<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Espalha-Factos &#187; Crítica</title>
	<atom:link href="http://www.espalha-factos.com/category/critica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.espalha-factos.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 19:19:21 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Toy Story 3: Gente Pequena com Coração Grande</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/toy-story-3-gente-pequena-com-coracao-grande/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/toy-story-3-gente-pequena-com-coracao-grande/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[animaçao]]></category>
		<category><![CDATA[buzz lightyear]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Lee Unkrich]]></category>
		<category><![CDATA[michael arndt]]></category>
		<category><![CDATA[pixar]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story 3]]></category>
		<category><![CDATA[woody]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11825</guid>
		<description><![CDATA[Pode-se dizer que Toy Story 3 é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não é preciso um génio para fazer um filme como <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Nem dois, nem três. Nem quatro. São antes precisos centenas de pequenos génios para conseguir fazer algo assim, um filme tão perfeito tanto a um nível visual quanto a nível de argumento; um filme repleto de tantos pequenos e geniais pormenores que, com cada visionamento, há algo novo a descobrir. Mais vale, portanto, confirmar já o óbvio: sim, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é genial em todas as suas vertentes, sendo tanto a perfeita sequela como o melhor capítulo de uma trilogia que, muito possivelmente, ficará na história. A <em>Pixar</em> não acertou apenas; a equipa de <strong>Lasseter</strong> e companhia simplesmente superou-se.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível proclamar <strong><em>Toy Story 3</em></strong> como o melhor filme da <em>Pixar</em> porque, por esta altura, no meio de tantos grandes filmes (e todos eles geniais à sua própria maneira), não é possível indicar apenas um único favorito. Adoro tanto aquela sequência inicial de <strong><em>Up</em></strong> tanto quanto adoro aquele sorriso final de Sully em <strong><em>Monstros e Companhia</em></strong>; adoro tanto o voo de Wall-E e de<em> </em>EVE<em> </em>pelo espaço quanto adoro a cena em que Remy observa Paris do cimo de um telhado. No meio de tantos grandes e memoráveis filmes, ter apenas um favorito é impossível. Posso, pessoalmente, dizer que tenho talvez uma preferência por <strong><em>Up </em></strong>e por este <strong><em>Toy Story 3</em></strong>, mas faço-o com um nó na garganta; afinal de contas, são todos tão bons.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas posso dizer que, em certos aspectos, <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, a meu ver, o melhor da <em>Pixar</em>. O mais complexo, o mais bem executado e, acima de tudo, o mais emocionalmente adulto. Este é, sem sombra de dúvida, o filme mais negro do estúdio até agora, onde as suas personagens são realmente levadas ao extremo, ao abismo da existência. Há aqui momentos realmente fortes, que lidam com sentimentos de abandono, tristeza e até desespero. Tudo isso para, no final, se ver com lágrimas nos olhos algumas das mais belas lições de vida que, muito provavelmente, alguma vez se viu no cinema de animação. Lealdade, família, aceitar as mudanças da vida&#8230; ideais universais, tanto quanto a própria história em si. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, de facto, um filme emocionalmente fortíssimo, com alguns dos momentos mais comoventes que o espectador verá em muito tempo.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Toy-Story-3-1.jpg" alt="" width="551" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;">A própria premissa parece, por si só, rodeada de um certo tom emocionalmente mais negro: Andy está prestes a ir para a faculdade e os brinquedos são obrigados a lidar com o simples facto de já não serem precisos. Acabam doados para um jardim infantil versão campo de concentração (referências cinéfilas absolutamente geniais, principalmente a <strong><em>The Great Escape</em></strong>), dominado por um dos melhores vilões da <em>Pixar</em> até agora (com uma <em>backstory</em> absolutamente magnífica), e todo o filme tem piscadelas de olho a todos os géneros desde <em>westerns</em>, ficção-científica (claro!) e, como já se viu, aqueles espectaculares filmes da Segunda Guerra Mundial onde o <strong><em>Steve McQueen</em></strong> é o herói de serviço. Há aqui referências que qualquer cinéfilo irá adorar, várias homenagens dos cineastas aos filmes que os inspiraram (ahh, aquela espectacular cena a imitar o melhor momento do <strong><em>Regresso do Jedi</em></strong>!). Mas há, além desse amor dos cineastas pelo próprio Cinema em si, um profundo, profundo amor pela história que é contada e, acima de tudo, pelas personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Em<strong><em> Toy Story 3</em></strong> tudo parece planeado ao pormenor. Não há outras palavras: o filme é genial do primeiro ao último segundo. Literalmente. Aliás, logo no início há um golpe de génio, uma montagem que transmite a mais pura nostalgia aos que cresceram com estes filmes; ou para todos os que, simplesmente, já foram crianças. A partir daí instala-se um clima urgente e denso, onde os brinquedos são obrigados a lidar com o abandono daquele a quem sempre foram leais. Esta situação, absolutamente inevitável (o final de <strong><em>Toy Story 2</em></strong> deixava, efectivamente, a porta aberta para tudo o que se vê neste terceiro capítulo), é o cerne de um terceiro capítulo que termina de forma rigorosamente perfeita uma história com a qual crescemos. Há aqui temáticas universais e adultas que são exploradas tanto de forma a comover os mais velhos como a ensinar valiosas lições aos mais novos (e aos mais velhos também, já agora). Quem gosta minimamente dos dois primeiros filmes terá aqui lágrimas garantidas, algumas delas acompanhadas por um grande sorriso.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ToyStory3-6.jpg" alt="" width="535" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que torna <strong><em>Toy Story 3</em></strong> no mais complexo e brilhantemente executado filme da <em>Pixar</em> (a meu ver) é, portanto, a forma como o filme nunca, nunca se acobarda. Sim, todos os filmes da <em>Pixar</em> têm momentos emocionalmente fortíssimos, mas aqui grandes temas são tratados como tal. Existem aqui realmente cenas muito fortes, que irão surpreender (pela positiva) quem for à espera de apenas uma comédia. Há, em particular, uma cena toda ela tão genial, tão incrivelmente bem pensada, tão visualmente magnífica e tão profundamente comovente que no final dá vontade de aplaudir e, por esse momento só, dar nota máxima ao filme. Mas a verdade é que, se essa cena se destaca, há um rol de outros grandes momentos a destacar; porque o filme é, realmente, uma obra de génio do início ao fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tom emocionalmente mais complexo do filme é, talvez, a mais forte marca de autor do filme. <strong><em>Lee Unkrich</em></strong>, aqui estreante como realizador a solo, quis realmente criar um filme mais forte, quis realmente levar os brinquedos ao extremo (como ele próprio o diz no artigo já aqui publicado) de forma lhes ensinar, a eles e também ao público, verdadeiras lições de vida. O filme é, afinal de contas, todo ele sobre Woody, a grande personagem da trilogia, e sobre a sua aceitação das mudanças que esta nova situação traz. O cerne moral e emocional da trilogia revela-se aqui: <strong><em>Toy Story</em></strong> é sobre infância (e a sua perda), sobre amizade e a sua importância, e sobre lealdade para aqueles que mais interessam. É, talvez, um filme sobre a importância da família; neste caso, a irmandade formada por um grupo de brinquedos que, ao longo de três filmes, aguentaram com muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">E, claro, se a nível de argumento o filme é genial, então visualmente falando temos aqui o melhor que a <em>Pixar</em> fez até agora. Tudo parece espantosamente real e credível, ao mesmo tempo mantendo a cor e o sentimento presente no aspecto visual dos dois primeiros filmes. O uso das cores, a iluminação, cada pequeno objecto&#8230; eis um filme repleto de tantos pequenos grandes detalhes que merece realmente ser visto mais que uma vez. Talvez o mais espantoso seja, aqui, as expressões faciais de Buzz e companhia; tão expressivas, tão flexíveis, tão reais. O que se vê aqui não são brinquedos: são apenas gente pequena com corações bem maiores que grande parte da gente grande que se vê nos outros filmes. E nem o 3D parece a mais; sim, é inútil e não se destaca particularmente em nenhum momento, mas consegue a proeza de não tirar cor ou nitidez ao filme. Era de preferir a versão 2D, claro, mas, ainda assim, neste caso nem nos podemos queixar muito&#8230; a não ser do preço.</p>
