação digital e a de trabalhar num filme em imagem real é que na animação não há cenário físico&#8230; temos de construir tudo. Cada personagem, cada cenário, cada objecto, cada pormenor tem de ser criado por nós. E isso torna tudo muito exaustivo, claro. Mas o resto, a forma como filmamos e contamos a história, é praticamente igual a um filme em imagem real</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">E o mais importante nos filmes da<em> Pixar </em>sempre foi, claro, a história. Como bem diz <strong>Unkrich</strong>, o objectivo com <strong><em>Toy Story 3</em></strong> era o de contar uma história que cativasse o público. A premissa do novo filme parece em tudo uma tentativa também de acompanhar o público que viu o primeiro filme quando foi lançado, há quinze anos atrás; afinal de contas, a história de <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é em tudo sobre crescimento&#8230; Andy cresceu, vai para a faculdade, e os brinquedos tornaram-se obsoletos. Curiosamente, essa ideia de que grande parte do público se identificaria com a história nunca passou pela cabeça do realizador.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Para ser honesto, quando tivemos a ideia de mandar o Andy para a faculdade nunca nos passou pela cabeça o facto de que muita gente cresceu a ver o filme e que muitos estariam agora a ter a mesma experiência. Apenas parecia a história certa a contar. Até que, a meio da produção, eu comecei a usar o Twitter e de repente começo a receber mensagens constantes de imensa gente a dizer que se identificava imenso com a história, que tinham crescido a ver os filmes e a falar do importante que o </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> era para elas. Apercebo-nos que foi até um benefício o facto de termos tido de esperar tanto tempo para fazer o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em>, e que assim a relação com o público era mais forte. Nunca foi algo que fizemos de forma consciente, mas que torna o filme muito mais especial. Acabámos por abranger um público muito maior do que esperávamos</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> é o filme mais rentável da <em>Pixar </em>até agora, o mais bem recebido pela crítica e é, de facto, um verdadeiro triunfo a todos os níveis. Todo este sucesso tem a ver também com o que<strong> Unkrich</strong> diz: a ligação filme-público é, de facto, fortíssima. Ao ver <em><strong>Toy Story 3</strong>,</em> qualquer um que viu o primeiro filme aquando a sua estreia irá sentir um forte sentimento de nostalgia em vários momentos ao longo do filme. É, afinal de contas, um reencontro com as personagens que adoramos. Mas se <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é um filme tão bom (e é mesmo), é-o também por uma aura mais adulta que pauta todo o filme. Andy cresceu, vai-se embora, e os brinquedos têm de lidar com o facto de, simplesmente, já não serem precisos. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, de certa forma, um filme sobre deixar a infância&#8230; e a forma como a própria infância lida com esse abandono. Este é, de longe, o filme mais adulto e até mais negro da Pixar. Aqui, as coisas realmente ficam difíceis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/darla.jpg" alt="" width="390" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Bem, nunca quisemos fazer um filme mais negro e acho que quando dizes negro referes-te mais ao facto de ser, em certas alturas, realmente muito intenso e emocionalmente muito forte. Esses elementos já existiam nos outros dois filmes, mas aqui o que eu quis realmente foi fazer uma história que fosse emocionalmente verdadeira. Queria terminar a história, queria que este fosse o último </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> e, na minha mente, parte de fazer isso é realmente levar os brinquedos até ao fim, colocá-los perto do fim da sua existência de forma a ensiná-los o que é importante na vida. Por isso a partir do momento em que decidi isso, quis ser o mais fiel possível a essa ideia. E é verdade, o filme tem realmente cenas muito, muito intensas mas acho que as pessoas gostam disso porque não o esperam. Quando uma pessoa vai ao cinema ver uma comédia, não espera propriamente algo assim emocionalmente tão forte.