Eli Stone: Help! (T2, E7)

O sétimo episódio desta segunda série de Eli Stone, que está a ser transmitida todas as terças-feiras à noite, na Fox Life, inicia-se logo com uma das visões do protagonista, desta feita uma visão musical na qual entra a sua secretária Patti. A participação de Patti na visão funciona quase como um apelo, um pedido de ajuda a Eli, afirmando-lhe que Angela, a sua filha, está inocente, e daí o nome do episódio, Help!. A forma como foi transposta a ilusão para a realidade, parecendo que Eli entra no ecrã de cinema e de repente se encontra num filme, no qual participa, torna-se muito agradável à vista do espectador.
Angela é então acusada de roubo e tráfico de droga, sendo que Eli e Keith vão defendê-la em tribunal. Eli acredita na sua inocência, impulsionado pela visão que teve, mas Keith é mais racional e acredita que Angela é realmente culpada, apesar de ainda não saber bem o que sente em relação a ela. Simultaneamente, Maggie defende o caso de Ashley, filha de um empresário, que está a processar o pai por não respeitar o ambiente. Por seu lado, Matt quer declarar-se a Taylor, dizer-lhe que o que sente é mais forte do que esta pensa, mas quando o faz, num concerto do cantor Seal – de realçar a presença especial deste no episódio, interpretando duas músicas –, apercebe-se de que esta não sente o mesmo, pelo menos ainda, sendo que a relação entre ambos ainda está por definir claramente.

A maior revelação deste episódio é um pormenor da vida de Patti, do seu passado, que vem à superfície devido à situação de Angela. O drama de Eli continua a ser o seu afastamento das pessoas, provocado em parte pelo aneurisma e pelas visões; e impõe-se agora o dilema de acreditar ou não no que vê, sendo que Angela pode não ser tão inocente como inicialmente se acreditava.
Parece que a musicalidade veio para ficar, já que neste episódio temos na primeira visão um exemplo disso mesmo, e sendo que toda a história do episódio se desenrola à volta dela. Para além deste pormenor, o acontecimento que fechou o episódio de terça-feira marcará, possivelmente, o próximo episódio, e trará uma nova esperança a Eli, ar fresco à série, o que poderá ser positivo para o rumo que está a tomar. Taraji P. Henson teve neste episódio a sua última participação em Eli Stone, e Seal, como já referi, fez a sua participação especial, contribuindo para a musicalidade e para a ficção tão característica da série.

Foi mais um bom episódio, embora sem o ritmo intenso e revelador dos últimos tempos, faltando-lhe um ingrediente especial para se tornar um dos melhores da temporada. A realização de Michael Grossman não deixa de ser relativamente boa, mas fica aquém dos episódios realizados por Perry Lang, sempre bem definidores da divisão realidade / ficção. Outro pormenor curioso é a ausência de Nate – apesar de já não ser a primeira vez nesta temporada –, sobretudo após o último episódio, quase exclusivamente dedicado à personagem. É esta falta de coerência que se denota, de vez em quando, mas de certa forma traz também mais variedade ao argumento, que não deixa de ser genial e de se adequar na perfeição à série televisiva.
7,5/10
Título Original: Eli Stone
Realizador: Michael Grossman
Argumento: Greg Berlanti, Marc Guggenheim
Com: Johnny Lee Miller, Natasha Henstridge, Loretta Devine, Victor Garber, Julie Gonzalo, Sam Jaeger, James Saito, Taraji P. Henson, Jason Winston George, Seal, Bridget Moynahan
Ano: 2008
Género: Comédia, Drama
Duração: 50 minutos