<p><img src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/toy_story_3_andy.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">É difícil falar de <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. É-o sempre quando um filme nos toca tanto a nível emocional. Poderia fazer aqui um enorme discurso sobre a proeza técnica que é todo o filme, sobre a genialidade da realização em alguns planos que têm mais Cinema que 90% dos filmes que vimos nos bons últimos anos. E, por isso só, o filme seria magnífico. Mas <strong><em>T</em><em>oy Story 3</em></strong> não é apenas muito bom, nem apenas magnífico: é uma Obra-Prima absoluta. É emocionalmente complexo, tem um argumento perfeito e um ritmo todo ele bem definido do início ao fim (acontece tanta coisa que o filme parece até ter mais que hora e meia), e é, simplesmente, uma grande história, com grandes personagens, contada de forma igualmente grandiosa. Quem gostou dos outros dois irá adorar este; quem não gostou, sairá convertido. É uma história universal com valores que falam a qualquer um, e não é por nada que se ouve falar de tanta gente que sai do filme em lágrimas. Não é um filme para adultos, não é um filme para crianças; não é um filme para quem gosta de cinema de animação nem para quem não gosta de cinema de animação; é, apenas, um filme para quem já foi ou é criança, para quem aspira a ser minimamente um ser humano decente. Ou seja, é um filme para qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível explicar por palavras o quão belo é <strong><em>Toy Story 3</em></strong>. Posso dizer que, tendo já visto o filme nos três visionamentos de imprensa feitos, ainda me comovo só de pensar em determinados momentos. Quando um filme é assim tão bom e nos toca tão fundo, é impossível explicar porque é que o faz. É essa a beleza do Cinema e da Arte: não pode ser explicada. Como bem se diz na bela curta que antecede o filme (com um dos mais inovadores usos do 3D visto até agora): as coisas mais belas são as mais misteriosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se dizer que <strong><em>Toy Story 3 </em></strong>é um prodígio técnico, que tem um argumento genial, que o elenco está espectacular (tanto na versão original quanto na portuguesa), e que o filme é, de facto, o melhor do ano até agora. Até se pode elogiar o filme por todas as suas referências cinematográficas, e pela forma exemplar como trabalha todos os seus cenários onde decorre a acção (jardim infantil de dia, campo de concentração à noite; genial). Mas é impossível explicar de forma específica o sentimento de gratidão, de felicidade e de satisfação com que se sai da sala de cinema após os créditos finais. O fim desta história (sim, é mesmo o fim) chegou, e não poderia ser melhor. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é não só o melhor dos três filmes, como cria uma trilogia coesa e magistral. Há aqui mais emoção, mais cinema, mais beleza, mais lágrimas e sorrisos que em qualquer outro filme de imagem real que tenha passado até agora pelas nossas salas este ano. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é, apenas, puro, perfeito, arrebatador Cinema. E, como qualquer filme perfeito e grandioso, é, de certa forma, inexplicável. <strong><em>Toy Story 3</em></strong> é uma Obra-Prima absoluta, e isso apenas pode ser sentido, não explicado.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal de contas, a <em>Pixar</em> pôs-nos a chorar num filme sobre brinquedos; como é que alguma vez se poderá explicar tal feito?</p>
<p><strong>10/10</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Toy Story 3</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Lee Unkrich</strong><br />
Escrito por: <strong>Michael Arndt</strong><br />
Elenco: <strong>Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton <strong>e</strong> Ned Beatty.</strong><br />
Duração: <strong>103 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/toy-story-3-gente-pequena-com-coracao-grande/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como Gerir o Amor: A falta de química</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/como-gerir-o-amor-a-falta-de-quimica/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/como-gerir-o-amor-a-falta-de-quimica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Como Gerir o Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Fred Ward]]></category>
		<category><![CDATA[James Hiroyuki Liao]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Aniston]]></category>
		<category><![CDATA[Management]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Belber]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Zahn]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11610</guid>
		<description><![CDATA[A estreia de Stephen Belber na realização de uma longa-metragem, Management (titulo português, Como Gerir o Amor) não foi um grande sucesso nas bilheteiras americanas, acumulando perto de 1 milhão de dólares. Dois motivos diferentes constituem a razão para isso ter acontecido. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A estreia de <strong>Stephen Belber</strong> na realização de uma longa-metragem, <em><strong>Management</strong></em> (titulo português, <strong>Como Gerir o Amor</strong>) não foi um grande sucesso nas bilheteiras americanas, acumulando perto de 1 milhão de dólares. Dois motivos diferentes constituem a razão para isso ter acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro, foi pela falta de química entre os protagonistas, e a segunda pela falta de qualidade do próprio filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/15management_600.jpg" alt="" width="600" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Management</strong></em> conta a história de Mike (<strong>Steve Zahn</strong>), que leva uma vida calma, é gerente nocturno no hotel dos pais e não tem namorada, basicamente podemos dizer que não tem vida própria. Até que Sue (<strong>Jennifer Aniston</strong>), vendedora de quadros para hotéis, aluga um quarto no mesmo hotel. Quando Mike descobre a existência de Sue, apercebe-se que nunca tinha conhecido ninguém tão interessante numa cidade tão pequena nos EUA como a dele. Mike a partir desse momento faz tudo para conquistá-la, mas missão que será difícil, já que Sue não está disposta a ter uma relação como ele deseja. De volta a casa, Sue, volta para o seu ex-namorado Jango (<strong>Woody Harrelson</strong>). Mike não consegue aguentar o desejo de voltar a ver Sue, então decide ir ter com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste conjunto de personagens, claramente destaca-se Jango, que em cada vez que aparece consegue roubar a cena, muito graças à falta de qualidade do casal protagonista. Não entendam que digo que <strong>Aniston</strong> ou <strong>Zahn</strong> representam mal, não é disso que se trata, neste filme tem uma actuação muito satisfatória, mas as suas personagens é que não tem a mesma qualidade. A falta de química dos dois protagonistas como referi em cima, deveu-se principalmente a escassa originalidade das personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/management17.jpg" alt="" width="600" height="310" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Management</strong></em> tenta mostrar o amor da maneira real como ele é, mas a maneira usada, não cativa o espectador e em certas partes torna-se secante, banal e acaba até por começar a tornar-se previsível, mas acaba por ter um bom <em>twist</em> perto do final, o que muda a perspectiva do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jennifer Aniston</strong>, mais uma vez, mostra a má escolha de papéis que a tem acompanhando ao longo dos últimos anos. <strong>Steve Zahn</strong> tem uma interpretação ao seu estilo, em que não existe nada de relevante a criticar.</p>
<p style="text-align: justify;">A finalizar, é um filme bem realizado, com uma boa fotografia, bastante notória nos bons planos da cidade principal da película. Está é mais uma comédia romântica que tenta ser diferente, mas junta-se a lista das descartáveis. Para os espectadores menos exigentes, pode ser um bom filme de domingo à tarde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <strong>Management</strong><br />
Realizado por: <strong>Stephen Belber</strong><br />
Escrito por: <strong>Stephen Belber</strong><br />
Elenco: <strong>Jennifer Aniston</strong>, <strong>Steve Zahn</strong>, <strong>Fred Ward</strong>, <strong>James Hiroyuki</strong> <strong>Liao</strong> e <strong>Woody Harrelson</strong><br />
Duração: <strong>94 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/como-gerir-o-amor-a-falta-de-quimica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Inception &#8211; A Origem: Um Sonho de Blockbuster</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/inception-a-origem-um-sonho-de-blockbuster/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/inception-a-origem-um-sonho-de-blockbuster/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 17:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[A Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Inception]]></category>
		<category><![CDATA[joseph gordon-levitt]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11676</guid>
		<description><![CDATA[Inception é um grande filme não só pelas incríveis set pieces e pelos altíssimos valores de produção que transparecem em cada cena: é um grande filme porque tem, acima de tudo, grandes ideias. O grande filme de entretenimento do ano chegou, e é das obras mais artisticamente notáveis que veremos todo o ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando <strong><em>O Cavaleiro das Trevas</em></strong> saiu, lembro-me de o terem chamado de &#8220;<em>blockbuster</em> inteligente&#8221;. Lembro-me de ter sido um sucesso de bilheteira absolutamente esmagador, de ter sido um dos melhores filmes do ano, de ter sido nomeado aos Óscares, e lembro-me também de ser, apesar de tudo, um <em>blockbuster</em>; um filme supostamente comercial e feito por um grande estúdio, portanto. E era-o, de facto&#8230; mas não foi por isso que deixou de ser tudo aquilo que disse atrás e também talvez um dos mais fascinantes <em>thrillers</em> policiais que a década nos trouxe (<strong>Michael Mann</strong> ficaria tão, tão orgulhoso). <strong>Christopher Nolan</strong> fez, portanto, um pequeno milagre: um filme que apelou às massas não com entretenimento fácil mas antes com um engenhoso argumento interpretado por fabulosos actores (Óscar merecido para <strong>Ledger</strong>). <strong><em>O Cavaleiro das Trevas</em></strong> foi um filme inteligente, sério, que apesar destas características conseguiu ser um dos maiores sucessos do ano tanto a nível artístico como a nível comercial; uma grande produção que aspirava não só a grandes cenários e a grandes cenas de acção: aspirava também a grandes ideias e a grandes personagens. E chegava lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é, portanto, assim tanto de admirar que Nolan volte agora a fazer o mesmo naquela que é, a todos os níveis, a mais ambiciosa produção