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	<title>Espalha-Factos &#187; Destaque</title>
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		<title>Toy Story 3: Gente Pequena com Coração Grande</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Pode-se dizer que Toy Story 3 é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não é preciso um génio para fazer um filme como <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Nem dois, nem três. Nem quatro. São antes precisos centenas de pequenos génios para conseguir fazer algo assim, um filme tão perfeito tanto a um nível visual quanto a nível de argumento; um filme repleto de tantos pequenos e geniais pormenores que, com cada visionamento, há algo novo a descobrir. Mais vale, portanto, confirmar já o óbvio: sim, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é genial em todas as suas vertentes, sendo tanto a perfeita sequela como o melhor capítulo de uma trilogia que, muito possivelmente, ficará na história. A <em>Pixar</em> não acertou apenas; a equipa de <strong>Lasseter</strong> e companhia simplesmente superou-se.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível proclamar <strong><em>Toy Story 3</em></strong> como o melhor filme da <em>Pixar</em> porque, por esta altura, no meio de tantos grandes filmes (e todos eles geniais à sua própria maneira), não é possível indicar apenas um único favorito. Adoro tanto aquela sequência inicial de <strong><em>Up</em></strong> tanto quanto adoro aquele sorriso final de Sully em <strong><em>Monstros e Companhia</em></strong>; adoro tanto o voo de Wall-E e de<em> </em>EVE<em> </em>pelo espaço quanto adoro a cena em que Remy observa Paris do cimo de um telhado. No meio de tantos grandes e memoráveis filmes, ter apenas um favorito é impossível. Posso, pessoalmente, dizer que tenho talvez uma preferência por <strong><em>Up </em></strong>e por este <strong><em>Toy Story 3</em></strong>, mas faço-o com um nó na garganta; afinal de contas, são todos tão bons.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas posso dizer que, em certos aspectos, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, a meu ver, o melhor da <em>Pixar</em>. O mais complexo, o mais bem executado e, acima de tudo, o mais emocionalmente adulto. Este é, sem sombra de dúvida, o filme mais negro do estúdio até agora, onde as suas personagens são realmente levadas ao extremo, ao abismo da existência. Há aqui momentos realmente fortes, que lidam com sentimentos de abandono, tristeza e até desespero. Tudo isso para, no final, se ver com lágrimas nos olhos algumas das mais belas lições de vida que, muito provavelmente, alguma vez se viu no cinema de animação. Lealdade, família, aceitar as mudanças da vida&#8230; ideais universais, tanto quanto a própria história em si. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, de facto, um filme emocionalmente fortíssimo, com alguns dos momentos mais comoventes que o espectador verá em muito tempo.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Toy-Story-3-1.jpg" alt="" width="551" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;">A própria premissa parece, por si só, rodeada de um certo tom emocionalmente mais negro: Andy está prestes a ir para a faculdade e os brinquedos são obrigados a lidar com o simples facto de já não serem precisos. Acabam doados para um jardim infantil versão campo de concentração (referências cinéfilas absolutamente geniais, principalmente a <strong><em>The Great Escape</em></strong>), dominado por um dos melhores vilões da <em>Pixar</em> até agora (com uma <em>backstory</em> absolutamente magnífica), e todo o filme tem piscadelas de olho a todos os géneros desde <em>westerns</em>, ficção-científica (claro!) e, como já se viu, aqueles espectaculares filmes da Segunda Guerra Mundial onde o <strong><em>Steve McQueen</em></strong> é o herói de serviço. Há aqui referências que qualquer cinéfilo irá adorar, várias homenagens dos cineastas aos filmes que os inspiraram (ahh, aquela espectacular cena a imitar o melhor momento do <strong><em>Regresso do Jedi</em></strong>!). Mas há, além desse amor dos cineastas pelo próprio Cinema em si, um profundo, profundo amor pela história que é contada e, acima de tudo, pelas personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Em<strong><em> Toy Story 3</em></strong> tudo parece planeado ao pormenor. Não há outras palavras: o filme é genial do primeiro ao último segundo. Literalmente. Aliás, logo no início há um golpe de génio, uma montagem que transmite a mais pura nostalgia aos que cresceram com estes filmes; ou para todos os que, simplesmente, já foram crianças. A partir daí instala-se um clima urgente e denso, onde os brinquedos são obrigados a lidar com o abandono daquele a quem sempre foram leais. Esta situação, absolutamente inevitável (o final de <strong><em>Toy Story 2</em></strong> deixava, efectivamente, a porta aberta para tudo o que se vê neste terceiro capítulo), é o cerne de um terceiro capítulo que termina de forma rigorosamente perfeita uma história com a qual crescemos. Há aqui temáticas universais e adultas que são exploradas tanto de forma a comover os mais velhos como a ensinar valiosas lições aos mais novos (e aos mais velhos também, já agora). Quem gosta minimamente dos dois primeiros filmes terá aqui lágrimas garantidas, algumas delas acompanhadas por um grande sorriso.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ToyStory3-6.jpg" alt="" width="535" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que torna <strong><em>Toy Story 3</em></strong> no mais complexo e brilhantemente executado filme da <em>Pixar</em> (a meu ver) é, portanto, a forma como o filme nunca, nunca se acobarda. Sim, todos os filmes da <em>Pixar</em> têm momentos emocionalmente fortíssimos, mas aqui grandes temas são tratados como tal. Existem aqui realmente cenas muito fortes, que irão surpreender (pela positiva) quem for à espera de apenas uma comédia. Há, em particular, uma cena toda ela tão genial, tão incrivelmente bem pensada, tão visualmente magnífica e tão profundamente comovente que no final dá vontade de aplaudir e, por esse momento só, dar nota máxima ao filme. Mas a verdade é que, se essa cena se destaca, há um rol de outros grandes momentos a destacar; porque o filme é, realmente, uma obra de génio do início ao fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tom emocionalmente mais complexo do filme é, talvez, a mais forte marca de autor do filme. <strong><em>Lee Unkrich</em></strong>, aqui estreante como realizador a solo, quis realmente criar um filme mais forte, quis realmente levar os brinquedos ao extremo (como ele próprio o diz no artigo já aqui publicado) de forma lhes ensinar, a eles e também ao público, verdadeiras lições de vida. O filme é, afinal de contas, todo ele sobre Woody, a grande personagem da trilogia, e sobre a sua aceitação das mudanças que esta nova situação traz. O cerne moral e emocional da trilogia revela-se aqui: <strong><em>Toy Story</em></strong> é sobre infância (e a sua perda), sobre amizade e a sua importância, e sobre lealdade para aqueles que mais interessam. É, talvez, um filme sobre a importância da família; neste caso, a irmandade formada por um grupo de brinquedos que, ao longo de três filmes, aguentaram com muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">E, claro, se a nível de argumento o filme é genial, então visualmente falando temos aqui o melhor que a <em>Pixar</em> fez até agora. Tudo parece espantosamente real e credível, ao mesmo tempo mantendo a cor e o sentimento presente no aspecto visual dos dois primeiros filmes. O uso das cores, a iluminação, cada pequeno objecto&#8230; eis um filme repleto de tantos pequenos grandes detalhes que merece realmente ser visto mais que uma vez. Talvez o mais espantoso seja, aqui, as expressões faciais de Buzz e companhia; tão expressivas, tão flexíveis, tão reais. O que se vê aqui não são brinquedos: são apenas gente pequena com corações bem maiores que grande parte da gente grande que se vê nos outros filmes. E nem o 3D parece a mais; sim, é inútil e não se destaca particularmente em nenhum momento, mas consegue a proeza de não tirar cor ou nitidez ao filme. Era de preferir a versão 2D, claro, mas, ainda assim, neste caso nem nos podemos queixar muito&#8230; a não ser do preço.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/toy_story_3_andy.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">É difícil falar de <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. É-o sempre quando um filme nos toca tanto a nível emocional. Poderia fazer aqui um enorme discurso sobre a proeza técnica que é todo o filme, sobre a genialidade da realização em alguns planos que têm mais Cinema que 90% dos filmes que vimos nos bons últimos anos. E, por isso só, o filme seria magnífico. Mas <strong><em>T</em><em>oy Story 3</em></strong> não é apenas muito bom, nem apenas magnífico: é uma Obra-Prima absoluta. É emocionalmente complexo, tem um argumento perfeito e um ritmo todo ele bem definido do início ao fim (acontece tanta coisa que o filme parece até ter mais que hora e meia), e é, simplesmente, uma grande história, com grandes personagens, contada de forma igualmente grandiosa. Quem gostou dos outros dois irá adorar este; quem não gostou, sairá convertido. É uma história universal com valores que falam a qualquer um, e não é por nada que se ouve falar de tanta gente que sai do filme em lágrimas. Não é um filme para adultos, não é um filme para crianças; não é um filme para quem gosta de cinema de animação nem para quem não gosta de cinema de animação; é, apenas, um filme para quem já foi ou é criança, para quem aspira a ser minimamente um ser humano decente. Ou seja, é um filme para qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível explicar por palavras o quão belo é <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Posso dizer que, tendo já visto o filme nos três visionamentos de imprensa feitos, ainda me comovo só de pensar em determinados momentos. Quando um filme é assim tão bom e nos toca tão fundo, é impossível explicar porque é que o faz. É essa a beleza do Cinema e da Arte: não pode ser explicada. Como bem se diz na bela curta que antecede o filme (com um dos mais inovadores usos do 3D visto até agora): as coisas mais belas são as mais misteriosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se dizer que <strong><em>Toy Story 3 </em></strong>é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é não só o melhor dos três filmes, como cria uma trilogia coesa e magistral. Há aqui mais emoção, mais cinema, mais beleza, mais lágrimas e sorrisos que em qualquer outro filme de imagem real que tenha passado até agora pelas nossas salas este ano. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, apenas, puro, perfeito, arrebatador Cinema. E, como qualquer filme perfeito e grandioso, é, de certa forma, inexplicável. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é uma Obra-Prima absoluta, e isso apenas pode ser sentido, não explicado.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal de contas, a <em>Pixar</em> pôs-nos a chorar num filme sobre brinquedos; como é que alguma vez se poderá explicar tal feito?</p>