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">E a verdade é que toda esta densidade emocional que rodeia o filme torna-o não só sobre o próprio espectador (aqueles ideias de amizade, lealdade e família são algo com que qualquer um se identifica), mas também sobre a própria pessoa que o faz. &#8220;<em>Acho que os filmes são, colectivamente, muito sobre nós, sobre a equipa que os faz. Quando vejo hoje em dia o primeiro </em><strong><em>Toy Story </em></strong><em>vejo nele muita coisa do </em><strong><em>John Lasseter</em></strong><em>, do </em><strong><em>Pete Docter</em></strong><em>&#8230; todos nós temos um pequeno papel nos filmes, e isso acaba por se reflectir. Há coisas no </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> que se referem directamente a mim, claro. Em pequeno eu tinha medo de bonecas e, por exemplo, no filme quis realmente transmitir isso: nem todos os brinquedos são agradáveis</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, os filmes da <em>Pixar</em> são filmes de animação feitos por adultos com alma de criança&#8230; como todos temos, aliás. Hoje em dia, já não há o preconceito de que o cinema de animação é só para crianças e o público da companhia abrange, de facto, todos os géneros. Se houve uma altura em que pais iam com sacrifício levar os seus filhos ao cinema para ver um filme de animação, isso parece estar agora a mudar. Um preconceito que começa a desaparecer, portanto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/lee.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Ainda estamos a trabalhar nisso</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. &#8220;<em>Tentamos criar histórias universais. Sei bem que nunca faremos um filme para maiores de dezoito, por exemplo; um filme dirigido apenas a um tipo de público.  É esse o nosso mandamento, o de fazer esse tipo de filmes universais. O </em><strong><em>John</em></strong><em> (</em><strong><em>Lasseter</em></strong><em>) definiu esse rumo e acho que será sempre isso o que faremos</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> é o final de uma história, o final de uma trilogia que, agora, merece sem dúvida o estatuto de &#8220;clássico&#8221;. Visualmente incrível (nem o 3D rouba qualidade ao filme!) e emocionalmente poderosíssimo, nota-se que há realmente muito amor em cada plano, cada linha de diálogo, cada cena.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Agora que olho para o filme, vejo que fizemos realmente o melhor que podíamos ter feito. Estou bastante satisfeito</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. Opinião partilhada por <strong>Anderson,</strong> que olha para mim e diz que &#8220;<em>é óptimo ter, por exemplo, aqui alguém como tu, que cresceu com o </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em>, a dizer que gosta deste filme. És parte o meu público-alvo, do público que mais quero agradar. Pessoalmente, estou muito, muito satisfeita com o filme. Acho que não poderia ter sido melhor</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Toy Story 3</strong> é um extraordinário triunfo em todas as suas vertentes. Quem era fã da saga e da<em> Pixar</em> irá adorar; quem não era sairá convertido. O que aqui temos é, como bem o disse <strong>Unkrich</strong>, um filme universal, uma história que apela a todos. &#8220;<em>Fazer cada um destes filmes é um compromisso. São quatro longos anos, e temos mesmo de acreditar na história que estamos a contar e nunca desistir. &#8216;Tenacidade&#8217; é o lema a seguir, sem dúvida</em>&#8220;, diz <strong>Anderson</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota-se em <strong><em>Toy Story 3</em></strong> esse compromisso, essa fé no que se faz. A equipa até agora nunca falhou&#8230; e, como era de esperar, não foi desta. E, mais uma vez, o estúdio superou-se a si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> estreia esta Quinta-Feira; a crítica ao filme será publicada nesse mesmo dia.</p>
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		<title>Disney faz nova versão de &#8220;Rapunzel&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 13:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Reis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Disney vai estrear no Natal o seu novo filme. Desta vez uma adaptação do conto "Rapunzel".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <em>Disney</em> vai estrear no Natal o seu novo filme. Desta vez uma adaptação do conto <em><strong>Rapunzel</strong><span style="font-style: normal;">, da autoria</span></em> dos irmãos <strong>Grimm. </strong>A versão portuguesa do <em>trailer </em>já foi lançada e pode ser vista abaixo. Nesta nova versão cinematográfica, o salvador de Rapunzel não é um príncipe encantado mas sim um ladrão que nem sabe o que o espera quando foge da prisão. <em><strong>Rapunzel</strong></em> tem estreia marcada para o dia 24 de Novembro.</p>