cinematográfica do ano. <strong><em>Inception</em></strong> é um grande filme não só pelas incríveis <em>set pieces</em> e pelos altíssimos valores de produção que transparecem em cada cena: é um grande filme porque tem, acima de tudo, grandes ideias. O grande filme de entretenimento do ano chegou, e é das obras mais artisticamente notáveis que veremos todo o ano. E, mais uma vez, as palavras <em>&#8220;blockbuster&#8221;</em> e &#8220;inteligente&#8221; podem ser usadas ao lado uma da outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/inception-2.jpg" alt="" width="464" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Inception</em></strong> não será, talvez, o filme que muitos querem. É, afinal de contas, acima de tudo um filme de acção; um <em>heist movie</em> onde uma determinada equipa tem de executar uma missão. O filme rege-se pelas regras do género mas, tal como seria de esperar de <strong>Nolan</strong>, leva-as a um nível totalmente novo. Eis um filme orquestrado até ao mais ínfimo pormenor, onde o espectador é sugado do início ao fim para um mundo complexo e onde tudo decorre a um ritmo absolutamente vertiginoso; <strong><em>Inception</em></strong> começa a abrir, e nunca abranda. Quem esperar um filme que aposta mais numa vertente psicológica sairá, muito provavelmente, desiludido. O filme pode dar-nos a volta à cabeça, sim, mas mais com o seu ritmo frenético e com as suas complexas reviravoltas que propriamente com diálogos calmos e inteligentes. Mais uma vez, repito: <strong><em>Inception</em></strong> começa a abrir, e não abranda. Nunca.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem esperar entretenimento simples e sem grandes pretensões deverá procurar noutro sítio. &#8220;Ambição&#8221; é aqui a palavra-chave, e este é um filme onde os grandes valores de produção foram usados no desenvolvimento de grandes conceitos e de grandes ideias. Nolan pega em nós e leva-nos para o seu próprio mundo, onde sonhos são criados dentro de sonhos, onde o subconsciente humano (onde, claro, tudo pode acontecer) é palpável e real, e onde as geurras podem ser travadas não com bombas ou armas mas com ideias plantadas na mente do adversário. Falar da trama de <strong><em>Inception</em></strong> é estragar o prazer de descobrir todas aquelas grandes, grandes ideias que Nolan trouxe do papel (foi ele mesmo que escreveu o argumento) ao ecrã. Eis aquele que é, talvez, um dos filmes mais ambiciosos do cinema contemporâneo; grandes meios usados em grandes ideias.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja este o filme em que <strong>Nolan</strong> mostra bem o quão bom pode ser como realizador e o quão imaginativa é a sua mente. A fotografia é magnífica e o filme visualmente é um espanto na forma como cria os seus cenários absolutamente grandiosos que acabam eles próprios por se mover e interagir com as personagens (aquela cena sem gravidade é das coisas mais espectaculares que veremos em muito, muito tempo); engane-se quem espera muitos efeitos visuais&#8230; aquela cena que vemos no trailer da cidade a dobrar-se sobre si mesma acaba por reflectir o próprio filme em natureza, sim, mas aqui tudo parece real e feito de forma quase manual. Os efeitos visuais estão lá, sim, mas de forma subtil à excepção de uma ou outra cena. Tudo parece real e palpável&#8230; e tendo em conta que este é um filme que lida com o subconsciente humano (cujo potencial é infinito), creio que dá para ter bem uma ideia do nível de produção e ambição que se pode encontrar no filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/inception-5.jpg" alt="" width="492" height="329" /></p>
<p style="text-align: justify;">E se o elenco parece fenomenal, é porque é mesmo. <strong>DiCaprio</strong> carrega o filme às costas com a sua complexa personagem, sobre a qual todo o filme se centra, e dá mais uma espectacular interpretação depois de ainda este ano nos ter brindado com um magnífico trabalho em <strong><em>Shutter Island</em></strong>; <strong>Marion Cotillard</strong> está&#8230; bem, perfeita; <strong>Joseph Gordon-Levitt</strong> tem tanto carisma que devia ser crime, e capta a atenção do espectador sempre que entra em cena; <strong>Tom Hardy</strong> transpira estilo por todos os poros, e a sua personagem é realmente das mais cativantes que vemos no ecrã; e <strong>Ken Watanabe</strong> quase que sai do filme como um novo herói de acção. Apenas <strong>Ellen Page</strong> está meramente decente, não se destacand em nenhum aspecto em particular; algo normal, já que a sua personagem serve, em grande parte, apenas como guia do espectador não só pelo filme mas, também, pela própria mente da personagem de <strong>DiCaprio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia? Fenomenal, tal como já o era em <em><strong>O Cavaleiro das Trevas</strong></em>. A banda-sonora? Das melhores que veremos este ano, facilmente o melhor trabalho de <strong>Hans Zimmer</strong> nos bons últimos anos. O argumento? Complexo, mas coeso e sem falhas; basta ao espectador prestar atenção, e tem ali tudo o que precisa de saber. O filme é perfeito? Não. Falha, talvez, a nível dramático. As personagens secundárias não são muito desenvolvidas e cenas nas quais Nolan tenta, obviamente, criar grande impacto dramático acabam por acertar um pouco ao lado.  O equilíbrio entre criar este grande universo e entre contar uma história com personagens emocionalmente afectivas acaba por nem sempre ser alcançado. O espectador rala-se com a personagem principal e interessa-se com toda a sua história, mas momentos que poderiam ser realmente grandiosos a um nível emocional nunca o chegam realmente a ser. Ainda assim, aquela cena final consegue comover o espectador, e esta é apenas uma pequena falha num filme que consegue realmente agarrar o espectador em todos os aspectos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/INCEPTION-005.jpg" alt="" width="447" height="268" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que dizer de <strong><em>Inception</em></strong>? Que é um filme raro na forma como é uma grande produção com grandes e originais ideias por trás? Que todos os actores estão óptimos? Que é o filme que mais entretenimento proporcionou este ano, e que o faz de forma inteligente e nunca superficial? Que tem duas horas e meia mas que, com aquele ritmo vertiginoso (tão, tão bem gerido), mais parece ter noventa minutos? Que a última hora de filme é toda ela um grandioso, incrível e épico <em>clímax</em> como não víamos há muito, muito tempo? Falar de <strong><em>Inception</em></strong> é útil apenas se for para convencer alguém a ir vê-lo. Certamente não agradará a todos (tal como já disse, não será o filme que muitos querem que seja e quem procurar entretenimento fácil terá mesmo de procurar noutro sítio), mas é um filme único que deve ser visto por todos. Tenho feito aqui no Espalha-Factos críticas a praticamente todos os <em>blockbusters</em> que têm saído este Verão; <strong><em>Iron-Man 2</em></strong>, <strong><em>Prince of Persia</em></strong>, <strong><em>Robin Hood</em></strong>, etc&#8230; e em todos me queixo de falta de ideias, de serem filmes genéricos. Nolan fez com todo o dinheiro que lhe deram algo que mais ninguém se atreveu a fazer: usou-o nas suas próprias ideias, nos seus próprios conceitos e foi ambicioso ao ponto de tentar criar a mais memorável, original e inteligente grande produção do ano. E foi bem sucedido. <em><strong>Inception</strong></em> é um grande filme de acção assente em novas ideias, onde cada <em>setpiece</em> se liga à que vem a seguir e onde cada linha de diálogo contém algo de importante. É um filme tão bem orquestrado, tão bem criado e pensado, que dá realmente vontade de bater palmas. Este é não só o filme com um dos maiores orçamentos do ano, é também o que tem com as maiores ideias. É divertido, é frenético, é inteligente, e é um triunfo artístico. <strong>Nolan</strong> acredita e aposta naquilo que tantos estúdios e cineastas renegam: um <em>blockbuster</em> pode não ser só uma grande produção, pode ser também um grande filme. O rapaz prodígio voltou, fez-nos acreditar novamente, e trouxe consigo o mesmo que da outra vez: uma magnífica obra de arte. <strong><em>Inception </em></strong>é, simplesmente, do melhor que veremos este ano em sala.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Inception</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Christopher Nolan</strong><br />
Escrito por: <strong>Christopher Nolan</strong><br />
Elenco: <strong>Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy e Ken Watanabe.</strong><br />
Duração: <strong>147 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/inception-a-origem-um-sonho-de-blockbuster/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8216;Contraluz&#8217;: Um lugar ao Sol</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/contraluz-um-lugar-ao-sol/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/contraluz-um-lugar-ao-sol/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cristina Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[antonio feio]]></category>
		<category><![CDATA[Contraluz]]></category>
		<category><![CDATA[Evelina Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Fragata]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Mania]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Maló]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Bailey]]></category>
		<category><![CDATA[Skyler Day]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11679</guid>
		<description><![CDATA[Muito se tem especulado acerca deste Contraluz. E é caso para isso: já todos vimos os trailers divulgados e ansiámos por mais informação acerca da história (ou histórias) que compõem o filme. É um bom drama à la Hollywood, um orgulho para o cinema português e, quem sabe, um passo em frente nesta indústria que precisa urgentemente de um impulso para se lançar definitivamente no mercado internacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/25523_1267941734101_1096531795_30715910_4618266_n.jpg" alt="" width="604" height="290" /></p>