<p><strong>10/10</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Toy Story 3</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Lee Unkrich</strong><br />
Escrito por: <strong>Michael Arndt</strong><br />
Elenco: <strong>Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton <strong>e</strong> Ned Beatty.</strong><br />
Duração: <strong>103 minutos</strong>.</p>
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		<title>Estreia da Semana: &#8216;Toy Story 3&#8242;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 08:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta última semana de Julho, as cinco estreias que acontecem hoje, quinta-feira, dia 29 de Julho, incluem o regresso dos brinquedos ao grande ecrã. Entre filmes de comédia, drama e acção, destaca-se uma história que conhecemos há já catorze anos, mas que agora volta a abrir o apetite para a animação e para o mundo de Woody e Buzz. A Estreia da Semana, para o Espalha-Factos, é então o filme Toy Story 3, desta vez realizado por Lee Unkrich.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toy-story-3-1200.jpg" alt="" width="600" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta última semana de Julho, as cinco estreias que acontecem hoje, quinta-feira, dia 29 de Julho, incluem o regresso dos brinquedos ao grande ecrã. Entre filmes de comédia, drama e acção, destaca-se uma história que conhecemos há já catorze anos, e que agora volta a abrir o apetite para a animação e para o mundo de Woody e Buzz. A <strong>Estreia da Semana</strong>, para o <strong><em>Espalha-Factos</em></strong>, é então o filme <strong><em>Toy Story 3</em></strong>, desta vez realizado por <strong>Lee Unkrich</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> marca o regresso de Woody e Buzz às grandes aventuras, juntamente com os seus grandes amigos. Neste terceiro filme, Andy tem dezassete anos e vai para a faculdade, querendo desfazer-se dos bonecos da sua infância. O gangue de brinquedos apercebe-se então do futuro incerto que tem pela frente. Acidentalmente, são doados a um jardim de infância e ganham um certo contentamento por voltarem a ser usados. No entanto, acabam por descobrir os segredos do estabelecimento, comandado pelo urso Lotso, e por se unir a Barbie, ao seu companheiro Ken e ao ouriço Mr.Pricklepants, entre outros novos amigos, com o objectivo de planear a fuga e regressar à casa de Andy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lee Unkrich</strong> realiza este <strong><em>Toy Story 3</em></strong>, que conta com as vozes de<strong> Joan Cusack, Michael Keaton, Tim Allen, Tom Hanks, Timothy Dalton</strong> e <strong>Whoopi Goldberg</strong> e é a nova produção da <em>Disney / Pixar,</em> em 3D. O <strong><em>Espalha-Factos </em></strong>tem acompanhado de perto este filme, através da entrevista ao realizador e à produtora <strong>Darla K. Anderson</strong>, que podes ler <a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/tentamos-criar-historias-universais-entrevista-com-lee-unkrich-realizador-de-toy-story-3-e-a-darla-k-anderson-produtora/" target="_blank"><strong><em><span style="color: #800000;">aqui</span></em></strong></a>, e da crítica que poderás também ler, a partir de hoje, no nosso site.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos cinemas nacionais, estreiam aindaos filmes <em><strong>É Muito Rock, Meu</strong></em>, de <strong>Nicholas Stoller</strong>, uma comédia americana com <strong>Jonah Hill, Rose Byrne</strong> e <strong>Russel Brand</strong>, e <strong><em>Canino</em></strong>, um drama filmado na Grécia,, por<strong> Giorgos Lanthimos</strong>. Para além destes, contam-se ainda entre as estreias desta semana o filme de animação <em><strong>Day &amp; Night,</strong></em> sobre uma estranha amizade, e a aventura <em><strong>Soldados da Fortuna</strong></em>, também conhecido como <em><strong>The A-Team</strong></em>, protagonizado por <strong>Bradley Cooper</strong>, <strong>Jessica Biel, Patrick Wilson</strong> e <strong>Liam Neeson</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui fica o trailer do filme da semana e algumas imagens relativas ao mesmo:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/estreia-da-semana-toy-story-3/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toystory_30.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toystory_44.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/ToyStory3-3.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toystory_37.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_341.jpg" alt="" width="600" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toystory3_46.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_31.jpg" alt="" width="600" height="333" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_29.jpg" alt="" width="600" height="335" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/ToyStory3-4.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_30.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/zz1901d38b.jpg" alt="" width="600" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/toystory3_img11_h.jpg" alt="" width="600" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_33.jpg" alt="" width="600" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/zz03776ed1.jpg" alt="" width="600" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Toy_Story3_32.jpg" alt="" width="600" height="339" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/2010_toy_story_3_movie-wide.jpg" alt="" width="600" height="375" /></p>
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		<title>&#8220;Tentamos criar histórias universais&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 00:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Toy Story 3]]></category>

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		<description><![CDATA[Lee Unkrich e Darla K. Anderson, respectivamente realizador e produtora de Toy Story 3, estiveram em Portugal e promover o mais recente filme da Pixar. O Espalha-Factos entrevistou individualmente cada um deles, numa conversa que incidiu não só sobre Toy Story 3 mas também sobre a Pixar e as mudanças que esta trouxe ao cinema de animação. ESTE ARTIGO NÃO CONTÉM QUALQUER TIPO DE SPOILERS EM RELAÇÃO A TOY STORY 3.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Darla K. Anderson</strong> é uma mulher sorridente, alegre, e transpira a confiança esperada de alguém que trabalha com um dos maiores estúdios actualmente a nível mundial. <strong>Lee Unkrich</strong> é simpático, mais sério, e tem nos olhos aquele brilho de criança eterna  que seria de esperar de alguém que faz um filme como <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Foi de tarde que falei com eles, após uma conferência de imprensa dada de manhã no Hotel da Lapa, onde se falou de forma muito geral daquilo que cada um viria mais tarde a ter a oportunidade de aprofundar com cada uma destas mentes criativas.</p>
<p style="text-align: justify;">É, claro, uma honra poder entrevistar estes dois nomes. <strong>Unkrich</strong>, realizador de <strong><em>Toy Story 3</em></strong> (a sua estreia a solo, depois de ter co-realizado <strong><em>Toy Story 2</em></strong>,  <em><strong>Monstros e Companhia</strong></em> e <em><strong>À Procura de Nemo</strong></em>) está na <em>Pixar</em> praticamente desde o seu início e <strong>Anderson</strong> acompanhou a companhia ao longo de todo o seu crescimento, tendo produzido <em><strong>Uma Vida de Insecto</strong></em>, <strong><em>Monstros e Companhia</em></strong>, <strong><em>Carros</em></strong> e, agora, <em><strong>Toy Story 3</strong></em>.  Estiveram ambos presentes no início da companhia e, aliás, foi a própria <strong>Anderson </strong>que, ao ver pela primeira vez algumas das curtas de <strong>John Lasseter</strong> em Siggraph, feira dedicada de animação digital, decidiu que queria trabalhar para a Pixar.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Apaixonei-me por completo pela animação digital e na altura, ainda nos anos oitenta, senti-me muito atraída pela Pixar porque era realmente a única companhia a fazer algo com personagens e a contar histórias. As restantes companhias faziam efeitos visuais, logotipos para empresas, e a Pixar era realmente a única a fazer quase como que uns mini-filmes. Senti-me logo atraída pela companhia e decidi que queria trabalhar para eles</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">E se a <em>Pixar </em>começou com as suas famosas curtas-metragens, <strong><em>Toy Story</em></strong>, a primeira longa da companhia, mudou tudo, tendo sido o primeiro filme de um género que hoje domina por completo a animação. Depois desse primeiro filme, a <em>Pixar </em>não parou. Acompanhar esse crescimento deve ter sido, realmente, algo único. &#8220;<em>Foi incrível, absolutamente incrível, ver a companhia crescer tanto, e custa acreditar que já passou tanto tempo.</em>&#8221; diz <strong>Anderson</strong>. &#8220;<em>Quando comecei na Pixar tínhamos só cerca de vinte pessoas na produção e ver agora todo este sucesso, toda esta paixão pelos nossos filmes&#8230; é realmente algo muito recompensador. E bastante irreal, também. Este é mesmo o tipo de sucesso com o qual nem se pode sonhar. E é também por isso que fazemos um filme de cada vez, tentando que cada filme seja realmente o melhor possível. É nisso que somos bon</em>s&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/amelhor.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p style="text-align: justify;">Já <strong>Unkrich</strong>, nem era sequer para ter ficado na <em>Pixar</em>. Foi contratado em regime temporário, e o trabalho que deveria ter sido seu por apenas algumas semanas acabou por se transformar na sua vida. &#8220;<em>Nunca pensei que isto viesse a acontecer. Originalmente fui contratado por apenas quatro semanas, e se na altura me dissessem que ainda lá estaria dezasseis anos depois, e que realizaria uma sequela do filme para o qual fui originalmente contratado&#8230; provavelmente não acreditaria. É mais uma prova do quão louca e imprevisível a vida pode ser</em>&#8220;, diz o realizador com um sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros dois <strong><em>Toy Story</em></strong> são filmes adorados por uma geração inteira e voltar a pegar na história e nas personagens que, afinal de contas, começaram tudo, foi uma pressão enorme. &#8220;<em>O projecto foi todo ele uma coisa gigantesca e extremamente complicada. Eu sabia bem que tinha uma grande tarefa à minha frente, que tinha um grande lugar por ocupar, e não queria desiludir ninguém. Não queria fazer um filme em que as pessoas vissem e dissessem &#8220;Porque é que fizeram outro? Para quê sequer o trabalho?