<p><a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/disney-faz-nova-versao-de-rapunzel/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Como Treinares o Teu Dragão: Anti-Genericamente Bom</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 17:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas este é um filme que vale a pena; vale muito a pena. Consegue, efectivamente, ir além do puro entretenimento, estabelecendo uma relação emocional entre espectador e personagens, e tem momentos que eu, semanas após ter visto o filme, ainda tenho marcados na mente. Eis um filme de animação que realmente mostra o que o género pode ser: um meio de contar histórias que valem a pena ser contadas. Como Treinares o Teu Dragão não é genial, não é uma Obra-Prima, e no final de 2010 não estará na lista de melhores do ano; mas é uma obra única à sua maneira e é, acima de tudo, um filme de uma qualidade inegável. A nova animação da Dreamworks é, basicamente, do melhor entretenimento para toda a família que o ano nos trouxe até agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A chamada animação comercial está a banalizar-se. A Pixar continua o líder no género, mas o resto que se vê é, na maior parte das vezes, os típicos filmes de animação digital que não são muito mais que uma sucessão de <em>gags</em>, uns mais inspirados que outros. <em><strong>Shrek</strong></em> tem nos últimos filmes caminhado nessa direcção, <strong><em>Idade do Gelo</em></strong> pertence também a esse género (entretém, mas pouco mais), e o resto que se vê pode chegar ao irritante na sua superficialidade. A verdade é que aquilo que poderia ser um grande género cinematográfico é frequentemente encarado como uma mera escapatória, uma hipótese de fazer apenas filmes que agradem aos mais novos e ao público que apenas se quer rir um bom bocado. Para todos os efeitos, apenas a <strong>Pixar</strong> parece preocupada em encarar este género como uma verdadeira arte. Os filmes deste estúdio divertem, claro, mas não deixam de ter uma enorme profundidade e um enorme coração. <strong><em>Up</em></strong>, por exemplo, tanto nos faz rir como no momento a seguir nos faz chorar. Lembro-me quando fui, uma vez, ver ao cinema com uma amiga dois filmes no mesmo dia: primeiro,<strong><em> Idade do Gelo 3</em></strong> e, mais tarde, <strong><em>Up</em></strong> (já tinha visto anteriormente ambos os filmes no cinema, fui mais para fazer companhia e para mostrar a alguém de que gosto o meu filme favorito de 2009). A minha amiga gostou imenso de <strong><em>Idade do Gelo 3</em></strong> e saiu do cinema com um sorriso na face; mas, após ter visto <strong><em>Up</em></strong>, saiu do cinema com lágrimas nos olhos dizendo que, efectivamente, não havia a mínima comparação entre os dois. Como ela bem disse: &#8220;O <strong><em>Idade do Gelo</em></strong> diverte, mas este dá mais que isso&#8221;. Há os típicos filmes de animação digital (ainda que<strong><em> Horton e o Mundo dos Quem</em></strong> tenha sido uma agradável surpresa&#8230;); e depois, há os da <strong>Pixar</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/how-to-train-your-dragon-movie-imag.jpg" alt="" width="559" height="237" /></p>
<p style="text-align: justify;">É por isso uma surpresa quando surge um filme como este. Não que <em><strong>Como Treinares o Teu Dragão</strong></em> seja um filme que se adore ou que marque; mas é um filme que, efectivamente, se preocupa mais em contar uma história e em criar boas personagens que em simplesmente fazer rir o espectador. O filme não é perfeito (longe disso), mas tem algo que falta a muitos filmes de animação e <em>blockbusters</em> no geral: uma alma. Isto é como quem diz que temos aqui uma pequena pérola, um filme rodeado de baixas expectativas (só o título cria logo desconfiança&#8230;) que consegue surpreender o espectador. Quem o for ver apenas para dar umas boas gargalhadas irá dá-las, sem dúvida; mas, ao mesmo tempo, irá sentir-se envolvido por uma história e por personagens que realmente foram criadas com amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Hiccup é um jovem viking numa aldeia onde a actividade de maior tradição e que mais respeito dá e a caça de dragões. Uma tarefa que o jovem não consegue cumprir, pois se os vikings são brutos e fortes, Hiccup é antes magricelas e intelectual. Aspira a ser um grande caçador como o seu pai e os restantes, mas não consegue. E quando um dia conhece um jovem dragão negro que o próprio feriu, tudo começa a mudar e este começa a aperceber-se que, efectivamente, nada é o que parece.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/howto-4.jpg" alt="" width="557" height="223" /></p>