<p style="text-align: justify;">Muito se tem especulado acerca deste <strong><em>Contraluz</em></strong>. E é caso para isso: já todos vimos os trailers divulgados e ansiámos por mais informação acerca da história (ou histórias) que compõem o filme. Fala-se em ficção científica, imaginam-se coisas malucas, como naves voadoras, extraterrestres e bichos estranhos. Nada disso, desenganem-se. É um bom drama à la <em>Hollywood</em>, um orgulho para o cinema português e, quem sabe, um passo em frente nesta indústria que precisa urgentemente de um impulso para se lançar definitivamente no mercado internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa começa logo por atrair as atenções: fala-se em diferentes personagens e diferentes situações, que as colocam à beira do desespero. No entanto, algo de extraordinário acaba por acontecer e mudará para sempre as suas vidas, quem sabe voltando a colocá-las no caminho da felicidade. Um homem que pensa no suicídio como solução para os seus problemas mas que é demovido por um GPS. Uma rapariga que, estranhamente, consegue salvar a sua vida através de palavras que ouve. Um rapaz que não se consola com a morte da namorada. Estas são apenas algumas das histórias que compõem o universo criado por <strong>Fernando Fragata</strong>, e destas não vale a pena falar mais. O filme perderia toda a graça e o argumento diria muito menos aos espectadores se fosse mais divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;">Há que referir, em primeiro lugar, este mesmo argumento. Com falas inteligentes e sensatas, torna-se o elemento primordial do filme e carrega uma elevada carga emotiva, fazendo com que qualquer espectador se identifique com as personagens e as histórias retratadas. Tem os seus clichés, é certo, e a sua previsibilidade. Mas o que é uma ideia original senão uma ordenação inteligente de outras ideias já existentes? É isso que <strong>Fernando Fragata</strong> consegue neste <strong><em>Contraluz</em></strong>, criando um argumento excelente e transmitindo ainda uma importante lição de vida e uma mensagem para todos os espectadores: aproveitem a vida, não deixem nada por fazer, tenham esperança e acreditem na vida e nas vossas capacidades, porque milagres acontecem e coincidências também, apesar de o destino ser feito por nós. No fundo, a mensagem que o actor <strong>António Feio</strong> deixou após visualizar o filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21144752.png" alt="" width="599" height="265" /></p>
<p style="text-align: justify;">A realização de Fragata merece também um ponto positivo. Bem coordenada com a música de <strong>Nuno Malo</strong> &#8211; excelente ao longo de todo o filme, acompanhando o argumento nos seus altos e baixos emocionais -, consegue transmitir não só o que está à vista de todos mas também o que está por detrás, mostrando tanto os longos planos desérticos dos Estados Unidos como o mais pequeno pormenor relativo a cada uma das personagens. Se virmos bem, acaba por ser um filme de pormenores &#8211; de pequenas histórias dentro de cada história, qual delas a mais genial em termos argumentativos -, pormenores esses que contribuem para a boa realização de todo o filme. E, se estivermos mesmo atentos e nos deixarmos embarcar na viagem de <em><strong>Contraluz</strong></em>, conseguimos até prever o que vai acontecer de seguida.</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguimos fazê-lo até ao final do filme, quando algo acontece que nos abala ligeiramente. Para os mais críticos, penso que o final surpreendente (e é surpreendente, acreditem) irá agradar e contribuir para uma nota mais elevada a dar à produção portuguesa. Para aqueles que queriam apenas passar um bom bocado no cinema, provavelmente será ligeiramente desagradável. Mas faz parte da mensagem do filme e de tudo o que este pretende transmitir, e em termos generalizados acaba por ser, de novo, uma pérola do argumento de <strong>Fragata</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia é, por sua vez, espantosa. As paisagens repletas de cores quentes e os desertos arenosos compõem o cenário, mostrando a América profunda e a forma como um português já algo americanizado vê aquele país. E já que falamos dos Estados Unidos e da rodagem integral do filme no deserto americano, falemos também do facto de este ser falado em inglês. Tratando-se de <strong><em>Contraluz </em></strong>um filme sobre várias histórias imaginadas especialmente para os Estados Unidos, não o imagino interpretado em português e com actores exclusivamente portugueses. O facto de ser em inglês não só lhe dá mais oportunidades de sucesso nos mercados internacionais, como lhe confere a consistência e a coerência necessárias ao próprio argumento, que resulta na perfeição enquanto história americana, contendo, claro, alguns elementos que destacam o seu portuguesismo intrínseco.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21144530.png" alt="" width="606" height="287" /></p>
<p style="text-align: justify;">E para esta fusão de culturas e histórias muito contribui o elenco misto, composto por actores portugueses, como <strong>Joaquim de Almeida, Evelina Pereira</strong> e <strong>Ana Cristina Oliveira</strong>, e pelos actores americanos <strong>Michelle Mania, Scott Bailey</strong> e <strong>Skyler Day</strong>, entre muitos outros. Quem viu o trailer já teve oportunidade de assistir a uma das cenas mais emblemáticas do filme &#8211; a cena do GPS &#8211; e comprovar que <strong>Joaquim de Almeida</strong> continua a ser o grande actor a que nos habituámos. Relativamente a <strong>Skyler Day</strong> e <strong>Scott Bailey</strong>, são dois jovens que agradecemos a <strong><em>Contraluz</em></strong> por nos ter apresentado: ainda com poucos filmes no currículo, conseguem aqui papéis de destaque que os podem dar a conhecer ao público nacional e internacional. <strong>Michelle Mania</strong> encontra-se também perfeita para o papel que lhe coube. Os restantes acabam por cumprir muito bem as suas funções e por conferir ao filme a sua carga emocional muito intensa, que caracteriza todas as personagens, tornando este um filme para todas as idades e feitios.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que existem pequenas falhas. Podemos falar de uma realização algo amadora no início, talvez propositada, mas que parece não resultar muito bem nos contextos. Podemos referir a música um pouco exagerada em certas partes do filme e demasiado alta para se ouvirem bem as vozes das personagens. Podemos estranhar bastante o facto de uma personagem muito secundária, ela própria bizarra mas em qualquer importância para a história, estar a ouvir “<em>Ai chega chega chega chega a minha agulha…</em>” num daqueles motéis de estrada tipicamente americanos – a grande marca popular portuguesa do filme. Podemos considerar alguns diálogos demasiado longos – muitos deles poderiam ter sido reduzidos para não quebrar o ritmo do filme – e algumas situações absolutamente desnecessárias para o desenrolar da acção, que parecem algo despropositadas na generalidade do filme, bem como podemos considerar algumas repetições de cenas desnecessárias para a coesão do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, é um filme muito bom, marcado essencialmente pelo argumento interessante e apelativo, que acaba por não desiludir relativamente à grande expectativa que tem sido criada à sua volta nas últimas semanas. E olhem que tem sido muita. Não vi nenhum dos anteriores trabalhos de <strong>Fernando Fragata</strong>, mas impressionei-me com o homem corajoso que atravessa difíceis condições de filmagem e aposta numa história original e algo americanizada para voltar a tentar destruir os dogmas que ainda caracterizam o cinema português. É exactamente desta ousadia que precisamos: comédias como <strong><em>A Bela e o Paparazzo</em></strong> conseguem abanar a estrutura e fazer ver que o cinema português em português pode ir mais longe. Mas filmes como <strong><em>Contraluz</em></strong>, apesar de rodados em inglês e nos EUA, conseguem mostrar a existência de talento e de vontade para levar o nosso bom nome além-mar, e por isso mesmo a necessidade de emergência de apoios para o cinema português poder finalmente singrar no nosso país e abandonar a ponta mais ocidental da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/cinema/Capturadeecr-2010-07-21150021.png" alt="" width="601" height="257" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não é um filme perfeito, mas também não lhe assim tão muito longe. Toca-nos cá dentro, faz-nos sorrir e chorar pelas mais pequenas coisas, agrada-nos e engole-nos do início ao fim. Ficamos sempre na expectativa do que acontecerá a seguir, voltamos atrás no tempo para compreender algumas situações e nunca as analepses cinematográficas nos pareceram mais sensatas. Posso muito bem dizer que, surpreendendo, é um orgulho para nós, cidadãos portugueses, vermos finalmente um filme assim e podermos dizer que foi um português que o escreveu e realizou; que foi uma enorme equipa portuguesa que o ajudou a concretizar. E nesse aspecto é um filme que roça a perfeição, não técnica, mas emocional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8,5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título Original: <strong><em>Backlight / Contraluz</em></strong><br />
Realização e Argumento: <strong>Fernando Fragata</strong><br />
Elenco: <strong>Joaquim de Almeida, Ana Cristina Oliveira, Evelina Pereira, Scott Bailey, Skyler Day, Michelle Mania</strong><br />
Duração: 105 minutos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/contraluz-um-lugar-ao-sol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia e Noite: Um romance de fogo</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/dia-e-noite-um-romance-de-fogo/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/dia-e-noite-um-romance-de-fogo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 23:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Noras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[cameron diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Dia e Noite]]></category>