</em>&#8221; <em>e sabia que havia um grande risco de isso acontecer. Simplesmente queríamos contar uma boa história de que as pessoas gostassem, e nunca tivemos qualquer tipo de garantias. Trabalhámos um dia de cada vez, demos o máximo para que tudo fosse o melhor possível</em>&#8220;. E a pressão foi ainda maior por ser esta a estreia de <strong>Unkrich </strong>como realizador a solo&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Sabia bem que a responsabilidade de não estragar tudo estava sobre os meus ombros. Quando o </em><strong><em>John Lasseter</em></strong><em> me pediu para realizar o filme, foi muito específico: não queria que tivesse co-realizador e que o fizesse sozinho. Ele achava que eu tinha sido o herói esquecido pode detrás de muitos filmes da Pixar, que tinha contribuído muito para os outros filmes  e que nunca tinha recebido o crédito merecido. Por isso, quis dar-me esta oportunidade de fazer um filme completamente a solo. Eu sabia fazer imensas coisas, mas havia outras coisas que realmente não sabia como fazer. Mas simplesmente agarrei a oportunidade e tudo acabou por resultar bem</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/4.jpg" alt="" width="467" height="350" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, toda a experiência correu melhor do que o esperado. &#8220;<em>Houve muita disciplina e, não sei bem porquê, mas tudo correu muito bem ao longo do filme. Deve ter a ver com o facto de grande parte da equipa ter trabalhado também nos outros dois filmes&#8230;</em>&#8221; diz <strong>Anderson</strong>, abordando também o facto de, após tantos anos desde o primeiro filme, a evolução tecnológica ser uma faca de dois gumes. &#8220;<em>Tivemos de nos concentrar muito em manter o aspecto dos primeiros dois filmes; após tantos anos, a tecnologia evoluiu imenso e foi muito importante que o filme não parecesse demasiado tecnológico e encaixasse bem dentro do univers</em>o&#8221;. Após tantos anos, e com a evolução da tecnologia, como fazer um filme <strong><em>Toy Story</em></strong> que parecesse actual mas que, ao mesmo tempo, conseguisse encaixar nos capítulos anteriores a um nível visual?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Tivemos imensas reuniões sobre isso</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. &#8220;<em>Sabíamos que o filme tinha de ter o mesmo sentimento que os filmes anteriores, mas ao mesmo tempo para mim era muito importante que isso não prejudicasse o filme. Queria que o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> tivesse um aspecto tão belo quanto os nossos filmes mais recentes, claro. Acho que o </em><strong><em>Ratatouille</em></strong><em>, em particular, é simplesmente lindíssimo. O que acabámos por fazer foi manter-nos muito próximos da forma como as coisas eram feitas no filme anterior; a forma como eram criadas as personagens, a mobília, os cenários&#8230; tentámos manter-nos fiéis a esse design mas usando texturas mais sofisticadas, novos tipos de iluminação, de forma a tornar tudo mais real e credível. Gosto de pensar que o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> tem o aspecto que o primeiro </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> teria se  tivéssemos na altura a tecnologia que temos agora.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/melhor-2.jpg" alt="" width="482" height="360" /></p>
<p style="text-align: justify;">Toda esta dimensão digital deste género de filmes acaba, claro por dificultar a sua produção; afinal de contas, tudo é criado de raiz. &#8220;<em>Como produtora</em>&#8221; explica <strong>Anderson</strong>, &#8220;<em>a grande diferença entre trabalhar num filme de animação digital e a de trabalhar num filme em imagem real é que na animação não há cenário físico&#8230; temos de construir tudo. Cada personagem, cada cenário, cada objecto, cada pormenor tem de ser criado por nós. E isso torna tudo muito exaustivo, claro. Mas o resto, a forma como filmamos e contamos a história, é praticamente igual a um filme em imagem real</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">E o mais importante nos filmes da<em> Pixar </em>sempre foi, claro, a história. Como bem diz <strong>Unkrich</strong>, o objectivo com <strong><em>Toy Story 3</em></strong> era o de contar uma história que cativasse o público. A premissa do novo filme parece em tudo uma tentativa também de acompanhar o público que viu o primeiro filme quando foi lançado, há quinze anos atrás; afinal de contas, a história de <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é em tudo sobre crescimento&#8230; Andy cresceu, vai para a faculdade, e os brinquedos tornaram-se obsoletos. Curiosamente, essa ideia de que grande parte do público se identificaria com a história nunca passou pela cabeça do realizador.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Para ser honesto, quando tivemos a ideia de mandar o Andy para a faculdade nunca nos passou pela cabeça o facto de que muita gente cresceu a ver o filme e que muitos estariam agora a ter a mesma experiência. Apenas parecia a história certa a contar. Até que, a meio da produção, eu comecei a usar o Twitter e de repente começo a receber mensagens constantes de imensa gente a dizer que se identificava imenso com a história, que tinham crescido a ver os filmes e a falar do importante que o </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> era para elas. Apercebo-nos que foi até um benefício o facto de termos tido de esperar tanto tempo para fazer o </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em>, e que assim a relação com o público era mais forte. Nunca foi algo que fizemos de forma consciente, mas que torna o filme muito mais especial. Acabámos por abranger um público muito maior do que esperávamos</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> é o filme mais rentável da <em>Pixar </em>até agora, o mais bem recebido pela crítica e é, de facto, um verdadeiro triunfo a todos os níveis. Todo este sucesso tem a ver também com o que<strong> Unkrich</strong> diz: a ligação filme-público é, de facto, fortíssima. Ao ver <em><strong>Toy Story 3</strong>,</em> qualquer um que viu o primeiro filme aquando a sua estreia irá sentir um forte sentimento de nostalgia em vários momentos ao longo do filme. É, afinal de contas, um reencontro com as personagens que adoramos. Mas se <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é um filme tão bom (e é mesmo), é-o também por uma aura mais adulta que pauta todo o filme. Andy cresceu, vai-se embora, e os brinquedos têm de lidar com o facto de, simplesmente, já não serem precisos. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, de certa forma, um filme sobre deixar a infância&#8230; e a forma como a própria infância lida com esse abandono. Este é, de longe, o filme mais adulto e até mais negro da Pixar. Aqui, as coisas realmente ficam difíceis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/darla.jpg" alt="" width="390" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Bem, nunca quisemos fazer um filme mais negro e acho que quando dizes negro referes-te mais ao facto de ser, em certas alturas, realmente muito intenso e emocionalmente muito forte. Esses elementos já existiam nos outros dois filmes, mas aqui o que eu quis realmente foi fazer uma história que fosse emocionalmente verdadeira. Queria terminar a história, queria que este fosse o último </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em> e, na minha mente, parte de fazer isso é realmente levar os brinquedos até ao fim, colocá-los perto do fim da sua existência de forma a ensiná-los o que é importante na vida. Por isso a partir do momento em que decidi isso, quis ser o mais fiel possível a essa ideia. E é verdade, o filme tem realmente cenas muito, muito intensas mas acho que as pessoas gostam disso porque não o esperam. Quando uma pessoa vai ao cinema ver uma comédia, não espera propriamente algo assim emocionalmente tão forte.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">E a verdade é que toda esta densidade emocional que rodeia o filme torna-o não só sobre o próprio espectador (aqueles ideias de amizade, lealdade e família são algo com que qualquer um se identifica), mas também sobre a própria pessoa que o faz. &#8220;<em>Acho que os filmes são, colectivamente, muito sobre nós, sobre a equipa que os faz. Quando vejo hoje em dia o primeiro </em><strong><em>Toy Story </em></strong><em>vejo nele muita coisa do </em><strong><em>John Lasseter</em></strong><em>, do </em><strong><em>Pete Docter</em></strong><em>&#8230; todos nós temos um pequeno papel nos filmes, e isso acaba por se reflectir. Há coisas no </em><strong><em>Toy Story 3</em></strong><em> que se referem directamente a mim, claro. Em pequeno eu tinha medo de bonecas e, por exemplo, no filme quis realmente transmitir isso: nem todos os brinquedos são agradáveis</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, os filmes da <em>Pixar</em> são filmes de animação feitos por adultos com alma de criança&#8230; como todos temos, aliás. Hoje em dia, já não há o preconceito de que o cinema de animação é só para crianças e o público da companhia abrange, de facto, todos os géneros. Se houve uma altura em que pais iam com sacrifício levar os seus filhos ao cinema para ver um filme de animação, isso parece estar agora a mudar. Um preconceito que começa a desaparecer, portanto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/lee.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Ainda estamos a trabalhar nisso</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. &#8220;<em>Tentamos criar histórias universais. Sei bem que nunca faremos um filme para maiores de dezoito, por exemplo; um filme dirigido apenas a um tipo de público.  É esse o nosso mandamento, o de fazer esse tipo de filmes universais. O </em><strong><em>John</em></strong><em> (</em><strong><em>Lasseter</em></strong><em>) definiu esse rumo e acho que será sempre isso o que faremos</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> é o final de uma história, o final de uma trilogia que, agora, merece sem dúvida o estatuto de &#8220;clássico&#8221;. Visualmente incrível (nem o 3D rouba qualidade ao filme!) e emocionalmente poderosíssimo, nota-se que há realmente muito amor em cada plano, cada linha de diálogo, cada cena.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Agora que olho para o filme, vejo que fizemos realmente o melhor que podíamos ter feito. Estou bastante satisfeito</em>&#8220;, diz <strong>Unkrich</strong>. Opinião partilhada por <strong>Anderson,</strong> que olha para mim e diz que &#8220;<em>é óptimo ter, por exemplo, aqui alguém como tu, que cresceu com o </em><strong><em>Toy Story</em></strong><em>, a dizer que gosta deste filme. És parte o meu público-alvo, do público que mais quero agradar. Pessoalmente, estou muito, muito satisfeita com o filme. Acho que não poderia ter sido melhor</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Toy Story 3</strong> é um extraordinário triunfo em todas as suas vertentes. Quem era fã da saga e da<em> Pixar</em> irá adorar; quem não era sairá convertido. O que aqui temos é, como bem o disse <strong>Unkrich</strong>, um filme universal, uma história que apela a todos. &#8220;<em>Fazer cada um destes filmes é um compromisso. São quatro longos anos, e temos mesmo de acreditar na história que estamos a contar e nunca desistir. &#8216;Tenacidade&#8217; é o lema a seguir, sem dúvida</em>&#8220;, diz <strong>Anderson</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota-se em <strong><em>Toy Story 3</em></strong> esse compromisso, essa fé no que se faz. A equipa até agora nunca falhou&#8230; e, como era de esperar, não foi desta. E, mais uma vez, o estúdio superou-se a si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> estreia esta Quinta-Feira; a crítica ao filme será publicada nesse mesmo dia.</p>