<p style="text-align: justify;">A premissa soa familiar (na sua base), e realmente não há aqui nada de novo. Mas as personagens e a a trama em si são originais e criam facilmente uma ligação com o espectador. Personagens bem desenvolvidas, interessantes, de personalidades que são, acima de tudo, surpreendentemente realistas. A verdade é que aqui não há caricaturas nem grandes simplicidades; este é um filme para a família, sim, mas consegue a certas alturas ser uma obra até mesmo com um ambiente negro e envolvente. Perto do final, em particular, o estilo visual do filme ganha contornos verdadeiramente sombrios; e a própria trama, seja ela previsível ou não, é caracterizada por personagens tão bem criadas que o espectador acredita mesmo que, a qualquer momento, algo pode realmente correr mal ao herói. Se tal acontece ou não, não interessa; mas há um pequeno elemento no final do filme, um pequeno, surpreendente e genial pormenor, que dá à história esta mesma característica de puro realismo de que aqui se fala. As personagens aqui são, acima de tudo, personagens; quem esperar caixas de cartão que andam e apenas contam piadas certamente ficará desiludido.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/howto-5.jpg" alt="" width="556" height="236" /></p>
<p style="text-align: justify;">Visualmente, <strong><em>Como Treinaies o Teu Dragão</em></strong> é espectacular do início ao fim. Há cenas que realmente conseguem ser de uma beleza enorme (as cenas de voo entre Hiccup e o seu dragão, por exemplo), tal como há cenas com um visual negro e escuro que consegue realmente envolver e até assustar. Cada personagem está espectacularmente bem criada, e cada dragão é um verdadeiro prodígio da imaginação; mas aqui o que mais impressiona é talvez o uso da cor e os ambientes criados. O clímax final, em particular, consegue ser até mesmo épico, com o uso do fumo e do fogo, num choque de cor num ambiente de negritude e perigo. Eis um filme que consegue mostrar talvez algumas das mais tecnicamente impressionantes imagens que o cinema de animação tradicional já nos trouxe e que consegue, ao mesmo tempo, preocupar-se não só com técnica mas também com criar imagens de verdadeiro poder artístico. O uso da cor e da iluminação é notável. O director de fotografia do filme é <strong>Roger Deakins</strong>, que também trabalhou em filmes como <strong><em>Este País Não é Para Velhos</em></strong> ou <strong><em>Fargo</em></strong>; é um dos mais míticos mestres actuais dentro do ramo, e o seu inegável talento está aqui presente em cada imagem. Visualmente, o filme é magnífico.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo visto a versão portuguesa, fico com pena de não ter visto a original. Somos dos melhores a fazer dobragens, mas é sempre preferível ver a versão original. A versão portuguesa de Como Treinares o Teu Dragão é boa, sem dúvida, mas há uma ou outra falha em certas alturas, e é impossível não pensar como seriam as personagens na sua versão original, onde temos vozes como, por exemplo <strong>Gerard Butler</strong>. Ainda assim, esta é mais uma boa dobragem e, para os mais novos que ainda mal sabem ler, será certamente a melhor opção.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/howto.jpg" alt="" width="555" height="236" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Como Treinares o teu Dragão</strong></em> é uma pequena surpresa. A <strong>Dreamworks</strong> esmerou-se naquele que é, logo a seguir a <strong><em>Shrek</em></strong>, o seu melhor filme de animação. Não que este seja um filme que se adora; falta magia, uma ambição maior, e aquele toque de génio que existem nos grandes filmes. Não há nenhum grande problema no filme, mas também não há nada que o chega verdadeiramente a elevar à excelência. É um filme fácil de apreciar, mas difícil de adorar. Tem impacto e é realmente uma pérola no género recente, mas nunca alcança, por exemplo, os patamares estabelecidos pela magia de <strong>Miyazaki</strong> ou pelas obras da <strong>Pixar</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas este é um filme que vale a pena; vale muito a pena. Consegue, efectivamente, ir além do puro entretenimento, estabelecendo uma relação emocional entre espectador e personagens, e tem momentos que eu, semanas após ter visto o filme, ainda tenho marcados na mente. Eis um filme de animação que realmente mostra o que o género pode ser: um meio de contar histórias que valem a pena ser contadas. <em><strong>Como Treinares o Teu Dragão</strong></em> não é genial, não é uma Obra-Prima, e no final de 2010 não estará na lista de melhores do ano; mas é uma obra única à sua maneira e é, acima de tudo, um filme de uma qualidade inegável. A nova animação da Dreamworks é, basicamente, do melhor entretenimento para toda a família que o ano nos trouxe até agora. Nunca é superficial, nunca é condescendente, nunca se menospreza; consegue, à sua maneira, ser infantil e adulto ao mesmo tempo. Este é, sem dúvida, um pequeno triunfo que deve ser visto, e uma das surpresas do ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7.5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <strong><em>How To Train Your Dragon</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Dean DeBlois</strong> e <strong>Chris Sanders</strong><br />