		<category><![CDATA[James Bond]]></category>
		<category><![CDATA[Knight and Day]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Bay]]></category>
		<category><![CDATA[Mr. & Mrs. Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11413</guid>
		<description><![CDATA[Esta comédia romântica cheia de acção, que adopta um conceito um pouco similar ao de Mr. &#038; Mrs. Smith, funde as armas com o amor, criando um efervescente blockbuster de verão. Mesmo aqueles que, como eu, apreciam pouco estes protótipos de cinema comercial, prontos apenas para fazer render nas bilheteiras, terão que admitir que, apesar de todas as gafes artísticas, Dia e Noite é uma película de qualidade que proporciona uma óptima experiência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O cinema é um mundo repleto de surpresas. Umas boas, outras más. <strong><em>Dia e Noite</em></strong> (de título original <strong><em>Knight and Day</em></strong>) poderá ser para alguns, como foi para mim, uma agradável surpresa. Esta comédia romântica cheia de acção, que adopta um conceito um pouco similar ao de <strong><em>Mr. &amp; Mrs. Smith</em></strong>, funde as armas com o amor, criando um efervescente <em>blockbuster</em> de verão. Mesmo aqueles que, como eu, apreciam pouco estes protótipos de cinema comercial, prontos apenas para fazer render nas bilheteiras, terão que admitir que, apesar de todas as gafes artísticas, <strong><em>Dia e Noite</em></strong> é uma película de qualidade que proporciona uma óptima experiência.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Knight-and-Day-2058.jpg" alt="" width="574" height="358" /></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro factor que diferencia este filme de qualquer outra comédia padronizada é o seu arranque particularmente empolgante. O encontro entre <em>June</em><em> </em> (<strong>Cameron Diaz</strong>) e <em>Roy</em><em> </em> (<strong>Tom Cruise</strong>) num aeroporto, acompanhado por uma sonoridade bastante aprazível, recria o exacto ambiente de mistério e suspense propício para nos apegarmos de imediato à personagem de<strong> </strong><strong> </strong><strong>Cruise</strong><strong> </strong>. <em>Roy</em><em> </em> é um estranho homem, charmoso e bastante seguro de si, que alberga na sua personalidade uma mistura de <em>Don Ruan </em><em> </em>com o<em> </em><em>Exterminador</em><em> </em>. <em>June</em><em> </em>, apesar de não ser tão apelativa quanto <em>Roy</em><em> </em>, não deixa de chamar a atenção pela ligeira originalidade do seu comportamento. Mas é sem dúvida a intersecção primária entre as duas personagens principais, assim como no resto do filme, a verdadeira relíquia de<em> </em><em> </em><strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em> </em></strong>, visto que foge bem aos chavões e clichés usuais neste tipo de filme, tanto nas situações concretas como nos diálogos. Assim, a narrativa arranca com uma dupla de personagens entusiasmantes e intrigantes, principalmente a de <em>Roy</em><em> </em>, e uma acção minimamente atraente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/knight-and-day-movie-still-09-1.jpg" alt="" width="578" height="262" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O resto do filme não se afasta muito das premissas iniciais, o que poderá justificar a gradual perca de ritmo. <em>Roy</em><em> </em> vai demonstrando as suas capacidades de <em>James Bond</em><em> </em>, com cenas que fazem lembrar um qualquer filme de <strong>Michael Bay</strong>, e <em>June</em><em></em>, espantada com o pedaço de homem que encontrou, vai-se apaixonar e acompanhar este aventureiro. Algo que já todos vimos, é verdade. Contudo, a simplicidade e pouca originalidade do argumento não impede que, para além das óptimas cenas de acção, visualizemos momentos, que não direi de arte, mas que se aproximam desta. E essa (quase) arte nasce, não só da boa profundidade que deram à personagem <em>Roy</em><em></em>, mas principalmente do excelente trabalho de actor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/291p4ix.jpg" alt="" width="654" height="273" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tom Cruise</strong><strong></strong> é, portanto, o verdadeiro génio cinematográfico de todo este projecto. Podemos até dizer, com firmeza, que <strong>Cruise</strong> faz a diferença, tornando <strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em></em></strong> numa comédia romântica com algo a acrescentar e não apenas um <em>fast-food</em><em></em> cinematográfico. Podemos tecer mil comentários pejorativos acerca do senhor <strong>Cruise</strong><strong></strong>, mas é inevitável reconhecer o tremendo actor que ele é. Este filme é a prova. Sem <strong>Cruise</strong><strong></strong>, <em>Roy</em><em></em> perdia toda a aura de <em>outsider</em><em></em> justiceiro e de romântico encantador. A segurança de <strong>Cruise</strong><strong></strong>, aproxima-nos de <em>Roy</em><em></em>, fazendo-nos ver nele um herói, daqueles que só aparecem nos grandes clássicos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Tom_Cruise_og_Camer_142778a.jpg" alt="" width="640" height="320" /></p>
<p style="text-align: justify;">Porém, este romance de fogo, não deixa de ter pecados mortais. A própria narrativa não é propriamente um deslumbramento para o nosso imaginário. O seu esqueleto não foge às comédias românticas comerciais. O seu objectivo não deixa de ser essa mesma comercialidade (uma comercialidade bem conseguida, diga-se de passagem).<strong> </strong><strong><em>Dia e Noite</em></strong> é um filme com pouca profundidade estética e intelectual? Sim é. <strong><em>Dia e Noite</em></strong><strong><em> </em></strong>tem todos os pontos que caracterizam negativamente as comédias românticas? Sim tem. <strong><em>Dia e Noite</em></strong> é um futuro clássico? De certeza que não. Mas tem algo que supera esses preconceitos prévios: Um conceito excitante, que puxa pelos apaixonados da acção e pelos apaixonados do romance, um magnetizante desempenho por parte do Sr. <strong>Cruise</strong> e uma construção cinematográfica suficientemente sólida para não se deixar cair em nenhuma lacuna muito profunda.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderá ser só um filme para entreter, mas fá-lo com qualidade e alguma classe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>7/10</strong></p>
<p><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Knight and Day</em><span style="font-weight: normal;">.</span></strong></p>
<p>Realizado por: <strong>James Mangold</strong>.</p>
<p>Escrito por: <strong>Patrick O&#8217;Neill</strong>.</p>
<p>Elenco: <strong>Tom Cruise</strong>, <strong>Cameron Diaz, Peter</strong><strong> Sarsgaard</strong> e <strong>Paul Dano</strong>.</p>
<p>Duração: <strong>109 minutos</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<span class="sfforumlink"><a href="http://www.espalha-factos.com/efforum/cinema/dia-e-noite-um-romance-de-fogo">Comenta no fórum</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/dia-e-noite-um-romance-de-fogo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Escritor Fantasma: Puzzle de Mestre</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/o-escritor-fantasma-puzzle-de-mestre/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/o-escritor-fantasma-puzzle-de-mestre/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Ewan McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[kim catrall]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[O Escritor Fantasma]]></category>
		<category><![CDATA[pierce brosnan]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[robert harris]]></category>
		<category><![CDATA[roman polanski]]></category>
		<category><![CDATA[the ghost writer]]></category>
		<category><![CDATA[thriller]]></category>
		<category><![CDATA[tom wilkinson]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11429</guid>
		<description><![CDATA[Sem dúvida um dos melhores do ano até agora, O Escritor Fantasma  é um filme que foi obviamente feito por alguém com a experiência e o talento de um mestre. Não é perfeito (demora, talvez, demasiado tempo a arrancar), mas lá perto caminha, e é de longe dos filmes mais entusiasmantes e energéticos que podemos ver nas nossas salas de cinema de momento. Tudo significa algo, cada cena é uma peça e cada personagem é um peão: eis um filme que é como um verdadeiro puzzle de paranóia e claustrofobia, onde o espectador é verdadeiramente sugado à medida que cada peça lentamente encaixando no sítio. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong>, o novo filme de <strong>Roman Polanski</strong>, é um excelente <em>thriller</em> não tanto pelas óptimas interpretações, nem pela magnífica fotografia, nem pela banda-sonora que assenta ao milímetro no tom do filme; é um dos melhores filmes do ano porque está, simplesmente, construído de uma forma rigorosamente magistral.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme começa simples, quase <em>light</em>, e acaba complexo e com o espectador agarrado à cadeira. Ao início a história parece directa, nada de mais, sem grandes temáticas&#8230; mas tudo se vai desenrolando de forma tão calculada e perfeita que quando dá por si o espectador está a meio do filme paralisado e ansioso por saber mais e sem fazer a mínima ideia do que se poderá passar a seguir. Isto sim, é um bom <em>thriller</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa é simples: <strong>Ewan McGregor</strong> (exemplar, numa bela interpretação) é um escritor fantasma que aceita o trabalho de acabar de escrever as memórias do antigo primeiro ministro britânico (<strong>Pierce Brosnan</strong>, aqui a usar a sua presença e carisma na perfeição), apenas para lentamente começar a descobrir que nada é o que parece.É impossível ir além disto sem falar de algum pormenor importante à trama, dada a forma coesa e rígida com que tudo foi construído. Em <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> tudo acontece por alguma razão.