<span class="sfforumlink"><a href="http://www.espalha-factos.com/efforum/cinema/tentamos-criar-historias-universais-entrevista-com-lee-unkrich-realizador-de-toy-story-3-e-a-darla-k-anderson-produtora">Comenta no fórum</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
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		<title>Como Gerir o Amor: A falta de química</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A estreia de Stephen Belber na realização de uma longa-metragem, Management (titulo português, Como Gerir o Amor) não foi um grande sucesso nas bilheteiras americanas, acumulando perto de 1 milhão de dólares. Dois motivos diferentes constituem a razão para isso ter acontecido. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A estreia de <strong>Stephen Belber</strong> na realização de uma longa-metragem, <em><strong>Management</strong></em> (titulo português, <strong>Como Gerir o Amor</strong>) não foi um grande sucesso nas bilheteiras americanas, acumulando perto de 1 milhão de dólares. Dois motivos diferentes constituem a razão para isso ter acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro, foi pela falta de química entre os protagonistas, e a segunda pela falta de qualidade do próprio filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/15management_600.jpg" alt="" width="600" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Management</strong></em> conta a história de Mike (<strong>Steve Zahn</strong>), que leva uma vida calma, é gerente nocturno no hotel dos pais e não tem namorada, basicamente podemos dizer que não tem vida própria. Até que Sue (<strong>Jennifer Aniston</strong>), vendedora de quadros para hotéis, aluga um quarto no mesmo hotel. Quando Mike descobre a existência de Sue, apercebe-se que nunca tinha conhecido ninguém tão interessante numa cidade tão pequena nos EUA como a dele. Mike a partir desse momento faz tudo para conquistá-la, mas missão que será difícil, já que Sue não está disposta a ter uma relação como ele deseja. De volta a casa, Sue, volta para o seu ex-namorado Jango (<strong>Woody Harrelson</strong>). Mike não consegue aguentar o desejo de voltar a ver Sue, então decide ir ter com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste conjunto de personagens, claramente destaca-se Jango, que em cada vez que aparece consegue roubar a cena, muito graças à falta de qualidade do casal protagonista. Não entendam que digo que <strong>Aniston</strong> ou <strong>Zahn</strong> representam mal, não é disso que se trata, neste filme tem uma actuação muito satisfatória, mas as suas personagens é que não tem a mesma qualidade. A falta de química dos dois protagonistas como referi em cima, deveu-se principalmente a escassa originalidade das personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/management17.jpg" alt="" width="600" height="310" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Management</strong></em> tenta mostrar o amor da maneira real como ele é, mas a maneira usada, não cativa o espectador e em certas partes torna-se secante, banal e acaba até por começar a tornar-se previsível, mas acaba por ter um bom <em>twist</em> perto do final, o que muda a perspectiva do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jennifer Aniston</strong>, mais uma vez, mostra a má escolha de papéis que a tem acompanhando ao longo dos últimos anos. <strong>Steve Zahn</strong> tem uma interpretação ao seu estilo, em que não existe nada de relevante a criticar.</p>
<p style="text-align: justify;">A finalizar, é um filme bem realizado, com uma boa fotografia, bastante notória nos bons planos da cidade principal da película. Está é mais uma comédia romântica que tenta ser diferente, mas junta-se a lista das descartáveis. Para os espectadores menos exigentes, pode ser um bom filme de domingo à tarde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <strong>Management</strong><br />
Realizado por: <strong>Stephen Belber</strong><br />
Escrito por: <strong>Stephen Belber</strong><br />
Elenco: <strong>Jennifer Aniston</strong>, <strong>Steve Zahn</strong>, <strong>Fred Ward</strong>, <strong>James Hiroyuki</strong> <strong>Liao</strong> e <strong>Woody Harrelson</strong><br />
Duração: <strong>94 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Inception &#8211; A Origem: Um Sonho de Blockbuster</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 17:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[A Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
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		<description><![CDATA[Inception é um grande filme não só pelas incríveis set pieces e pelos altíssimos valores de produção que transparecem em cada cena: é um grande filme porque tem, acima de tudo, grandes ideias. O grande filme de entretenimento do ano chegou, e é das obras mais artisticamente notáveis que veremos todo o ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando <strong><em>O Cavaleiro das Trevas</em></strong> saiu, lembro-me de o terem chamado de &#8220;<em>blockbuster</em> inteligente&#8221;. Lembro-me de ter sido um sucesso de bilheteira absolutamente esmagador, de ter sido um dos melhores filmes do ano, de ter sido nomeado aos Óscares, e lembro-me também de ser, apesar de tudo, um <em>blockbuster</em>; um filme supostamente comercial e feito por um grande estúdio, portanto. E era-o, de facto&#8230; mas não foi por isso que deixou de ser tudo aquilo que disse atrás e também talvez um dos mais fascinantes <em>thrillers</em> policiais que a década nos trouxe (<strong>Michael Mann</strong> ficaria tão, tão orgulhoso). <strong>Christopher Nolan</strong> fez, portanto, um pequeno milagre: um filme que apelou às massas não com entretenimento fácil mas antes com um engenhoso argumento interpretado por fabulosos actores (Óscar merecido para <strong>Ledger</strong>). <strong><em>O Cavaleiro das Trevas</em></strong> foi um filme inteligente, sério, que apesar destas características conseguiu ser um dos maiores sucessos do ano tanto a nível artístico como a nível comercial; uma grande produção que aspirava não só a grandes cenários e a grandes cenas de acção: aspirava também a grandes ideias e a grandes personagens. E chegava lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é, portanto, assim tanto de admirar que Nolan volte agora a fazer o mesmo naquela que é, a todos os níveis, a mais ambiciosa produção cinematográfica do ano. <strong><em>Inception</em></strong> é um grande filme não só pelas incríveis <em>set pieces</em> e pelos altíssimos valores de produção que transparecem em cada cena: é um grande filme porque tem, acima de tudo, grandes ideias. O grande filme de entretenimento do ano chegou, e é das obras mais artisticamente notáveis que veremos todo o ano. E, mais uma vez, as palavras <em>&#8220;blockbuster&#8221;</em> e &#8220;inteligente&#8221; podem ser usadas ao lado uma da outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/inception-2.jpg" alt="" width="464" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Inception</em></strong> não será, talvez, o filme que muitos querem. É, afinal de contas, acima de tudo um filme de acção; um <em>heist movie</em> onde uma determinada equipa tem de executar uma missão. O filme rege-se pelas regras do género mas, tal como seria de esperar de <strong>Nolan</strong>, leva-as a um nível totalmente novo. Eis um filme orquestrado até ao mais ínfimo pormenor, onde o espectador é sugado do início ao fim para um mundo complexo e onde tudo decorre a um ritmo absolutamente vertiginoso; <strong><em>Inception</em></strong> começa a abrir, e nunca abranda. Quem esperar um filme que aposta mais numa vertente psicológica sairá, muito provavelmente, desiludido. O filme pode dar-nos a volta à cabeça, sim, mas mais com o seu ritmo frenético e com as suas complexas reviravoltas que propriamente com diálogos calmos e inteligentes. Mais uma vez, repito: <strong><em>Inception</em></strong> começa a abrir, e não abranda. Nunca.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem esperar entretenimento simples e sem grandes pretensões deverá procurar noutro sítio. &#8220;Ambição&#8221; é aqui a palavra-chave, e este é um filme onde os grandes valores de produção foram usados no desenvolvimento de grandes conceitos e de grandes ideias. Nolan pega em nós e leva-nos para o seu próprio mundo, onde sonhos são criados dentro de sonhos, onde o subconsciente humano (onde, claro, tudo pode acontecer) é palpável e real, e onde as geurras podem ser travadas não com bombas ou armas mas com ideias plantadas na mente do adversário. Falar da trama de <strong><em>Inception</em></strong> é estragar o prazer de descobrir todas aquelas grandes, grandes ideias que Nolan trouxe do papel (foi ele mesmo que escreveu o argumento) ao ecrã. Eis aquele que é, talvez, um dos filmes mais ambiciosos do cinema contemporâneo; grandes meios usados em grandes ideias.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja este o filme em que <strong>Nolan</strong> mostra bem o quão bom pode ser como realizador e o quão imaginativa é a sua mente. A fotografia é magnífica e o filme visualmente é um espanto na forma como cria os seus cenários absolutamente grandiosos que acabam eles próprios por se mover e interagir com as personagens (aquela cena sem gravidade é das coisas mais espectaculares que veremos em muito, muito tempo); engane-se quem espera muitos efeitos visuais&#8230; aquela cena que vemos no trailer da cidade a dobrar-se sobre si mesma acaba por reflectir o próprio filme em natureza, sim, mas aqui tudo parece real e feito de forma quase manual. Os efeitos visuais estão lá, sim, mas de forma subtil à excepção de uma ou outra cena. Tudo parece real e palpável&#8230; e tendo em conta que este é um filme que lida com o subconsciente humano (cujo potencial é infinito), creio que dá para ter bem uma ideia do nível de produção e ambição que se pode encontrar no filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/inception-5.jpg" alt="" width="492" height="329" /></p>