Escrito por: <strong>Dean DeBlois, Adam F. Goldberg, Chris Sanders e Peter Tolan</strong>, baseado no livro de <strong>Cressida Bowell</strong><strong> </strong><br />
Elenco: <strong>Jay Baruchel</strong>, <strong>Gerard Butler</strong>, <strong>America Ferrera</strong> e <strong>Jonah Hill</strong>. Versão portuguesa com <strong>Virgílio Castelo</strong>, <strong>Eduardo Madeira</strong>, <strong>Paula Lobo Antunes</strong> e <strong>Francisco Areosa</strong>.<br />
Duração: <strong>98 minutos</strong>.</p>
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		<title>A Princesa e o Sapo: Nostalgia Animada</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 01:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Cinema de animação clássica americano já não existe. Ou antes, existe, mas reduzido a sequelas e a obras menores sem grande interesse. Afinal, já não vemos nos cinemas filmes de animação tradicional sem ser os do mestre Miyazaki (que faz filmes geniais, não haja sombra de dúvida&#8230; mas completamente diferentes dos da Disney), porque a Disney simplesmente está demasiado ocupada a ajudar a Pixar na fabricação daquelas obras incríveis que vemos anualmente nos cinemas (Up foi o meu filme favorito de 2009). Até que esse hiatus foi agora quebrado, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Cinema de animação clássica americano já não existe. Ou antes, existe, mas reduzido a sequelas e a obras menores sem grande interesse. Afinal, já não vemos nos cinemas filmes de animação tradicional sem ser os do mestre <strong>Miyazaki</strong> (que faz filmes geniais, não haja sombra de dúvida&#8230; mas completamente diferentes dos da <em>Disney</em>), porque a <em>Disney</em> simplesmente está demasiado ocupada a ajudar a <em>Pixar</em> na fabricação daquelas obras incríveis que vemos anualmente nos cinemas (<strong><em>Up</em></strong> foi o meu filme favorito de 2009). Até que esse <em>hiatus</em> foi agora quebrado, nesta grande produção da <em>Disney</em> à antiga: humor, muita música, príncipes e lições sobre o poder do amor e afins. <strong><em>A </em></strong><strong><em>Princesa e o Sapo</em></strong> é o aguardado regresso da <em>Disney</em> ao grande cinema de animação, e é efectivamente um filme que segue a fórmula de obras-primas como <strong><em>O Rei Leão</em></strong> ou <strong><em>A Bela e o Monstro</em></strong>. É um filme de animação à antiga, sim, mas dentro desse mesmo género, é sem sobra de dúvida uma obra menor.</p>
<p style="text-align: justify;">Terei de me conter a falar da trama, já que pessoalmente a história do filme não foi bem a que os trailers, por exemplo, me fizeram crer. A história em si é clássica, sim, mas a personagem não o é: Tiana, a jovem protagonista do filme, é muito mais moderna (psicologicamente falando) que as restantes heroínas da <em>Disney</em>. Muito se tem dito que esta era a primeira princesa de raça negra da <em>Disney</em>; pois bem, Tiana de princesa não tem nada, tendo de lutar para ter aquilo que quer, tentando sair de uma vida que nada tem a ver com a da realeza.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/frog-4.jpg" alt="" width="578" height="303" /></p>
<p style="text-align: justify;">O maior trunfo do filme é, efectivamente, esta bela personagem. Tiana, com a voz de<strong> Anika Noni Rose</strong> (que faz um trabalho exemplar), é uma heroína moderna. Aqui não há nenhuma fada-madrinha nem nada que se assemelhe: a jovem tem de lutar pelo que quer. E é com esta personagem forte e de verdadeira dimensão humana que o espectador se identifica. Ao ver o trailer, o poster, e até as sinopses que andam por aí, o espectador esperará uma personagem diferente. Mas a real é, felizmente, melhor do que se esperaria; Tiana é muito possivelmente das melhores personagens que a <em>Disney</em> fez.</p>
<p style="text-align: justify;">O resto é o que se espera. Visualmente, o filme é uma delícia. Todo aquele ambiente de New Orleans e dos seus pântanos está genial, colorido e vivo, detalhado e fluido&#8230; e há o Jazz, claro. A certa altura, o príncipe do filme é encantado pela música da cidade, tocando numa guitarra juntamente com os músicos da mesma; esse encanto é partilhado por qualquer amante de música, ao ver esta pequena homenagem da <em>Disney</em> a esse grandioso género que é o Jazz.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cenários, as personagens, os números musicais estão todos visualmente exemplares. O pirilampo que compensa com alma o que lhe falta em dentes, aquele crocodilo que só quer tocar música, aquela feiticeira velhota que encanta qualquer um&#8230; as personagens são não só originais e cativantes, como representam também este mundo que os animadores quiseram representar. Afinal, homens sem dentes e músicos Jazz são personagens que associamos a um determinado imaginário.