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ghostwriter3.jpg" alt="" width="499" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Polanski</strong> criou realmente um<em> thriller</em> exemplar em todos os aspectos, moderno mas com aura clássica. Cada personagem tem a sua importância, cada linha de diálogo o seu objectivo, e cada cena parece lentamente encaixar num todo. Tudo isto resulta de forma perfeita também muito graças a um elenco absolutamente genial. <strong>Brosnan</strong> (que tem menos tempo de antena que aquele que seria de esperar) tem uma presença imponente e por vezes assustadora, exactamente o necessário para a personagem que interpreta; <strong>McGregor</strong> está perfeito num misto de ingenuidade e puro desejo de saber a verdade, interpretando um herói que é, na realidade, apenas um homem atirado para o meio de uma situação que não consegue controlar; e pelo meio ainda há <strong>Kim Catrall</strong> (sim, a do <strong><em>Sexo e a Cidade</em></strong>) surpreendente, interpretando de forma espectacular uma personagem muito diferente daquilo a que estamos habituados a ver dela, e <strong>Tom Wilkinson</strong> num dos mais ameaçadores papéis da trama, que em pouco tempo de antena consegue criar alguns dos melhores momentos do filme (uma cena de diálogo, em particular, é um dos pontos mais altos de todo o filme). Até <strong>James Belushi</strong> está óptimo!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/ghost-writer-2.jpg" alt="" width="484" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Polanski</strong> é um grande contador de histórias e este filme é exemplo disso mesmo: <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> é acima de tudo uma história espectacularmente bem contada do início ao fim, crescendo lentamente ao longo de duas horas de duração. A paranóia da personagem principal acaba por, a certo ponto, afectar o espectador, que fica sem saber em quem confiar nem o que poderá suceder a seguir. Todo o filme vai lentamente construindo uma camada de tensão, medo e paranóia que consegue prender quem está de fora da tela, que fica com as unhas pregadas à cadeira sem fazer a mínima ideia do que fazer a seguir. E depois há aquele final, claro; genial em todos os aspectos, e uma das melhores cenas que veremos este ano nas nossas salas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida um dos melhores do ano até agora, <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> é um filme que foi obviamente feito por alguém com a experiência e o talento de um mestre. Não é perfeito (demora, talvez, demasiado tempo a arrancar), mas lá perto caminha, e é de longe dos filmes mais entusiasmantes e energéticos que podemos ver nas nossas salas de cinema de momento. Tudo significa algo, cada cena é uma peça e cada personagem é um peão: eis um filme que é como um verdadeiro puzzle de paranóia e claustrofobia, onde o espectador é verdadeiramente sugado à medida que cada peça vai lentamente encaixando no sítio. Com este filme e com os que virão em breve (<strong><em>Inception</em></strong>, <strong><em>Toy Story 3</em></strong>&#8230;)Parece que o Verão está, finalmente, a melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>The Ghost Writer</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Roman Polanski</strong><br />
Escrito por: <strong>Robert Harris e Roman Polanski</strong>, baseado no livro de <strong>Robert Harris</strong><br />
Elenco: <strong>Ewan McGregor, Kim Catrall, Pierce Brosnan </strong>e<strong> Tom Wilkinson.</strong><br />
Duração: <strong>128 minutos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/o-escritor-fantasma-puzzle-de-mestre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Shrek Para Sempre: Final Infeliz</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/shrek-para-sempre-final-infeliz/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/shrek-para-sempre-final-infeliz/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 09:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[cameron diaz]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Eddie Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Myers]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[sequela]]></category>
		<category><![CDATA[Shrek Forever After]]></category>
		<category><![CDATA[shrek para sempre]]></category>
		<category><![CDATA[ultimo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11197</guid>
		<description><![CDATA[Poucas ideias, trama absolutamente banal, humor em doses muito mais fracas que nos restantes, e personagens que parecem estar a enfeitar; a saga termina com o filme mais fraco da saga. O pouco que há a dizer bem vai para o final do filme, que consegue dar alguma emoção à obra, usando bem todo o afecto que o espectador sente pelas personagens que acompanhou durante estes últimos anos. Este é, ao que parece, mesmo o final da saga. E, infelizmente, com um final destes as saudades não serão muitas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A saga Shrek é uma saga infeliz. Começou bem, continuou bem, depois piorou, e agora termina com um filme francamente medíocre que revela uma notável e triste falta de ideias. <strong><em>Shrek Para Sempre </em></strong>é uma obra feita por alguém em piloto-automático que simplesmente não sabia o que mais fazer. A própria premissa parece, por si só, bastante fraca: Shrek é enganado a assinar um acordo mágico que faz com que o mundo fosse como se este nunca tivesse nascido. O que é isto? <strong><em>It&#8217;s a Wonderful Life </em></strong>versão ogre? A premissa parece dum episódio duma série, e não dum filme. E acaba por ser isso mesmo: <strong><em>Shrek Para Sempre </em></strong>tem ideias que talvez dessem para um bom filme, sim&#8230; se o filme fosse apenas de meia-hora.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdadeiramente uma pena que uma saga que começou tão bem acabe desta forma. Não se pedia, claro, o melhor filme da saga; pedia-se apenas um filme minimamente digno. E <strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> não chega de forma alguma a esse patamar. A originalidade dos dois primeiros filmes perdeu-se num filme formulaico e previsível. As personagens já nada têm muito a fazer, e até o pouco potencial que podia haver (o Gato das Botas está gordo, a Fiona é uma guerreira, e o Burro&#8230; o Burro não precisa de nada para ter graça) foi totalmente desperdiçado, e o quarto filme da saga acaba por se perder numa narrativa sem grande interesse ou coesão. De facto, o filme é em si muito fragmentado, sendo este o capítulo que mais tem a ver com Shrek e menos com as outras personagens. Ou seja, menos humor do Burro, menos carisma do Gato das Botas, e cada personagem além da principal parece estar lá para mero enfeite. As poucas novas personagens apresentadas pouco interesse têm, e o vilão deste capítulo, Rumpelstiltskin, é sem a menor dúvida o menos interessante de toda a saga (tal como tudo o resto&#8230;).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/shrek_forever_after-4_08.jpg" alt="" width="472" height="301" /></p>
<p style="text-align: justify;">Além do visionamento de imprensa, estive também na ante-estreia do filme (a fazer cobertura, garanto que não tinha grande intenção de ver o filme pela segunda vez&#8230; mas lá acabou por ser) e a reacção do público, constituído por pais e filhos na sua maia maioria, foi fria. Poucos risos, e os que se ouviram bem fracos foram. Para uma suposta comédia para toda a família, isto não é bom sinal.</p>
<p style="text-align: justify;">E há que mencionar também aquele <em>3D</em>. Mal usado, por vezes desfocando a imagem. Se o <em>3D </em>não é óbvio nem muito usado, então ao menos que não desfoque a imagem. Esta tentativa de fazer render da Dreamworks foi um verdadeiro tiro no pé (<em><strong>Toy Story 3</strong></em><strong>,</strong> que estreará em breve, é um bom exemplo de um <em>3D </em>que não diminui a qualidade da imagem).</p>
<p style="text-align: justify;">Não há muito a dizer sobre <strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> porque o filme simplesmente não tem muito sobre que dizer. Poucas ideias, trama absolutamente banal, humor em doses muito mais fracas que nos restantes, e personagens que parecem estar a enfeitar; a saga termina com o filme mais fraco da saga. O pouco que há a dizer bem vai para o final do filme, que consegue dar alguma emoção à obra, usando bem todo o afecto que o espectador sente pelas personagens que acompanhou durante estes últimos anos. Este é, ao que parece, mesmo o final da saga. E, infelizmente, com um final destes as saudades não serão muitas. Eis um exemplo de uma saga que começa bem e acaba mal. Para uma história que desde o início quis ser uma sátira ao conceito de fábula, bem podiam ter dado ao menos um final feliz.</p>
<p><strong><strong>3/10</strong></strong></p>
<p><strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<p><strong><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Título original: <strong><em>Shrek Forever After</em></strong> Realizado por: <strong>Mike Mitchell</strong><br />
Escrito por: <strong>Josh Klausner</strong> e <strong>Darren Lemke</strong><br />
Elenco: <strong>Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas Walt Dohrn.</strong><br />
Duração: <strong>93 minutos</strong>.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/shrek-para-sempre-final-infeliz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Whisky: O sorriso de papel</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/whisky-o-sorriso-de-papel/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/whisky-o-sorriso-de-papel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Noras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[André Pazos]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Bolani]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Pablo Rebella]]></category>
		<category><![CDATA[Mirella Pascual]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Stoll]]></category>
		<category><![CDATA[sul americano]]></category>
		<category><![CDATA[Whisky]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11018</guid>