<p style="text-align: justify;">E se o elenco parece fenomenal, é porque é mesmo. <strong>DiCaprio</strong> carrega o filme às costas com a sua complexa personagem, sobre a qual todo o filme se centra, e dá mais uma espectacular interpretação depois de ainda este ano nos ter brindado com um magnífico trabalho em <strong><em>Shutter Island</em></strong>; <strong>Marion Cotillard</strong> está&#8230; bem, perfeita; <strong>Joseph Gordon-Levitt</strong> tem tanto carisma que devia ser crime, e capta a atenção do espectador sempre que entra em cena; <strong>Tom Hardy</strong> transpira estilo por todos os poros, e a sua personagem é realmente das mais cativantes que vemos no ecrã; e <strong>Ken Watanabe</strong> quase que sai do filme como um novo herói de acção. Apenas <strong>Ellen Page</strong> está meramente decente, não se destacand em nenhum aspecto em particular; algo normal, já que a sua personagem serve, em grande parte, apenas como guia do espectador não só pelo filme mas, também, pela própria mente da personagem de <strong>DiCaprio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia? Fenomenal, tal como já o era em <em><strong>O Cavaleiro das Trevas</strong></em>. A banda-sonora? Das melhores que veremos este ano, facilmente o melhor trabalho de <strong>Hans Zimmer</strong> nos bons últimos anos. O argumento? Complexo, mas coeso e sem falhas; basta ao espectador prestar atenção, e tem ali tudo o que precisa de saber. O filme é perfeito? Não. Falha, talvez, a nível dramático. As personagens secundárias não são muito desenvolvidas e cenas nas quais Nolan tenta, obviamente, criar grande impacto dramático acabam por acertar um pouco ao lado.  O equilíbrio entre criar este grande universo e entre contar uma história com personagens emocionalmente afectivas acaba por nem sempre ser alcançado. O espectador rala-se com a personagem principal e interessa-se com toda a sua história, mas momentos que poderiam ser realmente grandiosos a um nível emocional nunca o chegam realmente a ser. Ainda assim, aquela cena final consegue comover o espectador, e esta é apenas uma pequena falha num filme que consegue realmente agarrar o espectador em todos os aspectos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/INCEPTION-005.jpg" alt="" width="447" height="268" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que dizer de <strong><em>Inception</em></strong>? Que é um filme raro na forma como é uma grande produção com grandes e originais ideias por trás? Que todos os actores estão óptimos? Que é o filme que mais entretenimento proporcionou este ano, e que o faz de forma inteligente e nunca superficial? Que tem duas horas e meia mas que, com aquele ritmo vertiginoso (tão, tão bem gerido), mais parece ter noventa minutos? Que a última hora de filme é toda ela um grandioso, incrível e épico <em>clímax</em> como não víamos há muito, muito tempo? Falar de <strong><em>Inception</em></strong> é útil apenas se for para convencer alguém a ir vê-lo. Certamente não agradará a todos (tal como já disse, não será o filme que muitos querem que seja e quem procurar entretenimento fácil terá mesmo de procurar noutro sítio), mas é um filme único que deve ser visto por todos. Tenho feito aqui no Espalha-Factos críticas a praticamente todos os <em>blockbusters</em> que têm saído este Verão; <strong><em>Iron-Man 2</em></strong>, <strong><em>Prince of Persia</em></strong>, <strong><em>Robin Hood</em></strong>, etc&#8230; e em todos me queixo de falta de ideias, de serem filmes genéricos. Nolan fez com todo o dinheiro que lhe deram algo que mais ninguém se atreveu a fazer: usou-o nas suas próprias ideias, nos seus próprios conceitos e foi ambicioso ao ponto de tentar criar a mais memorável, original e inteligente grande produção do ano. E foi bem sucedido. <em><strong>Inception</strong></em> é um grande filme de acção assente em novas ideias, onde cada <em>setpiece</em> se liga à que vem a seguir e onde cada linha de diálogo contém algo de importante. É um filme tão bem orquestrado, tão bem criado e pensado, que dá realmente vontade de bater palmas. Este é não só o filme com um dos maiores orçamentos do ano, é também o que tem com as maiores ideias. É divertido, é frenético, é inteligente, e é um triunfo artístico. <strong>Nolan</strong> acredita e aposta naquilo que tantos estúdios e cineastas renegam: um <em>blockbuster</em> pode não ser só uma grande produção, pode ser também um grande filme. O rapaz prodígio voltou, fez-nos acreditar novamente, e trouxe consigo o mesmo que da outra vez: uma magnífica obra de arte. <strong><em>Inception </em></strong>é, simplesmente, do melhor que veremos este ano em sala.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Inception</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Christopher Nolan</strong><br />
Escrito por: <strong>Christopher Nolan</strong><br />
Elenco: <strong>Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy e Ken Watanabe.</strong><br />
Duração: <strong>147 minutos</strong>.</p>
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		<title>&#8216;Contraluz&#8217;: Um lugar ao Sol</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cristina Oliveira]]></category>
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		<category><![CDATA[Contraluz]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito se tem especulado acerca deste Contraluz. E é caso para isso: já todos vimos os trailers divulgados e ansiámos por mais informação acerca da história (ou histórias) que compõem o filme. É um bom drama à la Hollywood, um orgulho para o cinema português e, quem sabe, um passo em frente nesta indústria que precisa urgentemente de um impulso para se lançar definitivamente no mercado internacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/25523_1267941734101_1096531795_30715910_4618266_n.jpg" alt="" width="604" height="290" /></p>
<p style="text-align: justify;">Muito se tem especulado acerca deste <strong><em>Contraluz</em></strong>. E é caso para isso: já todos vimos os trailers divulgados e ansiámos por mais informação acerca da história (ou histórias) que compõem o filme. Fala-se em ficção científica, imaginam-se coisas malucas, como naves voadoras, extraterrestres e bichos estranhos. Nada disso, desenganem-se. É um bom drama à la <em>Hollywood</em>, um orgulho para o cinema português e, quem sabe, um passo em frente nesta indústria que precisa urgentemente de um impulso para se lançar definitivamente no mercado internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa começa logo por atrair as atenções: fala-se em diferentes personagens e diferentes situações, que as colocam à beira do desespero. No entanto, algo de extraordinário acaba por acontecer e mudará para sempre as suas vidas, quem sabe voltando a colocá-las no caminho da felicidade. Um homem que pensa no suicídio como solução para os seus problemas mas que é demovido por um GPS. Uma rapariga que, estranhamente, consegue salvar a sua vida através de palavras que ouve. Um rapaz que não se consola com a morte da namorada. Estas são apenas algumas das histórias que compõem o universo criado por <strong>Fernando Fragata</strong>, e destas não vale a pena falar mais. O filme perderia toda a graça e o argumento diria muito menos aos espectadores se fosse mais divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;">Há que referir, em primeiro lugar, este mesmo argumento. Com falas inteligentes e sensatas, torna-se o elemento primordial do filme e carrega uma elevada carga emotiva, fazendo com que qualquer espectador se identifique com as personagens e as histórias retratadas. Tem os seus clichés, é certo, e a sua previsibilidade. Mas o que é uma ideia original senão uma ordenação inteligente de outras ideias já existentes? É isso que <strong>Fernando Fragata</strong> consegue neste <strong><em>Contraluz</em></strong>, criando um argumento excelente e transmitindo ainda uma importante lição de vida e uma mensagem para todos os espectadores: aproveitem a vida, não deixem nada por fazer, tenham esperança e acreditem na vida e nas vossas capacidades, porque milagres acontecem e coincidências também, apesar de o destino ser feito por nós. No fundo, a mensagem que o actor <strong>António Feio</strong> deixou após visualizar o filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21144752.png" alt="" width="599" height="265" /></p>
<p style="text-align: justify;">A realização de Fragata merece também um ponto positivo. Bem coordenada com a música de <strong>Nuno Malo</strong> &#8211; excelente ao longo de todo o filme, acompanhando o argumento nos seus altos e baixos emocionais -, consegue transmitir não só o que está à vista de todos mas também o que está por detrás, mostrando tanto os longos planos desérticos dos Estados Unidos como o mais pequeno pormenor relativo a cada uma das personagens. Se virmos bem, acaba por ser um filme de pormenores &#8211; de pequenas histórias dentro de cada história, qual delas a mais genial em termos argumentativos -, pormenores esses que contribuem para a boa realização de todo o filme. E, se estivermos mesmo atentos e nos deixarmos embarcar na viagem de <em><strong>Contraluz</strong></em>, conseguimos até prever o que vai acontecer de seguida.</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguimos fazê-lo até ao final do filme, quando algo acontece que nos abala ligeiramente. Para os mais críticos, penso que o final surpreendente (e é surpreendente, acreditem) irá agradar e contribuir para uma nota mais elevada a dar à produção portuguesa. Para aqueles que queriam apenas passar um bom bocado no cinema, provavelmente será ligeiramente desagradável. Mas faz parte da mensagem do filme e de tudo o que este pretende transmitir, e em termos generalizados acaba por ser, de novo, uma pérola do argumento de <strong>Fragata</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia é, por sua vez, espantosa. As paisagens repletas de cores quentes e os desertos arenosos compõem o cenário, mostrando a América profunda e a forma como um português já algo americanizado vê aquele país. E já que falamos dos Estados Unidos e da rodagem integral do filme no deserto americano, falemos também do facto de este ser falado em inglês. Tratando-se de <strong><em>Contraluz </em></strong>um filme sobre várias histórias imaginadas especialmente para os Estados Unidos, não o imagino interpretado em português e com actores exclusivamente portugueses. O facto de ser em inglês não só lhe dá mais oportunidades de sucesso nos mercados internacionais, como lhe confere a consistência e a coerência necessárias ao próprio argumento, que resulta na perfeição enquanto história americana, contendo, claro, alguns elementos que destacam o seu portuguesismo intrínseco.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21144530.png" alt="" width="606" height="287" /></p>