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/frog.jpg" alt="" width="500" height="290" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a verdade é que se algumas personagens estão muito boas, outras estão lá só para marcar presença. O vilão, principalmente, não convence muito. O típico feiticeiro malvado que quer poder, mas sem o carisma ou presença de um Jafar ou de um Scar. Tem um dos maiores e mais cativantes números musicais de todo o filme, mas pouco vai além disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Efectivamente, o argumento podia ter sido melhor trabalhado. O filme perde gás a meio, e fica-se com a ideia que, sem saber o que fazer a seguir, os argumentistas começam simplesmente a inventar e a fazer as personagens andar em círculos de forma a ocupar tempo, sem pouco ou nada avançar com a trama. O filme acaba por se recompor, mas mete pena ver aqui boas ideias sem o desenvolvimento merecido. Necessitava-se de um vilão com maior importância, e uma história que mantivesse o interesse constante do espectador. Nesse aspecto, o filme acaba por falhar. Mas eventualmente a viagem volta a valer a pena e o filme recupera o ritmo e o interesse.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/frog_01.jpg" alt="" width="552" height="291" /></p>
<p style="text-align: justify;">Duas das músicas do filme foram nomeadas para o <em>Óscar </em>de Melhor Canção, e são nomeações merecidas. Ao contrário de alguns musicais que andam por aí e que possuem canções sem grande impacto ou interesse (sim, estou a falar do <strong><em>Nine</em></strong>), em <strong><em>A Princesa e o Sapo</em></strong> alguns números musicais são melhores que outros, claro, mas todos valem a pena. Cada canção fica no ouvido e acompanha o espectador no final do filme (como as grandes obras da <em>Disney</em> faziam quando éramos jovens a ver filmes dobrados em brasileiro&#8230;), lembrando-o do mundo onde esteve por uma agradável hora e meia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Princesa e o Sapo </em></strong>não é o aguardado regresso da <em>Disney</em> às grandes obras-primas de animação. Sim, as músicas são boas, os actores também, e o filme é visualmente óptimo. Mas nada que se compare ao que já se viu antes por parte do estúdio. Falta requinte visual, melhor execução de ideias e personagens mais memoráveis (porque realmente aquele vilão&#8230;). O filme serve, acima de tudo, como viagem nostálgica a um género que há muito não víamos nas salas de cinema. Afinal de contas, não há nada como um filme da <em>Disney</em>. Todos nós crescemos a cantar aquelas músicas e a rir com aquelas personagens; aqui, as músicas cantam-se mais baixo e as risadas são menos entusiásticas. Mas o filme, mesmo não sendo de forma alguma do melhor que o estúdio já fez, não deixa de pôr o um sorriso na cara do espectador e de ser facilmente um feliz regresso de um género que parecia desaparecido. Resta agora apenas desejar duas coisas: que este regresso não tenha sido único, e que o próximo seja ainda melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <em><strong>The Princess and the Frog</strong></em><br />
Realizado por: <strong>John Musker, Ron Clements</strong><br />
Escrito por: <strong>John Musker, Ron Clements, Greg Erb, Jason Oremland; baseado numa história de Ed Baker</strong><br />
Elenco: <strong>Anika Noni Rose, Bruno Campos, Keith David e Jim Cummings<br />
</strong>Duração:<strong> 97 min.<br />
</strong></p>
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		<title>Conheça as 5 estreias de animação mais esperadas de 2010</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2009/12/conheca-as-5-estreias-de-animacao-mais-esperadas-de-2010/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 13:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[A princesa e o sapo]]></category>
		<category><![CDATA[animaçao]]></category>
		<category><![CDATA[chovem almôndegas]]></category>
		<category><![CDATA[como treinares o teu dragão]]></category>
		<category><![CDATA[Shrek]]></category>
		<category><![CDATA[shrek 4]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story 3]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dos filmes mais esperados em 2010 são de animação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/shrek-4.jpg" alt="" width="373" height="280" />Alguns dos filmes mais esperados para 2010 são animações. O site <em>IOL Cinem</em><em>a</em> fez uma lista com as 5 animações mais esperadas para o próximo ano. <em><strong>Shrek 4, </strong><strong>A Princesa e o Sapo</strong></em>,<em><strong> Como Treinares o teu Dragão, Toy Story 3 </strong></em>e<em><strong> Chovem Almôndegas </strong></em>são os títulos que compõe a lista. <em><strong>Shrek 4</strong></em> vai ser o final da