		<description><![CDATA[Whisky, um filme uruguaio de 2004, que (só) estreou esta semana em Portugal, é uma jóia cinematográfica que joga com pequenos pormenores, como por exemplo esse sorriso de papel, que nos presenteia, em tom alegórico, com uma fantástica história humana da vida quotidiana e das suas repetidas particularidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um sorriso valerá mais que muitas palavras. Quando é sincero revela contentamento ou alegria. Quando se torna um sorriso de papel, frágil, falso, fingido, revela a instabilidade emocional ou social da pessoa que sorri. <strong><em>Whisky</em></strong>, um filme uruguaio de 2004, que (só) estreou esta semana em Portugal, é uma jóia cinematográfica que joga com pequenos pormenores, como por exemplo esse sorriso de papel, que nos presenteia, em tom alegórico, com uma fantástica história humana da vida quotidiana e das suas repetidas particularidades.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Whisky-001_cmyk.jpg" alt="" width="496" height="349" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong><em>Whisky</em></strong>, acompanhamos a vida monótona de <em>Marta Acuña</em>, interpretada por <strong>Mirella Pascual</strong>, e do seu patrão <em>Jacobo Koller</em>, encarnado por <strong>André Pazos</strong>. <em>Marta</em> passa a maioria das suas horas a trabalhar na fábrica de meias de <em>Jacobo</em>, compilando todos os seus movimentos num rigoroso ritual sistemático que faz com que os seus dias sejam todos iguais. <em>Jacobo</em> segue o exemplo de <em>Marta</em>. Toma o mesmo pequeno-almoço no mesmo café exactamente às mesmas horas da manhã. Abre a sua fábrica, gere a contabilidade, sempre num esquema quase mecânico, como as máquinas de fazer meias da sua fábrica.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/Whisky-003_cmyk.jpg" alt="" width="496" height="347" /></p>
<p style="text-align: justify;">Este carácter da monotonia quotidiana é reforçado, de forma minimamente exemplar, pelos realizadores <strong>Juan Pablo Rebella</strong> e <strong>Pablo Stoll</strong>. A narrativa é montada nesse mesmo esquema de repetições quotidianas, fomentando a ideia da banalidade dos dias de <em>Marta </em>e <em>Jacobo</em>. É aqui que reside grande parte da magia desta película. Na forma tão natural e artística que se expõe visualmente e temporalmente este quotidiano “<em>entediante</em>” de <em>Marta</em> e <em>Jacobo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/whisky-juan-pablo-rebella-e-pablo-s.jpg" alt="" width="675" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;">O ponto de quebra, onde os sorrisos de papel se dão literalmente (mas que no fundo apenas se tornam cada vez mais frágeis), dá-se quando <em>Jacobo</em> propõe a <em>Marta</em> que esta passe por sua esposa durante a visita do seu irmão, <em>Herman Koller</em>, interpretado por <strong>Jorge Bolani</strong>. É durante esta farsa que a subtileza desta obra cinematográfica mostra o seu valor. Este sorriso fingido, esta farsa conjugal, que deveria ser apenas isso mesmo, representa, contudo, a vida que <em>Jacobo</em> e principalmente <em>Marta</em> desejavam ter. É a vida propriamente dita. Aquela que procura outras emoções, mesmo que sejam simples e não muito complicadas. Aquela vida que procura coisas novas dentro dos outros, quando já só vemos o mesmo dentro de nós. É vida que sai do sistema, nem que seja só um pouco. A sua vida real é que é a verdadeira farsa. A farsa é a sua verdadeira vida. Ou pelo menos a sua utopia.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/whisky01.jpg" alt="" width="400" height="264" /></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todas estas qualidades artísticas, <strong>Whisky</strong> não é um filme para todas as audiências. Esta preciosidade uruguaia poderá ser desconsiderada por muitos. Alguns acharão entediante, sem sentido, com pouca acção. Outros dirão que é um filme desprovido de qualquer valor ou conteúdo. A verdade é que <strong>Whisky</strong> não é um filme para todos. Está cheio de deliciosas particularidades e pormenores artísticos que demonstram, por si só, a sua qualidade enquanto obra de arte. <strong>Whisky</strong> é filme para ver, observar e <em>entranhar</em>. Não é um filme de sensações imediatas, mas sim de pequenos (grandes) prazeres.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma película absolutamente recomendável, que vem enaltecer, mais uma vez, o cinema sul americano. Entristece apenas pela falta de apoio e promoção que este cinema tem no mundo e principalmente em Portugal.</p>
<p>9/10</p>
<p><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p>Título original: <strong><em>Whisky.</em></strong><br />
Realizado por: <strong>Juan Pablo Rebella</strong> e <strong>Pablo Stoll</strong>.<br />
Escrito por:<strong> Gonzalo Delgado</strong>, <strong>Juan Pablo Rebella</strong> e <strong>Pablo Stoll.</strong></p>
<p>Elenco: <strong>Mirella Pascual</strong>, <strong>André Pazos </strong>e <strong>Jorge Bolani.</strong></p>
<p>Duração: <strong>99 minutos.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<span class="sfforumlink"><a href="http://www.espalha-factos.com/efforum/cinema/whisky-o-sorriso-de-papel">Comenta no fórum</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/whisky-o-sorriso-de-papel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8216;The Buried Life&#8217; na MTV</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/07/the-buried-life-na-mtv/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/07/the-buried-life-na-mtv/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 20:39:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Honório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Ben]]></category>
		<category><![CDATA[dave]]></category>
		<category><![CDATA[duncan]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Simpson]]></category>
		<category><![CDATA[jonnie]]></category>
		<category><![CDATA[MTV]]></category>
		<category><![CDATA[paris hilton]]></category>
		<category><![CDATA[snooki]]></category>
		<category><![CDATA[the buried life]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=11026</guid>
		<description><![CDATA[É ideia geral que a MTV é um canal repleto de lixo televisivo, onde abunda a futilidade e a ignorância. Pessoas como Paris Hilton, Jessica Simpson ou Snooki, que não fazem rigorsamente nada da vida, são as chamadas "estrelas MTV". E embora a estação tenha perdido o peso cultutral de outros tempos, há expecções que vale a pena serem mencionadas. Excepções como The Buried Life.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É ideia geral que a <strong>MTV</strong> é um canal repleto de lixo televisivo, onde abunda a futilidade e a ignorância. Pessoas como <strong>Paris Hilton</strong>, <strong>Jessica Simpson </strong>ou <strong>Snooki</strong>, que não fazem rigorosamente nada da vida, são as chamadas &#8220;<em>estrelas <strong>MTV</strong></em>&#8220;. E embora a estação tenha perdido o peso cultural de outros tempos, há excepções que vale a pena serem mencionadas. Excepções como <strong><em>The Buried Life</em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://mob576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/musica/buriedlife.jpg" alt="TBL" width="240" height="174" />O conceito é muito simples, quatro amigos: <strong>Duncan</strong>,<strong> Ben</strong>, <strong>Dave</strong> e<strong> Jonnie</strong>, que decidem fazer uma lista. Uma lista de todas as coisas que querem fazer antes de morrer. O programa, até aqui, não seria interessante o suficiente para ser referido como programa de qualidade, e sendo da <strong>MTV</strong> poderia ser mais um daqueles terríveis programas de bebedeira e festa infindáveis sem conteúdo algum. Contudo, <em><strong>The Buried Life</strong></em> explora a irreverência da juventude, impressa no ADN da <strong>MTV</strong>, que, com grande força de vontade, pode conseguir pequenas grandes mudanças.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto os jovens cumprem todas as tarefas da lista, seja jogar<em> basket</em> com <strong>Obama</strong> ou ajudar uma mãe a dar à luz, os quatro rapazes perguntam às pessoas &#8220;<strong><em>O que é que gostaria de fazer antes de morrer?</em></strong>&#8220;. Como já aconteceu no programa, os jovens ajudaram desconhecidos a reencontrar familiares há muito desaparecidos, ou mesmo ajudar um homem para que uma das suas músicas fosse emitida na rádio.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" src="http://mob576.photobucket.com/albums/ss205/PedritoCoelhoPT/musica/the-buried-life-list.jpg" alt="TBL" width="240" height="195" />Apesar da simplicidade e banalidade do formato, a verdade é que é feito com uma realidade e um sentido irreverente excepcionais. Os simples momentos em que os jovens reconfortam uma desconhecida, quando ela descobre que a sua mãe morreu, ou mesmo as suas expressões quando vêem um recém-nascido respirar pela primeira vez, são os que valem a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não se inserir na linha de conteúdo musical,<em><strong> The Buried Life</strong></em> cumpre a tarefa da <strong>MTV</strong>: a de desempenhar um importante papel na estrutura social e cultural da sociedade mais jovem, o sentido de valorização da vida e de personalidade como via de ajuda para os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">É por programas destes que a<strong> MTV </strong>vale a pena.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.mtv.com/shows/buried_life/series.jhtml" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong><em>Site na MTV</em></strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.theburiedlife.com/blog/" target="_blank"><strong><em><span style="color: #800000;">Blog</span></em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Programação</strong><strong>:</strong> &#8220;Repetições: Segunda às 14h15 | Terça na &#8220;Residência MTV U&#8221; | Quarta às  18h20 e 01h20 | Domingo às 12h35 e 21h30&#8243;</p>