<p style="text-align: justify;">E para esta fusão de culturas e histórias muito contribui o elenco misto, composto por actores portugueses, como <strong>Joaquim de Almeida, Evelina Pereira</strong> e <strong>Ana Cristina Oliveira</strong>, e pelos actores americanos <strong>Michelle Mania, Scott Bailey</strong> e <strong>Skyler Day</strong>, entre muitos outros. Quem viu o trailer já teve oportunidade de assistir a uma das cenas mais emblemáticas do filme &#8211; a cena do GPS &#8211; e comprovar que <strong>Joaquim de Almeida</strong> continua a ser o grande actor a que nos habituámos. Relativamente a <strong>Skyler Day</strong> e <strong>Scott Bailey</strong>, são dois jovens que agradecemos a <strong><em>Contraluz</em></strong> por nos ter apresentado: ainda com poucos filmes no currículo, conseguem aqui papéis de destaque que os podem dar a conhecer ao público nacional e internacional. <strong>Michelle Mania</strong> encontra-se também perfeita para o papel que lhe coube. Os restantes acabam por cumprir muito bem as suas funções e por conferir ao filme a sua carga emocional muito intensa, que caracteriza todas as personagens, tornando este um filme para todas as idades e feitios.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que existem pequenas falhas. Podemos falar de uma realização algo amadora no início, talvez propositada, mas que parece não resultar muito bem nos contextos. Podemos referir a música um pouco exagerada em certas partes do filme e demasiado alta para se ouvirem bem as vozes das personagens. Podemos estranhar bastante o facto de uma personagem muito secundária, ela própria bizarra mas em qualquer importância para a história, estar a ouvir “<em>Ai chega chega chega chega a minha agulha…</em>” num daqueles motéis de estrada tipicamente americanos – a grande marca popular portuguesa do filme. Podemos considerar alguns diálogos demasiado longos – muitos deles poderiam ter sido reduzidos para não quebrar o ritmo do filme – e algumas situações absolutamente desnecessárias para o desenrolar da acção, que parecem algo despropositadas na generalidade do filme, bem como podemos considerar algumas repetições de cenas desnecessárias para a coesão do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, é um filme muito bom, marcado essencialmente pelo argumento interessante e apelativo, que acaba por não desiludir relativamente à grande expectativa que tem sido criada à sua volta nas últimas semanas. E olhem que tem sido muita. Não vi nenhum dos anteriores trabalhos de <strong>Fernando Fragata</strong>, mas impressionei-me com o homem corajoso que atravessa difíceis condições de filmagem e aposta numa história original e algo americanizada para voltar a tentar destruir os dogmas que ainda caracterizam o cinema português. É exactamente desta ousadia que precisamos: comédias como <strong><em>A Bela e o Paparazzo</em></strong> conseguem abanar a estrutura e fazer ver que o cinema português em português pode ir mais longe. Mas filmes como <strong><em>Contraluz</em></strong>, apesar de rodados em inglês e nos EUA, conseguem mostrar a existência de talento e de vontade para levar o nosso bom nome além-mar, e por isso mesmo a necessidade de emergência de apoios para o cinema português poder finalmente singrar no nosso país e abandonar a ponta mais ocidental da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21150021.png" alt="" width="601" height="257" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não é um filme perfeito, mas também não lhe assim tão muito longe. Toca-nos cá dentro, faz-nos sorrir e chorar pelas mais pequenas coisas, agrada-nos e engole-nos do início ao fim. Ficamos sempre na expectativa do que acontecerá a seguir, voltamos atrás no tempo para compreender algumas situações e nunca as analepses cinematográficas nos pareceram mais sensatas. Posso muito bem dizer que, surpreendendo, é um orgulho para nós, cidadãos portugueses, vermos finalmente um filme assim e podermos dizer que foi um português que o escreveu e realizou; que foi uma enorme equipa portuguesa que o ajudou a concretizar. E nesse aspecto é um filme que roça a perfeição, não técnica, mas emocional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8,5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título Original: <strong><em>Backlight / Contraluz</em></strong><br />
Realização e Argumento: <strong>Fernando Fragata</strong><br />
Elenco: <strong>Joaquim de Almeida, Ana Cristina Oliveira, Evelina Pereira, Scott Bailey, Skyler Day, Michelle Mania</strong><br />
Duração: 105 minutos</p>
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		<title>Cala-se uma rádio de palavra. Cala-se o Rádio Clube. O que falhou?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 11:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro A. Afflalo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia em que os colaboradores despedidos do Rádio Clube Português apresentaram uma exposição aos grupos parlamentares da Assembleia da República, o Espalha-Factos debruçou-se sobre o caso e procurou respostas que validassem o fecho da estação de rádio mais antiga do país. Pioneira em Portugal. Sem ideologia política, livre e diferente das concorrentes. A rádio em Portugal ficou mais pobre desde o dia 11 de Julho de 2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No dia em que os trabalhadores despedidos do<em> Rádio Clube Português </em>apresentaram uma exposição aos grupos parlamentares da <em>Assembleia da República</em>, o <em><strong>Espalha-Factos</strong></em> debruçou-se sobre o caso e procurou respostas que validassem o fecho da estação de rádio mais antiga do país. Pioneira em Portugal. Sem ideologia política, livre e diferente das concorrentes, por parte da <em>Media Capital Rádios</em>, do grupo<em> Media Capital</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 590px"><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/radio/clip-image0027.jpg" alt="" width="580" height="432" /><p class="wp-caption-text">No início da aventura informativa, em 2007, o Rádio Clube contava com uma equipa de cerca de 70 colaboradores.</p></div>
<p>Ao longo de quase quatro anos, uma equipa de profissionais que foi  crescendo e decrescendo à medida de ambições, e problemas, fez aquilo  que era o<em> Rádio Clube</em>, até ao dia 11 de Julho último. Isto apenas na versão informativa, na versão <em>de palavra</em> do <em>Rádio Clube,</em> porque desde 2003 que a rádio estava no ar, depois de quase 10 anos sem emissões. O <em>Rádio Clube </em>que hoje não mais existe foi criado com o intuito de haver em Portugal uma rádio de palavra, na sua verdadeira essência. Uma rádio onde a música não seria a prioridade. Uma rádio sustentada por comunicadores que  lideravam programas de Notícias, Debate, Conversa, Pensamentos e opiniões. Ao mesmo tempo sustentada por uma redacção que funcionou não só para o <em>Rádio Clube </em>propriamente dito, mas também para as restantes rádios do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema do <em>Rádio Clube Português</em>, na sua versão informativa, surgiu imediatamente a seguir ao seu lançamento quando o então director, <strong>Luís Osório</strong>, admitiu querer ser líder no segmento das rádios de palavra, destronando as concorrentes<em> TSF</em> e <em>Antena 1</em>. até 2010. Isto no início de 2007. A primeira vaga de audiências e principalmente a segunda, referentes ao 1º e 2º trimestres do mesmo ano, mostraram porém uma quebra abrupta das audiências da estação. Queda que apenas deixou de ser verificada no final de 2008, quando os resultados estagnaram nuns fracos 0.5% de Audiência Acumulada de Véspera (A.A.V.). Antes da mudança, as audiências ultrapassavam os 3%.</p>
<p style="text-align: justify;">As dores de cabeça para a direcção do<em> Rádio Clube </em>não se ficavam por aqui. Com a quebra nas audiências da estação, as receitas publicitárias acabaram por acompanhar a tendência de decréscimo. A uma dada altura quase que apenas se ouviam <em>spots </em>publicitários referentes a marcas detidas pelo próprio grupo. O cenário estava cada vez mais negro para a direcção, mas para o desmoronar do sonho de <strong>Luís Osório</strong> de um dia alcançar a liderança dentro do grupo de estações de palavra, contribuiu ainda outra situação. Esta, acompanhou quase toda a vida do <em>Rádio Clube &#8220;directo à notícia&#8221;</em>: A falta de uma grelha de programas consistente e clara. Ao fim de um mês de emissões, em 2007, foram terminados programas sem aviso. Meio ano depois do mesmo lançamento, um dos programas tidos como trunfo por parte da estação, liderado por <strong>Paulo Ferreira de Melo</strong> havia sido descontinuado sem aviso prévio.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 350px"><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/radio/s340x255.jpg" alt="" width="340" height="227" /><p class="wp-caption-text">João Adelino Faria foi uma das apostas fortes na componente informativa do Rádio Clube</p></div>
<p>No ano seguinte pela mesma altura, outro trunfo saiu da estação: <strong>João Adelino Faria</strong> fechou a porta ao<em> Rádio Clube</em>. Na altura, atritos entre a direcção e o apresentador das manhãs do <em>Rádio Clube</em> levaram à mudança do jornalista para a <em>RTP</em>. No final do Verão, surgia uma nova aposta: a jornalista <strong>Ana Sousa Dias</strong> troca a televisão pela rádio (à semelhança de <strong>João Adelino Faria</strong>), acompanhando os ouvintes no regresso a casa. Não durou mais do que um ano.  Surgiram críticas de vários ouvintes relativamente à qualidade dos noticiários, considerados à época curtos e sem grandes análises. Como se não bastasse, os ouvintes não perdoaram a opção de não serem transmitidos noticiários durante a madrugada, ao contrário das concorrentes. Sucederam-se as alterações à grelha de programas e crescia um mal estar entre os colaboradores da estação e a própria direcção.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Setembro de 2009, a cerca de quatro meses de alcançar 2010, ano tido como o ponto de viragem no panorama radiofónico nacional, ano em que o <em>Rádio Clube </em>seria líder de audiências, destronando a<em> TSF</em> e a <em>Antena 1</em>, segundo a direcção liderada por <strong>Luís Osório</strong>, esta cessa funções, reconhecendo porém o fracasso que foram os primeiros anos do <em>Rádio Clube</em> informativo. <strong>Vítor Moura,</strong> conhecido jornalista da <em>TVI</em>, foi quem passou a liderar os destinos da rádio. Com ele trás também uma série de despedimentos na equipa. No seu curto mandato, terminado a 11 de Julho, muitas foram as mudanças introduzidas na grelha de programas do <em>Rádio Clube Português</em>, no entender de muitos, para melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, a música ganhou novamente um papel mais importante na programação. A estabilidade da própria grelha estava agora assegurada, contrastando com o passado. Em 10 meses, contaram-se pelos dedos as mudanças nos espaços de debate, de opinião e de conversa. Os noticiários viram as suas arestas serem limadas sem que, no entanto, passassem a ser apresentados também no período nocturno. As audiências, pela primeira vez desde a chegada da rádio de palavra, estavam em ascensão, atingindo os 0.7% de A.A.V, assim como as receitas publicitárias. No final de 2009 a <em>Media Capital Rádios</em>, insatisfeita com o rumo que a estação estava a levar no que às audiências diz respeito, ordena a troca da rede de frequências do <em>Rádio Clube Português</em> para a<em> M80</em>. Por esta altura muitos comentavam já que, aliado aos cortes de pessoal realizados em Setembro, estas eram  medidas que, mais cedo ou mais tarde, iriam pôr termo ao <em>Rádio Clube</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 583px"><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/radio/34284_1477167444245_1085504406_1417708_2491059_n.jpg" alt="" width="573" height="430" /><p class="wp-caption-text">A equipa do Rádio Clube reunida uma hora antes do fecho das emissões.