lucrativa saga do ogre mais famoso do mundo e estreia a 21 de Maio;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>A Princesa e o Sapo <span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">é</span></span></strong><strong> </strong></em>o primeiro filme Disney com uma princesa negra e o regresso à animação tradicional e tem lançamento marcado para 4 de Fevereiro;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Como treinares o teu Dragão</strong></em> é o novo filme da DreamWorks passado no tempo dos <em>Vikings<strong> </strong><span style="font-style: normal;">e chega aos cinemas</span></em> a 25 de Março;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Toy Story 3</strong></em> é também o ultimo filme da saga do mundo dos brinquedos e, por fim, <em><strong>Chovem Almôndegas </strong></em>é uma película de curioso título, em formato <em>3D</em>, sendo que chega às salas nacionais no dia 11 de Fevereiro.</p>
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		<title>Victoria Beckham fora de Madagáscar 3</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2009/11/victoria-beckham-fora-de-madagascar-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 19:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Melo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Alec Baldwin]]></category>
		<category><![CDATA[animaçao]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Stiller]]></category>
		<category><![CDATA[Bernie Mac]]></category>
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		<category><![CDATA[disney]]></category>
		<category><![CDATA[Jada Pinkett]]></category>
		<category><![CDATA[Madagascar]]></category>
		<category><![CDATA[Madagascar 3]]></category>
		<category><![CDATA[Sacha Baron Cohen]]></category>
		<category><![CDATA[Victoria beckham]]></category>

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		<description><![CDATA[A nova sequela do filme de animação Madagáscar não vai contar com a voz de Victoria Beckham, mulher de David Beckham e ex-Spice Girl.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nova sequela do filme de animação <strong><em>Madagáscar</em></strong> não vai contar com a voz de Victoria Beckham, mulher de David Beckham e ex-Spice Girl. A causa apontada pelo representante da cantora é a sua falta de tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="width: 413px; cursor: default; height: 310px;" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/nm-victoria-beckham.jpg?t=1259002997" alt="nm-victoria-beckham.jpg picture by espalhafactos" /></p>
<p style="text-align: justify;">O filme em que, os já nossos conhecidos animais selvagens viajam para a Europa como parte de um circo terá as vozes de <strong>Jada Pinkett</strong>, <strong>David Schwimmer</strong>, <strong>Ben Stiller</strong>, <strong>Alec Baldwin</strong>, <strong>Chris Rock</strong>, <strong>Sacha Baron Cohen</strong> e <strong>Bernie Mac</strong>. No papel de grandes protagonistas da história o filme terá, mais uma vez, o leão Alex (Stiller), a zebra Marty (Rock), a girafa Melman (Schwimmer) e a hipopótamo Gloria (Pinkett).</p>
<p>O filme tem chegada previstas às salas de cinema mundiais no dia 27 de Maio de 2012.</p>
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		<title>Toy Story em 3D</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2009/09/toy-story-em-3d/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2009/09/toy-story-em-3d/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 17:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[animaçao]]></category>
		<category><![CDATA[disney]]></category>
		<category><![CDATA[pixar]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story 3]]></category>
		<category><![CDATA[verão 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[A Pixar já prepara o terceiro filme da saga. Enquanto não chega às salas de cinema, Toy Story 1 e Toy Story 2 voltam com versões 3D.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Pixar já prepara o terceiro filme da saga. Enquanto não chega às salas de cinema, <em><strong>Toy Story</strong></em> e <em><strong>Toy Story 2 </strong></em>voltam com versões 3D.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/toy-story.jpg" alt="" width="479" height="335" /></p>
<p><em><strong>Toy Story</strong></em> e <em><strong>Toy Story 2</strong></em> vão voltar às salas de cinema em versão 3D, pelo menos na América. A Disney/Pixar também já prepara o terceiro filme da saga, que tem estreia marcada para o dia 18 de Junho de 2010.</p>
<p>Aquela que foi a primeira película de animação feita a computador voltará aos cinemas americanos no dia 2 de Outubro, 14 anos depois de ser lançado pela primeira vez  (1995). O segundo filme da saga vai voltar ao cinema a 12 de Fevereiro de 2010. O filme vai estar no grande ecrã durante duas semanas  e poderão ser vistas em 3D.</p>