<span class="sfforumlink"><a href="http://www.espalha-factos.com/efforum/televisao/the-buried-life-na-mtv">Comenta no fórum</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/07/the-buried-life-na-mtv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Eclipse: Céu Estrelado com Lua Cheia</title>
		<link>http://www.espalha-factos.com/2010/06/eclipse-ceu-estrelado-com-lua-cheia/</link>
		<comments>http://www.espalha-factos.com/2010/06/eclipse-ceu-estrelado-com-lua-cheia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 23:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gonçalo Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[analise]]></category>
		<category><![CDATA[David Slade]]></category>
		<category><![CDATA[Eclipse]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[kristen steart]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[Stephenie Meyer]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Lautner]]></category>
		<category><![CDATA[Twilight]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espalha-factos.com/?p=10890</guid>
		<description><![CDATA[Chegou aquele que é, para muitos, o filme mais aguardado do ano. Após o monumental sucesso dos primeiros dois capítulos, chega agora o terceiro filme da saga Twilight. A promoção faz-se há meses, os fãs estão em pulgas, e o trio amoroso regressa agora para saciar a vontade aos devotos. O Espalha-Factos já viu Eclipse, que estreia amanhã nos cinemas portugueses: podes ler aqui a crítica ao filme.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Chegou aquele que é, para muitos (mesmo muitos), o filme mais aguardado do ano. Após o monumental sucesso dos primeiros dois capítulos, chega agora o terceiro filme da saga <strong><em>Twilight</em></strong>. A promoção faz-se há meses, os fãs estão em pulgas, e o trio amoroso regressa agora para saciar a vontade aos devotos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sou, de forma alguma, um fã de <strong><em>Twilight</em></strong>. Não li nenhum dos livros, gostei do primeiro filme e detestei o segundo. Efectivamente, <strong><em>Lua Nova</em></strong> era um filme onde nada acontecia, sendo o ritmo inexistente e o argumento desprovido de coesão. Depois de um bom início com <strong><em>Crepúsculo</em></strong>, um exemplo de bom entretenimento feito com sensibilidade, <strong><em>Lua Nova</em></strong> destruiu todo o possível potencial da sequela. Com um novo realizador, a saga regressa e pomos a pergunta: É este regresso melhor ou pior do que já foi feito? A resposta é simples: <strong><em>Eclipse</em></strong> é, muito facilmente, o melhor filme da saga até agora.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/eclipse-1.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Este é, surpreendentemente, o melhor <em>blockbuster</em> deste Verão até agora (<strong><em>Kick-Ass </em></strong>não se enquadra propriamente na categoria). Este novo filme da saga <strong><em>Twilight</em></strong> é bem ritmado, com melhores interpretações que os filmes anteriores (até <strong>Pattinson </strong>chega a parecer um actor&#8230; às vezes), com um argumento bem estruturado do início ao fim e algumas magníficas sequências de acção, inexistentes nos capítulos anteriores. <strong><em>Eclipse</em></strong> mantém um bom nível de qualidade do início ao fim, entretendo o espectador com uma história interessante para contar e culminando num clímax para o qual tudo se vai encaminhando desde o início.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto que <strong><em>Lua Nova</em></strong> não ia a lado nenhum, com uma trama desinteressante e um ritmo desigual, o novo filme sabe para onde vai e chega lá muito bem. O desenvolvimento do trio amoroso Bella (<strong>Kristen Stewart</strong>), Jacob (<strong>Taylor Lautner</strong>) e Edward (<strong>Robert Pattinson</strong>) é bem explorado, desenvolvendo as personagens e afastando-se do romantismo lamechas que por vezes de forma tão irritante invadia o segundo capítulo. O filme pega finalmente em todo o potencial existente na saga e usa-o. Boas cenas de acção entre vampiros e lobisomens? Uma boa exploração da rivalidade entre as duas espécies? Uma maior exploração da escolha de Bella entre querer ou não ser transformada em vampira e o que isso implica? Uma exploração realista e directa da relação ambígua entre Jacob e Bella? Está aqui tudo, de forma linear, directa, num argumento bem estruturado que se apoia ainda em bons secundários, com alguns vislumbres do passado da família de Edward a ajudar no aprofundamento de personagens que, caso contrário, seriam meramente decorativas. Estas personagens, principalmente do elenco principal mais experiente, ajudam a criar um filme bem alicerçado e sustentável, depois do desaire do segundo filme, que me deixou as expectativas bem baixas. É ainda de louvar <strong>Bryce Dallas Howard</strong>, que aqui substitui na perfeição<strong> Rachele Lefevre</strong> no papel de Victoria.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/eclipse-2.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong><em>Eclipse</em></strong> vemos a primeira grande surpresa do ano. E esta surpresa deve-se, acima de tudo, a  um nome – <strong>David Slade</strong>, um realizador mais audaz e talentoso que o enfadonho <strong>Chris Weitz</strong> e que com persistência conseguiu levar este pesado navio a um bom porto. É difícil não gostar deste filme, que irá agradar na perfeição tanto aos fãs que deliram com a dupla Pattinson /Stewart como aos espectadores casuais desejosos de ver um mero filme de entretenimento. O resultado final resulta, acima de tudo, graças a uma excelente mistura entre drama e romance de boa categoria e sequências de acção que realmente conseguem entusiasmar.</p>
<p style="text-align: justify;">As duas horas não são demais e o filme passa a correr, graças a um ritmo pautado por alguém que realmente parece ter talento para o assunto. <strong>Slade</strong>, que realizou o magnífico <strong><em>Hard Candy</em></strong>, sabe bem o que quer fazer… e fá-lo: um blockbuster sério e bem concebido, que explora bem as personagens e as suas relações, que agarra o espectador com a sua trama e as suas bem criadas<em> setpieces</em>. É sem dúvida, o filme que mais se rege por uma história contada do início ao fim, oferecendo um certo sentimento de conclusão e resolvendo algumas das várias questões que já se arrastavam desde o primeiro filme. Ficam, claro, ainda algumas pontas por atar, visto faltarem dois filmes para a saga terminar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/5.jpg" alt="" width="500" height="391" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para além disso, este filme faz valer o seu maior orçamento e tudo parece  mais profissional e tecnicamente superior aos capítulos anteriores, não se encontrando cenas risíveis como a da subida à árvore de Edward no primeiro filme (só faltava mostrarem os fios&#8230;). Com mais efeitos visuais que os seus predecessores (os lobisomens, em particular, estão muito melhores, e a batalha que acontece no final está realmente bem encenada) e com cenas que jamais teríamos imaginado nos anteriores filmes, <strong><em>Eclipse</em></strong> resulta como blockbuster de veia dramática, mantendo-se fiel ao espírito de romance adolescente do universo, aqui muito mais adulto e bem trabalhado, sendo facilmente acessível a qualquer um que não seja fã acérrimo da saga graças à trama que é, toda ela, bastante bem trabalhada.</p>
<p style="text-align: justify;">Óbvio que o filme se encontra longe da perfeição: Lautner, Stewart e Pattinson são ainda actores limitados que, apesar de aqui convencerem muito mais (certamente graças a uma boa direcção de actores), por vezes parecem ainda muito <em>verdes</em> para este tipo de papel. Algo que talvez consigam melhorar no próximo filme. Há ainda todo aquele estranho grupo de personagens que são a família Volturi, interpretados por um grupo de actores que agem de forma irritante e exagerada em vez de intimidativa, como pede o filme. Mete pena ver <strong>Dakota Fanning</strong><strong> </strong>a fazer isto. Felizmente, é apenas um mal menor se compararmos isto com a destruição maciça que foi <strong><em>Lua Nova</em></strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i770.photobucket.com/albums/xx348/espalhafactos/cinema/1.jpg" alt="" width="491" height="335" /></p>
<p style="text-align: justify;">Num pequeno resumo: <em><strong>Eclipse</strong></em> é o melhor filme da saga até agora, dos melhores blockbusters lançados até ao final do primeiro semestre de 2010, e uma fonte de bom entretenimento. Muitos irão, certamente, criticá-lo da mesma forma que criticam a saga, baseando-se não tanto nos filmes em si mas mais no histerismo que estes provocam. Admito que isso também a mim me passa completamente ao lado, e não entendo o porquê de toda a adoração à volta desta saga. Mas um filme, seja ele qual for, deve ser avaliado pelo filme que é e não pelos seguidores que tem; e a verdade é que <strong><em>Eclipse</em></strong> é, realmente, um bom filme que pode facilmente ser apreciado por qualquer um. O que aqui temos é, afinal de contas, entretenimento de boa qualidade (e, acima de tudo, entretenimento com o coração no sítio certo). Os fãs vão adorar&#8230; e os restantes também não sairão nada arrependidos da sala de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7.5/10</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <strong><em>The Twilight Saga: Eclipse</em></strong><br />
Realizado por: <strong>David Slade</strong><br />
Escrito por: <strong>Melissa Rosenberg</strong>, baseado no livro de <strong>Stephenie Meyer</strong><br />
Elenco: <strong>Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli, Xavier Samuel e Bryce Dallas Howard.</strong><br />
Duração: <strong>124 minutos</strong>.</p>
<span class="sfforumlink"><a href="http://www.espalha-factos.com/efforum/cinema/eclipse-ceu-estrelado-com-lua-cheia">Comenta no fórum</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espalha-factos.com/2010/06/eclipse-ceu-estrelado-com-lua-cheia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