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Não foi preciso esperar muito. No início de Julho, pouco antes de se saber os resultados audiométricos relativos ao 2º trimestre de 2010, a <em>Media Capital</em> anuncia o fecho do <em>Rádio Clube Português</em> e ainda o despedimento de 36 colaboradores que diariamente faziam com que a emissão chegasse aos ouvintes. Surpresa para uns, inevitável para outros, a verdade é que foi uma notícia que abalou o meio radiofónico do país. A única rádio denominada livre, isto é, sem orientação política definida. Com uma programação mais virada para a sociedade, para as pessoas, para o quotidiano. Com espaço também para espaços relativos à actualidade política, económica e financeira nacional e internacional, assim como o desporto também a fazer presença na emissão, o <em>Rádio Clube </em>Português era uma estação como nenhuma outra no país inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">O que <em>&#8220;matou&#8221;</em> esta estação teve apenas uma só causa: Má gestão. Má gestão que começou com a falta de uma grelha de programas clara, concisa e estável, e que terminou com a migração da rede de frequências para uma rádio musical do mesmo grupo. Má gestão desde o início até ao fim do <em>Rádio Clube.</em> O que se ouve neste momento nas frequências que até dia 11 de Julho transmitiam a estação que completava em 2011 80 anos de emissões, é mais do mesmo. Não trás nada de novo para a rádio em Portugal. Este não é o<em> Rádio Clube</em> que revolucionou a rádio em Portugal. Este Rádio Clube não mais será <em>&#8220;Diferente, por Si</em>&#8220;. Não mais dirá<em> &#8220;Voz às Palavras</em>&#8220;. Não mais será <em>&#8220;Directo à Notícia, Directo a Si</em>&#8220;.</p>
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		<title>&#8220;Há coisa mais portuguesa que uma pessoa com nome de fruta?&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 20:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Presley</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Maria Clementina! Quem são eles? O Espalha-Factos esteve a conversa com os quatro alter-egos para os conhecer melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/musica/mariaclementinatiago.jpg" alt="" width="546" height="364" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os <strong><em>Maria Clementina</em></strong> são quatro cantores da praça pública que se escondem em quatro alter-egos. Chegaram aos ouvidos dos portugueses através de um publicidade a uma bebida. Da publicidade à rádio foi um pequeno passo, e hoje todos cantam o refrão de <em><strong>Veio a Maria Clementina</strong></em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A banda é composta pelos alter-egos <strong>Raquel Menina</strong> (Voz), <strong>Juca Pavico</strong> (Guitarra, Voz e Piano),<br />
<strong>Enrique Mita</strong><em> </em>(Banjo, Baixo e Voz) e <strong>Manuel de Malta</strong> (Bateria, arranjo, Theremin e outros). Antes  de ouvir a música que já é o sucesso deste Verão, é importante saber que eles “não existem verdadeiramente”. Os <strong><em>Maria Clementina</em></strong>, como reza o <em>Myspace</em> da banda, nasceram da cabeça de <strong>Manuel de Malta</strong> “<em>quando os seus lábios pousaram nos de Raquel Menina pela primeira vez – ocasião em que Manuel de Malta diz ter começado a ouvir um conjunto de acordes</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cheios de mistério, os <strong><em>Maria Clementina</em></strong> ensaiam e compõem pela Internet e só se juntam para gravar.</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/ha-coisa-mais-portuguesa-que-uma-pessoa-com-nome-de-fruta/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Pouco se sabe sobre eles. O <strong><em>Espalha-Factos</em></strong> esteve à conversa com os quatro alter-egos para tentar saber um pouco mais sobre os <strong><em>Maria Clementina</em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(As respostas estão devidamente assinaladas com as iniciais de quem responde. Assim, temos <strong>RM </strong></em><em>para </em><strong>Raquel Menina</strong><em>, <strong>EM</strong></em><em> para </em><strong>Enrique Mita</strong><em>, <strong>MM</strong></em><em> para </em><strong>Manuel de Malta</strong><em> e <strong>JP</strong></em><em> para <strong><span style="font-style: normal;">Juca Pavic</span></strong></em><strong>o</strong><em>.)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos (EF): </strong><strong><em>Porquê Maria Clementina?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JP:</strong> E ele há coisa mais portuguesa que uma pessoa com nome de fruta? Macieira, Pereira, Uva&#8230;<br />
<strong>EM:</strong> Sim, mas neste caso tudo começou com a cor do cabelo da Raquel (que é ruiva, apesar de nós sermos a preto e branco&#8230;). “Cabelo cor de Clementina”, disse o Manuel quando a conheceu. Agora que penso nisso, até podíamos ter sido os Maria Ruiva&#8230;<br />
<strong>JP:</strong> Bom, isso e há uma outra razão qualquer, mas que não nos diz respeito a nós, alter-egos. Se não me engano, tem a ver com o mundo onde vivem os nossos egos, e portanto o melhor é perguntar-lhes a eles quando descobrirem que eles são.</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/ha-coisa-mais-portuguesa-que-uma-pessoa-com-nome-de-fruta/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos: </strong><strong><em>De onde vem tanta imaginação, para criar estes alter-egos?</em></strong><br />
<strong>RM:</strong> Curiosamente, dos próprios egos (i.e., dos artistas). E não é tanto imaginação, mas mais desejos e sonhos escondidos e guardados dentro deles, à espera de uma oportunidade para saltarem cá para fora e começarem a correr mundo&#8230;<br />
<strong>MM:</strong> (é impossível não amar esta mulher&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos: </strong><strong><em>Pensavam em atingir tão grande reconhecimento, mesmo sem ninguém saber bem que são, em tão pouco tempo?</em></strong><br />
<strong>MM:</strong> Hmmm&#8230; penso que não. Mas o sucesso sabe sempre melhor quando não se está à espera.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/musica/header_final.jpg" alt="" width="528" height="316" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos: </strong><strong><em>Nos futuros concertos quem estará no palco? Os alter-egos?</em></strong><br />
<strong>EM:</strong> Nós de certeza. E por trás (ou pela frente, ou ao lado, ou de outra forma qualquer) de nós, certamente os egos. É que nós, sendo de papel, temos alguma dificuldade em pegar em instrumentos a sério.<br />
<strong>RM:</strong> Boa resposta, Enrique : )<br />
<strong>EM:</strong> Obrigado.<br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos: </strong><strong><em>Algum dia vão tirar a mascara e dizer quem realmente são?</em></strong><br />
<strong>EM:</strong> Quem sabe&#8230;<br />
<strong>JP:</strong> Olha&#8230; não sei. Quem sabe?<br />
<strong>EM:</strong> Não, Juca. &#8220;Quem sabe&#8230;&#8221; é uma forma de dizer.<br />
<strong>JP:</strong> Pois, eu sei. Mas quem é que sabe?<br />
<strong>EM:</strong> Não, Juc&#8230; &#8211; enfim, desisto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espalha-Factos: </strong><strong><em>Que mensagem deixam aos fãs dos Maria Clementina? O que podem eles esperar? Muito sumo de clementina este verão?</em></strong><br />
<strong>RM:</strong> Muito <em>B!</em> Clementina, pois então!<br />
<strong>JP:</strong> Desde que esteja fresco, claro&#8230;</p>
<p><a href="http://www.espalha-factos.com/2010/07/ha-coisa-mais-portuguesa-que-uma-pessoa-com-nome-de-fruta/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Dia e Noite: Um romance de fogo</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 23:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Noras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[cameron diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Dia e Noite]]></category>
		<category><![CDATA[James Bond]]></category>
		<category><![CDATA[Knight and Day]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Bay]]></category>
		<category><![CDATA[Mr. & Mrs. Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta comédia romântica cheia de acção, que adopta um conceito um pouco similar ao de Mr. &#038; Mrs. Smith, funde as armas com o amor, criando um efervescente blockbuster de verão. Mesmo aqueles que, como eu, apreciam pouco estes protótipos de cinema comercial, prontos apenas para fazer render nas bilheteiras, terão que admitir que, apesar de todas as gafes artísticas, Dia e Noite é uma película de qualidade que proporciona uma óptima experiência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O cinema é um mundo repleto de surpresas. Umas boas, outras más. <strong><em>Dia e Noite</em></strong> (de título original <strong><em>Knight and Day</em></strong>) poderá ser para alguns, como foi para mim, uma agradável surpresa. Esta comédia romântica cheia de acção, que adopta um conceito um pouco similar ao de <strong><em>Mr. &amp; Mrs. Smith</em></strong>, funde as armas com o amor, criando um efervescente <em>blockbuster</em> de verão. Mesmo aqueles que, como eu, apreciam pouco estes protótipos de cinema comercial, prontos apenas para fazer render nas bilheteiras, terão que admitir que, apesar de todas as gafes artísticas, <strong><em>Dia e Noite</em></strong> é uma película de qualidade que proporciona uma óptima experiência.