<p>Poderão ver um trailer da reedição dos dois filmes aqui:</p>
<p><a href="http://videos.sapo.pt/FHeqEcdnAlbkw9jJzZqi">http://videos.sapo.pt/4e8ieJt3NcKDBvtasJCR</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Música e animação levam &#8220;Lisboa ao Parque&#8221;</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2009/09/musica-e-animacao-levam-lisboa-ao-parque/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 20:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[animaçao]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[parque mayer]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA["Lisboa ao Parque" é a grande aposta do Parque Mayer para revitalizar aquele espaço. Começou no passado dia 19 de Agosto e só irá terminar no dia 11 de Outubro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/musica/mayer180809.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: left"><strong>&#8220;Lisboa ao Parque&#8221;</strong> é a grande  aposta do <strong>Parque Mayer </strong>para revitalizar aquele espaço. Começou no passado dia 19 de Agosto e só irá terminar no dia 11 de Outubro.</p>
<p>Este evento decorrerá de Quarta-feira a Domingo, das 20H às 24H  e promete animar as noites de todos os presentes. O bilhete custa 5€ (até aos doze anos a entrada é livre) e dá direito à participação nas mais variadas actividades  lúdicas e culturais como pintura, <em>Novo Circo </em>e outros eventos para todas as idades, sendo o espaço ideal para uma noite em família.</p>
<p>Todas estas actividades foram promovidas pelo Turismo de Lisboa e foram gastos 1,6 milhões de euros provenientes das contrapartidas de jogos do Casino da cidade.</p>
<p>A cada dia de semana uma atracção diferente: à Quarta-feira são as<strong><em> &#8220;Noites de Comédia&#8221;</em></strong>; à Quinta é a vez das <strong>&#8220;Danças de Salão, Latinas e Clássicas&#8221;</strong>; às Sextas há <strong>Fado</strong>; ao Sábado é a <strong>&#8220;Noite dos Grandes Concertos&#8221;</strong> e finalmente, ao Domingo, é a <strong>&#8220;Noite da Música Clássica&#8221;.</strong></p>
<p>O <em>Espalha Factos </em>apresenta-lhe o que pode ainda ver no <strong>Parque Mayer</strong>, até dia 11 de Outubro:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>QUARTA-FEIRA (Noites de Comédia)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>-Dia 16 de Setembro: </strong>Ana Brito e Cunha em &#8220;Super Mulher&#8221;</p>
<p><strong>-Dia 23 de Setembro: </strong>Fernando Mendes em &#8220;Peso Certo&#8221;</p>
<p><strong>-Dia 30 de Setembro: </strong>Os Homens da Luta em &#8220;A Luta Continua&#8221;</p>
<p><strong>-Dia 7 de Outubro: </strong>Pedro Tochas em &#8220;O Palhaço Escultor&#8221;</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>QUINTA-FEIRA (Noites de Dança)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>-Dia 17 de Setembro: </strong>Disco</p>
<p><strong>-Dia 24 de Setembro: </strong>Salsa</p>
<p><strong>-Dia 1 de Outubro: </strong>Cha-cha-cha</p>
<p><strong>-Dia 8 de Outubro: </strong>Merengue</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SEXTA-FEIRA (Fado)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>-Dia 11 de Setembro: </strong>Ana Moura</p>
<p><strong>-Dia 18 de Setembro: </strong>Carminho</p>
<p><strong>-Dia 25 de Setembro: </strong>Jorge Fernando Trio</p>
<p><strong>-Dia 2 de Outubro: </strong>Cristina Branco</p>
<p><strong>-Dia 9 de Outubro: </strong>Alexandra recorda Amália</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SÁBADO (Grandes concertos)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>-Dia 12 de Setembro: </strong>Mafalda Veiga</p>
<p><strong>-Dia 19 de Setembro: </strong>Pedro Abrunhosa</p>
<p><strong>-Dia 26 de Setembro: </strong>Paulo Gonzo</p>
<p><strong>-Dia 3 de Outubro: </strong>Rui Veloso</p>
<p><strong>-Dia 10 de Outubro: </strong>Just Girls</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DOMINGO (Música Clássica)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>-Dia 13 de Setembro: </strong>Fitas na Rua: Filme &#8220;O Desprezo&#8221;</p>
<p><strong>-Dia 20 de Setembro: </strong>Lisbon Film Orchesta</p>
<p><strong>-Dia 27 de Setembro: </strong>Bel Canto Latino</p>
<p><strong>-Dia 22 de Outubro: </strong>Casa Clássica Portuguesa</p>
<p><strong>-Dia 23 de Outubro: </strong>Lisbon Film Orchesta</p>
<p><em>Para mais informações : </em><a href="http://www.lisboaaoparque.com/">http://www.lisboaaoparque.com/</a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.espalha-factos.com/2009/09/musica-e-animacao-levam-lisboa-ao-parque/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>Reportagem realizada pelo programa &#8220;Só Visto&#8221; da RTP1</p>
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