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Knight-and-Day-2058.jpg" alt="" width="574" height="358" /></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro factor que diferencia este filme de qualquer outra comédia padronizada é o seu arranque particularmente empolgante. O encontro entre <em>June</em><em> </em> (<strong>Cameron Diaz</strong>) e <em>Roy</em><em> </em> (<strong>Tom Cruise</strong>) num aeroporto, acompanhado por uma sonoridade bastante aprazível, recria o exacto ambiente de mistério e suspense propício para nos apegarmos de imediato à personagem de<strong> </strong><strong> </strong><strong>Cruise</strong><strong> </strong>. <em>Roy</em><em> </em> é um estranho homem, charmoso e bastante seguro de si, que alberga na sua personalidade uma mistura de <em>Don Ruan </em><em> </em>com o<em> </em><em>Exterminador</em><em> </em>. <em>June</em><em> </em>, apesar de não ser tão apelativa quanto <em>Roy</em><em> </em>, não deixa de chamar a atenção pela ligeira originalidade do seu comportamento. Mas é sem dúvida a intersecção primária entre as duas personagens principais, assim como no resto do filme, a verdadeira relíquia de<em> </em><em> </em><strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em> </em></strong>, visto que foge bem aos chavões e clichés usuais neste tipo de filme, tanto nas situações concretas como nos diálogos. Assim, a narrativa arranca com uma dupla de personagens entusiasmantes e intrigantes, principalmente a de <em>Roy</em><em> </em>, e uma acção minimamente atraente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/knight-and-day-movie-still-09-1.jpg" alt="" width="578" height="262" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O resto do filme não se afasta muito das premissas iniciais, o que poderá justificar a gradual perca de ritmo. <em>Roy</em><em> </em> vai demonstrando as suas capacidades de <em>James Bond</em><em> </em>, com cenas que fazem lembrar um qualquer filme de <strong>Michael Bay</strong>, e <em>June</em><em></em>, espantada com o pedaço de homem que encontrou, vai-se apaixonar e acompanhar este aventureiro. Algo que já todos vimos, é verdade. Contudo, a simplicidade e pouca originalidade do argumento não impede que, para além das óptimas cenas de acção, visualizemos momentos, que não direi de arte, mas que se aproximam desta. E essa (quase) arte nasce, não só da boa profundidade que deram à personagem <em>Roy</em><em></em>, mas principalmente do excelente trabalho de actor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/291p4ix.jpg" alt="" width="654" height="273" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tom Cruise</strong><strong></strong> é, portanto, o verdadeiro génio cinematográfico de todo este projecto. Podemos até dizer, com firmeza, que <strong>Cruise</strong> faz a diferença, tornando <strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em></em></strong> numa comédia romântica com algo a acrescentar e não apenas um <em>fast-food</em><em></em> cinematográfico. Podemos tecer mil comentários pejorativos acerca do senhor <strong>Cruise</strong><strong></strong>, mas é inevitável reconhecer o tremendo actor que ele é. Este filme é a prova. Sem <strong>Cruise</strong><strong></strong>, <em>Roy</em><em></em> perdia toda a aura de <em>outsider</em><em></em> justiceiro e de romântico encantador. A segurança de <strong>Cruise</strong><strong></strong>, aproxima-nos de <em>Roy</em><em></em>, fazendo-nos ver nele um herói, daqueles que só aparecem nos grandes clássicos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Tom_Cruise_og_Camer_142778a.jpg" alt="" width="640" height="320" /></p>
<p style="text-align: justify;">Porém, este romance de fogo, não deixa de ter pecados mortais. A própria narrativa não é propriamente um deslumbramento para o nosso imaginário. O seu esqueleto não foge às comédias românticas comerciais. O seu objectivo não deixa de ser essa mesma comercialidade (uma comercialidade bem conseguida, diga-se de passagem).<strong> </strong><strong><em>Dia e Noite</em></strong> é um filme com pouca profundidade estética e intelectual? Sim é. <strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em> </em></strong>tem todos os pontos que caracterizam negativamente as comédias românticas? Sim tem. <strong><em>Dia e Noite</em></strong> é um futuro clássico? De certeza que não. Mas tem algo que supera esses preconceitos prévios: Um conceito excitante, que puxa pelos apaixonados da acção e pelos apaixonados do romance, um magnetizante desempenho por parte do Sr. <strong>Cruise</strong> e uma construção cinematográfica suficientemente sólida para não se deixar cair em nenhuma lacuna muito profunda.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderá ser só um filme para entreter, mas fá-lo com qualidade e alguma classe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>7/10</strong></p>
<p><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Knight and Day</em><span style="font-weight: normal;">.</span></strong></p>
<p>Realizado por: <strong>James Mangold</strong>.</p>
<p>Escrito por: <strong>Patrick O&#8217;Neill</strong>.</p>
<p>Elenco: <strong>Tom Cruise</strong>, <strong>Cameron Diaz, Peter</strong><strong> Sarsgaard</strong> e <strong>Paul Dano</strong>.</p>
<p>Duração: <strong>109 minutos</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O Escritor Fantasma: Puzzle de Mestre</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Ewan McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
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		<category><![CDATA[O Escritor Fantasma]]></category>
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		<category><![CDATA[review]]></category>
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		<category><![CDATA[roman polanski]]></category>
		<category><![CDATA[the ghost writer]]></category>
		<category><![CDATA[thriller]]></category>
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		<description><![CDATA[Sem dúvida um dos melhores do ano até agora, O Escritor Fantasma  é um filme que foi obviamente feito por alguém com a experiência e o talento de um mestre. Não é perfeito (demora, talvez, demasiado tempo a arrancar), mas lá perto caminha, e é de longe dos filmes mais entusiasmantes e energéticos que podemos ver nas nossas salas de cinema de momento. Tudo significa algo, cada cena é uma peça e cada personagem é um peão: eis um filme que é como um verdadeiro puzzle de paranóia e claustrofobia, onde o espectador é verdadeiramente sugado à medida que cada peça lentamente encaixando no sítio. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong>, o novo filme de <strong>Roman Polanski</strong>, é um excelente <em>thriller</em> não tanto pelas óptimas interpretações, nem pela magnífica fotografia, nem pela banda-sonora que assenta ao milímetro no tom do filme; é um dos melhores filmes do ano porque está, simplesmente, construído de uma forma rigorosamente magistral.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme começa simples, quase <em>light</em>, e acaba complexo e com o espectador agarrado à cadeira. Ao início a história parece directa, nada de mais, sem grandes temáticas&#8230; mas tudo se vai desenrolando de forma tão calculada e perfeita que quando dá por si o espectador está a meio do filme paralisado e ansioso por saber mais e sem fazer a mínima ideia do que se poderá passar a seguir. Isto sim, é um bom <em>thriller</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa é simples: <strong>Ewan McGregor</strong> (exemplar, numa bela interpretação) é um escritor fantasma que aceita o trabalho de acabar de escrever as memórias do antigo primeiro ministro britânico (<strong>Pierce Brosnan</strong>, aqui a usar a sua presença e carisma na perfeição), apenas para lentamente começar a descobrir que nada é o que parece.É impossível ir além disto sem falar de algum pormenor importante à trama, dada a forma coesa e rígida com que tudo foi construído. Em <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> tudo acontece por alguma razão.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ghostwriter3.jpg" alt="" width="499" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Polanski</strong> criou realmente um<em> thriller</em> exemplar em todos os aspectos, moderno mas com aura clássica. Cada personagem tem a sua importância, cada linha de diálogo o seu objectivo, e cada cena parece lentamente encaixar num todo. Tudo isto resulta de forma perfeita também muito graças a um elenco absolutamente genial. <strong>Brosnan</strong> (que tem menos tempo de antena que aquele que seria de esperar) tem uma presença imponente e por vezes assustadora, exactamente o necessário para a personagem que interpreta; <strong>McGregor</strong> está perfeito num misto de ingenuidade e puro desejo de saber a verdade, interpretando um herói que é, na realidade, apenas um homem atirado para o meio de uma situação que não consegue controlar; e pelo meio ainda há <strong>Kim Catrall</strong> (sim, a do <strong><em>Sexo e a Cidade</em></strong>) surpreendente, interpretando de forma espectacular uma personagem muito diferente daquilo a que estamos habituados a ver dela, e <strong>Tom Wilkinson</strong> num dos mais ameaçadores papéis da trama, que em pouco tempo de antena consegue criar alguns dos melhores momentos do filme (uma cena de diálogo, em particular, é um dos pontos mais altos de todo o filme). Até <strong>James Belushi</strong> está óptimo!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ghost-writer-2.jpg" alt="" width="484" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Polanski</strong> é um grande contador de histórias e este filme é exemplo disso mesmo: <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> é acima de tudo uma história espectacularmente bem contada do início ao fim, crescendo lentamente ao longo de duas horas de duração. A paranóia da personagem principal acaba por, a certo ponto, afectar o espectador, que fica sem saber em quem confiar nem o que poderá suceder a seguir. Todo o filme vai lentamente construindo uma camada de tensão, medo e paranóia que consegue prender quem está de fora da tela, que fica com as unhas pregadas à cadeira sem fazer a mínima ideia do que fazer a seguir. E depois há aquele final, claro; genial em todos os aspectos, e uma das melhores cenas que veremos este ano nas nossas salas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida um dos melhores do ano até agora, <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> é um filme que foi obviamente feito por alguém com a experiência e o talento de um mestre. Não é perfeito (demora, talvez, demasiado tempo a arrancar), mas lá perto caminha, e é de longe dos filmes mais entusiasmantes e energéticos que podemos ver nas nossas salas de cinema de momento. Tudo significa algo, cada cena é uma peça e cada personagem é um peão: eis um filme que é como um verdadeiro puzzle de paranóia e claustrofobia, onde o espectador é verdadeiramente sugado à medida que cada peça vai lentamente encaixando no sítio. Com este filme e com os que virão em breve (<strong><em>Inception</em></strong>, <strong><em>Toy Story 3</em></strong>&#8230;)Parece que o Verão está, finalmente, a melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>The Ghost Writer</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Roman Polanski</strong><br />
Escrito por: <strong>Robert Harris e Roman Polanski</strong>, baseado no livro de <strong>Robert Harris</strong><br />
Elenco: <strong>Ewan McGregor, Kim Catrall, Pierce Brosnan </strong>e<strong> Tom Wilkinson.</strong><br />
Duração: <strong>128 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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